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Lampreia. Quer comer o bicho feio? Saiba onde

Se, por um lado, a lampreia não deve muito à beleza, por outro não lhe falta sabor. Nem adeptos. Assim, não é de estranhar que de Norte a Sul haja casas que fazem dela uma especialidade. Saiba quais.

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O arroz de lampreia do Varanda de Lisboa é feito como manda a lei pelo chef minhoto Carlos Queijo.

© Tiago Pais / Observador

O arroz de lampreia do Varanda de Lisboa é feito como manda a lei pelo chef minhoto Carlos Queijo.

© Tiago Pais / Observador

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Tasca do João

Não é por acaso que esta pequena casa do Lumiar é uma espécie de destino sagrado da gastronomia minhota: mal começam a surgir as primeiras lampreias no rio Minho, no início de cada ano, a Tasca do João dá por iniciada a época do bicho. Este ano, contam-nos, foi logo a 4 de janeiro. O formato mantém-se: a dose (de arroz ou à bordalesa), usa uma lampreia inteira e dá para quatro pessoas. O preço é o mesmo de há sete ou oito anos a esta parte, 80€. Está disponível todos os dias exceto ao domingo, que é de descanso.

Rua do Lumiar, 122, Lisboa. 21 759 0311

Varanda de Lisboa

O restaurante do Hotel Mundial, no Martim Moniz, é destino certo de muitos apreciadores do bicho nesta época. Até 13 de março celebra-se por ali o mês da lampreia e do sável, com um menu alusivo (32,50€), que inclui entrada, prato principal, sobremesa e respetivos beberetes para hidratar. Destaque, neste capítulo, para os vinhos de colheita particular). A lampreia — que é minhota como o chef da casa, Carlos Queijo — é servida em arroz (à moda de Monção) ou à bordalesa. Quem quiser optar pelo sável também não fica mal servido.

Hotel Mundial, Praça do Martim Moniz, 2, Lisboa. 21 884 2000

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O arroz de lampreia do Varanda de Lisboa. (foto: © Tiago Pais / Observador)

Escadinhas da Cruz de Pedra

Dona Rosa, a gerente e cozinheira do Escadinhas da Cruz da Pedra, nasceu e cresceu em Monção, nas margens do Rio Minho. Assim, não admira que a lampreia seja uma das opções deste pequeno restaurante, que muitos conhecem por outra razão: servem o cozido à portuguesa à segunda-feira, fenómeno raríssimo em Lisboa. A lampreia — à bordalesa ou em arroz — paga-se ao quilo (50€/kg) e está apenas disponível por encomenda. Mas não é preciso grande antecedência, que nesta época ela sai com fartura.

Rua Cândido de Figueiredo, 57A, (Benfica), Lisboa. 21 778 0386

Adega da Tia Matilde

Conta o senhor Emílio, responsável por um dos destinos mais frequentes dos apreciadores do bicho, que a lampreia que se serve na Adega da Tia Matilde todos os dias nesta época, vem de Lanhelas e de Vila Nova de Cerveira. Fazem-na todos os dias e de duas formas: em arroz ou à bordalesa, que, é como quem diz, à maneira de Bordéus, num guisado feito com vinho da região (regra que nem sempre é respeitada por todas as casas).

Rua da Beneficiência, 77 (Entrecampos), Lisboa. 21 797 2172.

Solar dos Presuntos

No clássico conhecido pela “alta cozinha de Monção”, como anuncia o célebre néon à porta, a lampreia minhota é presença fixa no menu por estes dias. O arroz é a opção mais natural, mas também a fazem à bordalesa, em açorda ou de escabeche. O preço vai variando: no início da época costuma ser mais cara, mas conforme vai havendo mais matéria-prima, o preço, naturalmente, desce.
Rua Portas de Santo Antão, 150 (Rossio), Lisboa. 21 342 4253.

