Rádio Observador

Literatura

Nove dias para falar das cartas de Leonard Cohen, Agustina ou Nanni Moretti

371

Entre 2 e 18 de maio, dois convidados por dia falam sobre cartas que fizeram história na Universidade de Lisboa. Beatriz Batarda, Pedro Mexia e António Feijó são alguns dos nomes confirmados.

Getty Images

A ideia é simples: durante nove dias, dois convidados por dia falam sobre uma carta, porque é ou foi importante, que história tem e que legado deixou. Ciência e literatura, religião e arte, mais a inevitável política vão ser temas em discussão. Por exemplo: Pedro Adão e Silva fala sobre a carta de Leonard Cohen para Marianne; António Feijó recorda as palavras que Agustina Bessa-Luís escreveu a José Régio; o que Amílcar Cabral escreveu a Maria Helena, por Beatriz Batarda; e Pedro Mexia lembra o que Groucho Marx disse a TS Eliot. Correspondência aberta e em discussão no ciclo de conferências “Nove Dias Sobre Cartas”, na Universidade de Lisboa.

O método é este: cada convidado fala durante 25 minutos sobre a carta escolhida. No fim das duas apresentações diárias há um momento para perguntas do público e respostas dos oradores. A entrada é livre, convém apenas que seja feita uma inscrição prévia — avisa a organização que os lugares dos diferentes auditórios devem esgotar. E a todos os inscritos poderá ser enviado uma antologia com as cartas em discussão (o formato é um ficheiro PDF e deverá ser requisitado quando for feita a inscrição). No último dia de conferências está prevista uma visita guiada ao Laboratório Chimico do Museu de História Natural e da Ciência.

A entrada será livre, mas recomenda-se a inscrição no curso. Será enviada, em formato PDF, uma antologia com as cartas a todos os inscritos que a solicitarem. Os participantes poderão ainda fazer uma visita guiada ao Laboratório Chimico, situado no Museu de História Natural e da Ciência, no último dia do ciclo.

Sempre de terça a quinta-feira, nas três primeiras semanas de maio, às 18 horas, em três espaços diferentes. É este o programa final, com dias e locais:

Reitoria da Universidade de Lisboa, sala dos reitores

2 de Maio
Alexandre Palma: Epístola a Diogneto
Tiago Cavaco: Lutero aos Conselhos de todas as cidades da Alemanha

3 de Maio
Jorge Braga de Macedo: Academia Britânica à Rainha Isabel II
Joana Rigato: Dorothy Day em resposta a uma pergunta de um leitor

4 de Maio
Pedro Adão e Silva: Leonard Cohen a Marianne Ihlen
Inês Fonseca Santos: Anne Sexton a Philip Legler

Instituto Superior Técnico, auditório do pavilhão central

9 de Maio
Albino Maia: Theodore Roosevelt a Charles Davenport
Jacinto Lucas Pires: “Caro Diario” de Nanni Moretti

10 de Maio
Clara Rowland: Carta a Três Mulheres de Joseph Mankiewicz
João Paulo Esteves da Silva: Gilbert Simondon a Jacques Derrida

11 de Maio
António M. Feijó: Agustina Bessa-Luís a José Régio
Abel Barros Baptista: Carta de Condução

Museu Nacional de História Natural e Ciência, auditório Manuel Valadares

16 de Maio
Pedro Mexia: Groucho Marx a TS Eliot
Miguel Poiares Maduro: Robert Schuman a Konrad Adenauer

17 de Maio
Gonçalo Almeida Ribeiro: Magna Carta
Rui Ramos: Rei D. Carlos a João Franco

18 de Maio
Marta C. Lourenço: A.W. von Hoffmann a José Júlio Rodrigues
Beatriz Batarda: Amílcar Cabral a Maria Helena

Informações e inscrições através do email da organização e do facebook do evento.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Escolas

A escola é uma seca /premium

Eduardo Sá

Não podemos continuar a opor uma ideia “industrial” de escola a uma escola “ecológica”, como se não fosse possível conciliar as duas escolas, sem a educação indispensável abalroar o direito à infância

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)