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Se joga Pokémon GO provavelmente já encontrou o seu pokémon inicial – um Bulbasaur, um Charmander ou um Squirtle, ou até mesmo um, tão cobiçado, Pikachu. E, se continuou a jogar, talvez já tenha apanhado uma Caterpie no passeio junto de sua casa ou um Nidoran no jardim público.

Tentámos descobrir como é que a Niantic – empresa que desenvolveu o jogo – decide onde aparece cada pokémon:

O Pokémon GO trabalha através do uso da geolocalização do Google Maps e partiu do conceito de um jogo desenvolvido pela Niantic que já utilizava este conceito. O jogo chamava-se Ingress e foi lançado na sua versão beta em 2011.

O jogo levava os utilizadores a visitarem locais icónicos e pontos de interesse dentro das suas cidades. Para conseguir o máximo de locais que fossem interessantes de visitar, a Niantic pediu às pessoas que estavam a testar o jogo que submetessem os locais que achavam ser relevantes. Alguns dos “portais” mais importantes foram escolhidos para ser ginásios, enquanto outros foram escolhidos para serem pokéstops. A recolha de pontos de interesse levou cerca de dois anos e meio, explicou John Hanke, fundador da Niantic, à Mashable.

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Alguns pokémons também surgem perto destes pontos, informou Hanke.

Depois de definirem estes critérios, o algoritmo que define onde aparecem os pokémons foi adaptado ao meio “onde pertencem”. Por exemplo, a probabilidade de apanhar um Psyduck – um pokémon aquático – é maior junto a um curso de água.

A equipa responsável pelo jogo tentou ter ainda em atenção a segurança do treinador que busca pokémons. A Niantic e a Google fizeram todos os possíveis por impedir que as criaturas apareçam em autoestradas ou em propriedades privadas. No entanto, esta premissa nem sempre se verifica, havendo vários relatos de pessoas que entraram em quintais para caçar os monstros.

Artigo atualizado e modificado às 18:52, tendo em conta o comentário do utilizador Leonel Morgado.