Primeiras lampreias de 2016

Chegaram ao final da tarde desta segunda-feira, 4 de janeiro, diretamente de Lanhelas. Amanhã já poderão ser degustadas no tradicional arroz, assadas no forno ou em açorda. Para deleite dos verdadeiros apreciadores. #solardospresuntos

Posted by Solar dos Presuntos on Monday, 4 January 2016

Retiro do Chefe Costa

Há lampreia – em arroz ou à bordalesa, conforme o cliente quiser – “quase todos os dias”, dizem os responsáveis, no Retiro do Chefe Costa, um dos mais genuínos restaurantes minhotos da capital. A dose está a custar 37€ nesta altura, mas traz dez bocados e chega bem para duas pessoas. Por ali a lampreia faz-se até finais de abril, altura em que começa a desovar e a “pirar-se”, como diz o Chefe Costa, do Rio Minho, de onde chega todas as semanas.

Estrada do Alvito, 12 (Alcântara), Lisboa. 21 363 7914.

Cimas

Na zona do Estoril e Cascais, esta espécie de chalet com vista para a Marginal é outro dos locais onde o bicho é tratado a preceito. A dose generosa, composta por quatro grandes pedaços, custa 38€ de momento. A lampreia, que chega da zona de Gondomar, é feita todos os dias (excepto ao domingo) à vontade do cliente, seja à minhota, à bordalesa, com arroz incluído ou à parte. Outra iguaria a experimentar no Cimas: a mítica galinhola à English Bar.

Avenida Marginal (Estoril), Lisboa. 21 468 1254.

As Colunas

Numa casa conhecida pela vasta garrafeira e pelas carnes exóticas (serve camelo, zebra ou crocodilo, por exemplo), a lampreia faz-se todos os dias — mais uma vez, exceto ao domingo — de todas as maneiras: em arroz, à bordalesa, em escabeche ou até assada no forno. Estas últimas duas receitas exigem, contudo, encomenda antecipada. De resto, “é como o cliente quiser, ela está temperada, é só fazer”, asseguram os responsáveis. A dose está a custar 25€ neste momento.

Rua Elias Garcia, 51C (Amadora), Lisboa. 21 499 0660.

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O Gaveto

A frescura e qualidade do peixe aqui não se questionam: O Gaveto fica numa rua paralela à lota de Matosinhos. As lampreias minhotas, coladas à parede de um dos aquários, não são exceção à regra. Fazem-nas de janeiro a maio, principalmente à bordalesa (27,50€ a dose, neste momento) – em arroz só por encomenda. O serviço é cuidado e à moda antiga, no melhor sentido da expressão.
Rua Roberto Ivens, 826, Matosinhos. 22 937 8796.

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N’O Gaveto é possível acompanhar a lampreia à bordalesa com uma malga de tinto.
(foto: © Divulgação)

Casa Nanda

Sobre este clássico do Porto, disse um dia New York Times: “cozinha genuína num restaurante familiar à moda antiga”. E a descrição assenta-lhe que nem um verde tinto com a lampreia: é o único sítio da cidade onde muitas avós cozinheiras aceitam ir almoçar ou jantar fora. A lampreia minhota tem presença garantida na ementa desde janeiro, em arroz ou à bordalesa. Atualmente, custa 24€.

Rua da Alegria, 394, Porto. 22 537 0575

Adega São Nicolau

António Coelho, dono desta verdadeira instituição portuense, não tem por hábito deixar os seus créditos por mãos alheias. A lampreia à bordalesa (16€, nesta altura) é uma das suas especialidades. Os adeptos do bicho reconhecem-lhe o talento. O melhor, nesta altura do ano, é reservar lugar no interior do restaurante, porque a esplanada, apesar de bonita, pede dias e noites mais quentes.
Rua de São Nicolau, 1, Porto. 22 200 8232.

