Documentários

Os anos 60 vistos por Tom Hanks

Assassinatos políticos, guerras, manifestações e o homem a pisar a lua pela primeira vez. A década de 60 foi a mais inesquecível do século XX - e um novo documentário explica porquê.

A televisão americana apresentou-os assim: “Senhoras e senhores, os Beatles”

CBS via Getty Images

Parece que foi nos anos 60 que tudo aconteceu. Nos Estados Unidos deu-se a explosão do sexo, das drogas e do rock’n’roll. Mas houve também a guerra do Vietname, a chegada do homem à lua, o assassinato do Presidente Kennedy e o começo da conquista dos direitos civis para os afro-americanos.

É uma mistura que só podia dar um documentário. Por isso, Tom Hanks, Gary Goetzman e Mark Herzog juntaram-se para fazer uma série de 10 episódios chamada “The Sixties” (“Os Sessenta”, em português) para a CNN. Em Portugal, estreia esta segunda-feira no Discovery Channel, às 21h.

Ao longo da sua carreira, Tom Hanks escolheu vários papéis baseados em factos reais. Em 2003, o actor protagonizou “Capitão Phillips”, um filme que faz um retrato do problema da pirataria na costa da Somália. Em 1995, entrou em “Apollo 13”. Foi por causa destas escolhas que a jornalista Christiane Amanpour, da CNN, questionou Tom Hanks sobre o seu gosto pela História e pelos documentários. O ator tinha 7 anos em novembro de 1963, quando o Presidente John F. Kenedy morreu. “Achava que estas coisas não aconteciam no mundo real. Vi a minha professora do 2.º ano a chorar e pensei que nunca tinha visto um adulto a chorar”, lembrou.

[Veja aqui a entrevista de Christiane Amanpour a Tom Hanks]

“Os Sessenta” teve tanto sucesso nos Estados Unidos que a produtora de Tom Hanks, a Playtone, já produziu uma série sobre os anos 70 e vai começar a produção de outra sobre a década de 80.

[Veja aqui o trailer da série]

Como Portugal viu os momentos mais marcantes dos anos 60

A década de 60 foi vivida de forma muito diferente em Portugal, onde o Estado Novo não permitia grandes excessos. Mas as notícias chegavam cá. Um dia depois da morte do Presidente John F. Kennedy, em Dallas, podia ler-se na primeira página do vespertino Diário de Lisboa: “A morte de Kennedy abalou o mundo inteiro. A polícia assegura que o assassino é Oswald mas acusado nega”. Lee Harvey Oswald, o suspeito, seria também assassinado pouco depois.

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A 20 de julho de 1969, Neil Armstrong pisou a lua e o jornal lisboeta apresentou assim a notícia: “Armstrong e Aldrin caminharam duas horas sobre o solo lunar. Pela primeira vez, na História da Humanidade, dois homens pisaram o solo lunar. Esta madrugada às 3 e 56 (hora de Lisboa) Neil Armstrong, comandante da Apollo 11, e Edwin Aldrin desceram do módulo lunar, poisado na Lua, nas proximidades do Mar da Tranquilidade, e ali permaneceram, o primeiro duas horas e dez minutos e o segundo uma hora e 54 minutos.”

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Também a morte de Martin Luther King Jr. apareceu na primeira página no Diário de Lisboa: “Onda de tumultos após o assassínio do Dr. Luther King. Aumentou a fúria nas ruas da Memphis negra, durante a noite, ao espalhar-se a notícia de que o dirigente do movimento a favor da igualdade dos direitos civis, Dr. Martin Luther King, tinha sido assassinado por um atirador branco emboscado”.

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Há muitas outras imagens dos anos 60 que sobreviveram até hoje. Veja as mais marcantes nesta fotogaleria.

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