A cerimónia de homenagem ao falecido estadista Mário Soares, na terça-feira, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, vai ter cerca de hora e meia de duração e registos áudio do antigo Chefe de Estado e sua mulher.

Segundo anunciou fonte governamental, o início da sessão está agendado para as 13h, nos claustros do edifício manuelino, com diversas interpretações musicais por parte do coro e da orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, além de “A Portuguesa” no princípio e no final, antes do início do cortejo fúnebre rumo ao cemitério dos Prazeres.

A seguir ao hino nacional, ecoará através da instalação audiovisual a voz de Soares, seguindo-se uma intervenção do filho, João. Ouvir-se-á depois a voz de Maria Barroso, antes da intervenção da filha, Isabel. O teor dos registos do antigo Presidente da República e da ex-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, assim como os títulos das obras dos diversos compositores em causa, ficaram ainda por conhecer.

Após a intervenção de Isabel Soares, diretora do Colégio Moderno, terá lugar um momento musical com uma peça do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.

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Em seguida, através de um vídeo de cerca de 10 minutos, gravado durante a atual viagem de Estado à Índia, o primeiro-ministro, António Costa, vai homenagear o fundador do PS.

Nova interpretação, desta feita de uma obra do compositor britânico Edward Elgar, e discursará em seguida o presidente da Assembleia da República, o também socialista e ex-líder “rosa” Eduardo Ferro Rodrigues.

Finalmente, a intervenção do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, será a última evocação do evento, antecedida por outro momento musical da autoria do compositor francês Gabriel Fauré.

À chegada ao cemitério dos Prazeres, o corpo de Mário Soares vai receber “honras fúnebres” por parte de militares, na praça S. João Bosco. A urna vai ser depois transportada até à capela local, num percurso com alas de cortesia desarmadas, sem estandarte nem banda de música, dos três ramos das Forças Armadas.

Nesse momento, ouvir-se-á novamente a voz de Mário Soares, enquanto militares das Forças Armadas dobram a bandeira que cobre o caixão e a entregam ao Presidente da República. O Chefe de Estado vai depois transmiti-la, assim como as insígnias oficiais de Soares, à família.

Num navio da Armada estacionado no Tejo será disparada uma salva de 21 tiros e a urna, transportada por militares, seguirá em direção ao jazigo da família Soares, com uma pequena paragem junto ao túmulo do republicano Jaime Cortesão, médico, escritor e fundador da revista Seara Nova.

A partir deste momento, a cerimónia é estritamente reservada à família mais próxima de Mário Soares.