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A lampreia da Adega São Nicolau dentro do tacho, antes de saltar para o prato.
(© Divulgação)

Casa Lindo

Vale a viagem até Valbom, nas margens do Douro, nem que seja só para provar a açorda de lampreia, uma das entradas servidas nesta época, difícil de encontrar noutros restaurantes. O serviço na Casa Lindo nem sempre prima pela simpatia mas a competência da cozinha compensa. Por telefone não gostam de divulgar preços, mas adiantam que a dose de lampreia à bordalesa, ou de arroz do bicho “já está mais barata que o ano passado”. Conte, por isso, com cerca 25€, ou menos, para três pedaços generosos do animal.

Travessa Convenção de Gramido 26, Valbom, Porto. 22 483 0200

Casa Inês

É um dos melhores restaurantes do Porto, conhecido sobretudo pelos filetes de polvo com arroz do mesmo e pela incrível aletria. Como grandes representantes que são da cozinha do Norte, não podiam deixar de fazer lampreia nesta época. Vem do Douro, curiosamente (só compram no Minho se a do Douro falhar) e é meticulosamente preparada e cozinhada pela talentosa Inês Diniz, que empresta o nome à casa. Faz-se por encomenda, em arroz ou à bordalesa, e paga-se, nesta altura, a 50€ a dose. Mas atenção: quando se fala em dose, fala-se numa lampreia inteira, que dá para uns oito pedaços e três pessoas.

Rua Miraflor, 20, Porto. 22 510 6988

Arroz de lampreia ? Com certeza. É só encomendar!#casaines #restaurantecasaines #ines #reservas225106988 #filetes...

Posted by Restaurante Casa Inês on Thursday, 28 January 2016

Morfeu Marginal

Nasceu na Rua das Condominhas, ainda nos anos 80, e desceu há cerca de uma década até à marginal, junto à Ponte da Arrábida. Mudou a localização, manteve-se a qualidade da cozinha e a tradição de servir a lampreia minhota, nesta época. Maria Jorge, a responsável do Morfeu, explica que a fazem apenas por encomenda, para um mínimo de três pessoas (75€). “Vêm vivas para cá e é o chef que trata delas”, conta. As fêmeas vão para a bordalesa, “por causa das ovas” e os machos seguem para o arroz. O freguês é que escolhe.

Rua do Ouro, 400 (Lordelo), Porto. 22 609 5295

Outras opções a reter

Uma alternativa a todas estas sugestões pode ser a Rota da Lampreia da CP, que percorre a linha da Beira Baixa com paragens na Barragem de Belver, onde se encontra o restaurante A Lena, especializado na matéria, em Tancos, no restaurante Almourol e em Ródão, no Portas de Ródão. As partidas fazem-se de Lisboa (em direção a Ródão) ou da Covilhã (em direção a Tancos). A campanha é válida até abril.

Já nas Pousadas de Portugal, a quinzena da lampreia comemora-se entre 15 e 28 deste mês. E como? Com lampreia, ora essa, — em empadinhas, de escabeche, à bordalesa ou em arroz — nos restaurantes das Pousadas Mosteiro de Guimarães, Mosteiro de Amares, Gerês-Caniçada, Viana e Pousada da Ria.

LampreiaPOUSADAS

De 15 a 28 de fevereiro a lampreia é vedeta em algumas Pousadas de Portugal.
(foto: © Divulgação)

Finalmente, destaque para vários festivais dedicados ao bicho, em terras onde é tradição servi-lo. No Vale do Minho, os seus seis municípios — Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira — unem-se mais uma vez para acolher a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”. Pode consultar aqui a lista de restaurantes aderentes.

Já em Mação, onde a tradição é fazer o arroz com o sangue do bicho mas servi-lo em separado — ao contrário do arroz minhoto — o festival acontece entre 27 de fevereiro e 3 de abril, em sete restaurantes da terra. Já em Vila Nova da Barquinha começa na mesma data (27 de fevereiro), estende-se até 27 de março e abrange seis casas, entre elas a Tasquinha da Adélia e o Soltejo.

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