Os rumores sobre uma segunda temporada de “Making a Murderer” já eram conhecidos e discutidos pelos fãs mais aguerridos da série. A Netflix não os ignorou: o sucesso e a influência que a série documental alcançou fora do ecrã — foram lançadas petições para a libertação de Steven Avery e até Barack Obama teve algo a dizer — tornaram praticamente obrigatória a produção de novos episódios. Esta terça-feira, o serviço de stream confirmou que estão a ser produzidos novos episódios.

[Veja aqui o trailer da primeira temporada]

Esta é a história de Steven Avery, um homem condenado por violação de uma mulher e mais tarde ilibado, que pouco depois é acusado de homicídio um outro caso e preso por isso. Todas as dúvidas são colocadas relativamente à forma como os dois processos judiciais foram conduzidos e tudo leva a crer — de acordo com a série — que Steven Avery foi um peão de uma série de circunstâncias infelizes, que o levaram a estar no lugar errado à hora errada. Bredan Dassey, sobrinho de Avery, é também um dos acusados. A primeira temporada teve dez episódios, onde é reconstituído o percurso deste homem do Wisconsin, com entrevistas a advogados de defesa, procuradores, familiares do acusado e cenários de salas de tribunal.

Fora dos ecrãs, a série da Netflix foi falada e debatida até à exaustão. Tornou-se um assunto público e os procuradores do estado de Wisconsin acusavam a produção e a realização de “Making a Murderer” de retratar apenas um lado da história e ignorar as provas que poderiam ser usadas contra Steven Avery.

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No comunicado da Netflix, as criadoras da série, Laura Ricciardi e Moira Demos, afirmam:

“Estamos muito gratas pela enorme resposta à série e de apoio à mesma. O interesse e a atenção do espetadores asseguraram que a história ainda não chegou ao fim e estamos totalmente empenhadas em continuar a documentar o desenrolar dos acontecimentos”.

Foram lançadas petições online e o presidente dos EUA teve mesmo de afirmar em público que “não poderia conceder um perdão federal”, explica o The New York Times. A influência da série teve tanto impacto que até a vila de Avery teve consequências: “Como podem promover um lugar cheio de corrupção?”, ouvia-se nas agências de turismo.

As produtoras executivas e realizadoras, Laura Ricciardi e Moira Demos, terão contactado logo após a primeira temporada a nova advogada de Steven Avery e a a defesa de Bredan Dassey. Estes dois últimos intervenientes são os visados dos novos episódios da segunda temporada, em que é dada “uma visão mais profunda sobre o elevado risco do processo pós-condenação, assim como a forte carga emocional que atinge todos os envolvidos”, avança a Netflix.

“Making a Murderer” recebeu seis nomeações para os prémios Emmys deste ano, incluindo Melhor Documentário e Série de Não Ficção, Melhor Realização e Melhor Argumento para Série de Não Ficção. Ainda não há informações concretas sobre a data de lançamento e o número de episódios da segunda temporada.