Literatura

Nove dias para falar das cartas de Leonard Cohen, Agustina ou Nanni Moretti

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Entre 2 e 18 de maio, dois convidados por dia falam sobre cartas que fizeram história na Universidade de Lisboa. Beatriz Batarda, Pedro Mexia e António Feijó são alguns dos nomes confirmados.

Getty Images

A ideia é simples: durante nove dias, dois convidados por dia falam sobre uma carta, porque é ou foi importante, que história tem e que legado deixou. Ciência e literatura, religião e arte, mais a inevitável política vão ser temas em discussão. Por exemplo: Pedro Adão e Silva fala sobre a carta de Leonard Cohen para Marianne; António Feijó recorda as palavras que Agustina Bessa-Luís escreveu a José Régio; o que Amílcar Cabral escreveu a Maria Helena, por Beatriz Batarda; e Pedro Mexia lembra o que Groucho Marx disse a TS Eliot. Correspondência aberta e em discussão no ciclo de conferências “Nove Dias Sobre Cartas”, na Universidade de Lisboa.

O método é este: cada convidado fala durante 25 minutos sobre a carta escolhida. No fim das duas apresentações diárias há um momento para perguntas do público e respostas dos oradores. A entrada é livre, convém apenas que seja feita uma inscrição prévia — avisa a organização que os lugares dos diferentes auditórios devem esgotar. E a todos os inscritos poderá ser enviado uma antologia com as cartas em discussão (o formato é um ficheiro PDF e deverá ser requisitado quando for feita a inscrição). No último dia de conferências está prevista uma visita guiada ao Laboratório Chimico do Museu de História Natural e da Ciência.

A entrada será livre, mas recomenda-se a inscrição no curso. Será enviada, em formato PDF, uma antologia com as cartas a todos os inscritos que a solicitarem. Os participantes poderão ainda fazer uma visita guiada ao Laboratório Chimico, situado no Museu de História Natural e da Ciência, no último dia do ciclo.

Sempre de terça a quinta-feira, nas três primeiras semanas de maio, às 18 horas, em três espaços diferentes. É este o programa final, com dias e locais:

Reitoria da Universidade de Lisboa, sala dos reitores

2 de Maio
Alexandre Palma: Epístola a Diogneto
Tiago Cavaco: Lutero aos Conselhos de todas as cidades da Alemanha

3 de Maio
Jorge Braga de Macedo: Academia Britânica à Rainha Isabel II
Joana Rigato: Dorothy Day em resposta a uma pergunta de um leitor

4 de Maio
Pedro Adão e Silva: Leonard Cohen a Marianne Ihlen
Inês Fonseca Santos: Anne Sexton a Philip Legler

Instituto Superior Técnico, auditório do pavilhão central

9 de Maio
Albino Maia: Theodore Roosevelt a Charles Davenport
Jacinto Lucas Pires: “Caro Diario” de Nanni Moretti

10 de Maio
Clara Rowland: Carta a Três Mulheres de Joseph Mankiewicz
João Paulo Esteves da Silva: Gilbert Simondon a Jacques Derrida

11 de Maio
António M. Feijó: Agustina Bessa-Luís a José Régio
Abel Barros Baptista: Carta de Condução

Museu Nacional de História Natural e Ciência, auditório Manuel Valadares

16 de Maio
Pedro Mexia: Groucho Marx a TS Eliot
Miguel Poiares Maduro: Robert Schuman a Konrad Adenauer

17 de Maio
Gonçalo Almeida Ribeiro: Magna Carta
Rui Ramos: Rei D. Carlos a João Franco

18 de Maio
Marta C. Lourenço: A.W. von Hoffmann a José Júlio Rodrigues
Beatriz Batarda: Amílcar Cabral a Maria Helena

Informações e inscrições através do email da organização e do facebook do evento.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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