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Observador 10 e um. O primeiro-ministro espanhol diz-se consternado com o acidente ferroviário que aconteceu esta manhã em Toledo. Pelo menos 46 pessoas morreram, várias ficaram feridas.

São, para já, números provisórios. Numa publicação na rede social X, Pedro Sánchez garante estar em contacto constante com o ministro espanhol dos Transportes e também com o presidente da comunidade de Castela-La Mancha. Na mensagem, o chefe do governo espanhol expressa ainda solidariedade e apoio a todas as vítimas e às famílias. O acidente deu-se por volta das 9h hora local, 8h em Lisboa, perto da estação de Urda, entre um comboio que seguia de Madrid para Sevilha e um outro que circulava em sentido contrário. De acordo com o serviço de emergência espanhol, duas das carruagens acabaram por descarrilar e cair por uma encosta. Hugo Fortunato de Oliveira, já há uma possível causa para este acidente?

Deverá ter sido um erro humano na sequência de uma avaria no sistema principal de sinalização. É pelo menos essa a tese com que o governo espanhol está a trabalhar neste momento, segundo o jornal espanhol "El País". O sistema de segurança é automatizado, mas perante uma falha, a circulação pode passar a ser controlada manualmente e terá sido nesse momento que se deu este acidente. A circulação na linha de alta velocidade que liga a capital Madrid a Andaluzia está neste momento suspensa. No local estão bombeiros e outros meios de emergência e proteção civil. O governo de Castela-La Mancha ativou já a fase um do plano territorial de emergência e pede a intervenção da Unidade Militar de Emergência, a UME. Já a Guarda Civil mobilizou uma equipa especializada em grandes desastres. Tanto o governo regional como o Executivo Central e o Congresso dos Deputados cancelaram a agenda para o dia de hoje, na sequência deste acidente. Também a manifestação dos agricultores contra atores, convocada para esta tarde em Madrid, foi suspensa.

Hugo Fortunato a atualizar as informações que chegam deste acidente entre dois comboios de alta velocidade em Espanha. O acidente deu-se em Toledo esta manhã. Pelo menos 46 pessoas morreram. Há vários feridos. Nos últimos minutos, o ministro português dos Negócios Estrangeiros enviou também já as condolências às famílias das vítimas. É uma notícia que vamos continuar a atualizar.

E em Israel, com cerca de 77% dos votos contados, Benjamin Netanyahu mantém-se à frente com uma ligeira vantagem face ao bloco da oposição.

Ainda assim, se os resultados se mantiverem nesta ordem, o atual primeiro-ministro dificilmente terá condições para formar maioria no Parlamento. A votação dos partidos árabes tem estado a subir nas últimas horas, partidos com quem Netanyahu já afirmou que não quer fazer qualquer tipo de coligação e, portanto, é um cenário que pode beneficiar o general na reserva, Gadi Eizenkot. Vamos em direto até Tel Aviv, onde está um dos enviados especiais do Observador, João Porfírio. Bom dia, João. Como é que a sociedade israelita está esta manhã a interpretar o que sabemos que são, para já, os resultados eleitorais?

Certo, muito bom dia. É verdade que ainda falta muito para que os resultados sejam finais, mas o que é certo é que os 32 °C que se fazem sentir agora aqui em Tel Aviv contrastam muito com a noite gélida que se abateu sobre os apoiantes de Eizenkot. Por quê? Uma vez que, mais uma vez, o fim político de Benjamin Netanyahu foi anunciado antes do tempo. Parece que é isso que aconteceu aqui em Israel, porque após a festa da oposição durante a madrugada, as projeções atualizaram-se e o cenário mudou drasticamente. O Likud, partido de Benjamin Netanyahu, é o partido mais votado e a coligação de Netanyahu recuperou vantagens, chegando mesmo aos 54 deputados contra os 47 de Gadi Eizenkot. O problema aqui é que Israel vê-se agora num impasse total, sem que nenhum dos blocos alcance a maioria. Este número tão falado aqui e tão importante para o Parlamento israelita, que são os 61 deputados. Mas aqui importa, e dos israelitas com quem já falámos esta manhã, nós fazemos a mesma pergunta e ninguém consegue responder, que é: quem é que vai conseguir governar Israel a partir de hoje? O que é facto é que ninguém consegue responder essa pergunta, porque Netanyahu tem aqui a oportunidade de jogar com o fator geoestratégico. Dizem-nos isto. Por quê? Porque promete, no discurso de ontem à noite, prometeu uma operação militar iminente contra o Irão, ao lado de Donald Trump, e com o bloqueio político, avisando que é proibido, estou a citar, "formar governos dependentes de partidos árabes", como dizias agora mesmo, Carla. Se não conseguir absorver deputados um a um, ou seja, sem que esses deputados estejam afirmados a algum partido, ele só conseguirá ir buscar partidos, deputados sozinhos e isso poderá fazer com que exista uma rotação na chefia de Estado. O que isto quer dizer? Quer dizer que os israelitas estão com a convicção que depois do discurso de ontem de Eizenkot, Eizenkot estará nas entrelinhas a pedir que Netanyahu saia da liderança do partido e que, saindo da liderança do partido, Eizenkot conseguirá fazer uma coligação de governo com o partido de Netanyahu, mas sem Netanyahu. E aí o que acontece é um governo de bloco central aqui em Israel. No entanto A Isenkote, que tem perfil mais moderado, tem três caminhos muito difíceis, que é este mesmo que acabei de explicar, o bloco central com o Likud, exigindo a demissão de Netanyahu, uma aliança com os partidos árabes, coisa que Netanyahu, como disseste, e bem, rejeita desde o início, Isenkote não o faz, e um acordo com os ultraortodoxos, que é o mais improvável, já que exigem concessões do recrutamento militar que Isenkote rejeita desde o início da sua campanha eleitoral. Do que estamos aqui a falar? Isenkote rejeita que esta comunidade ultraortodoxa não vá para o exército. E a conclusão é que as pessoas que são anti-Netanyahu e que estão a impedir estes entendimentos não vão arriscar e provavelmente o que vai acontecer é que, infelizmente, o país irá para um governo de gestão até abril, março, é aquilo que nos dizem os israelitas, e aí, sim, haverá novas eleições.

Ora bem, um longo impasse então aqui descrito pelo João Porfírio, que está em direto de Tel Aviv. É um dos enviados especiais do Observador. Estas eleições legislativas em Israel, quando os votos ainda não estão todos contados.

Por cá retomam a esta hora os trabalhos no Parlamento para discutir o orçamento do Estado para o próximo ano.

O documento é votado ao final da tarde, na generalidade. Miguel Viterbo Dias, agora em direto da Assembleia. Será que hoje a discussão no Hemiciclo seja mais sobre o orçamento e menos sobre os protestos pela habitação?

É isso que é de esperar, tendo em conta que ontem a habitação e a atuação da polícia marcou o primeiro dia de discussão. Hoje o tom deve virar mais para a questão orçamental, desde logo porque os trabalhos estão a arrancar com a intervenção do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e portanto, hoje o debate face a de um ponto de vista mais técnico e mais orçamental do que no primeiro dia. Nota ainda para a mensagem inicial de Joaquim Miranda Sarmento, que deixou desde já uma mensagem de condolências pelas vítimas do acidente com o comboio de alta velocidade em Espanha. A arrancar por aí esta intervenção do segundo dia de debate, que será longo. Durante a manhã, ainda cerca de quatro horas de discussão do orçamento do Estado. Da parte da tarde, a sessão de encerramento com as mensagens finais de cada partido e depois a votação, sendo que o resultado final já é conhecido. A viabilização está garantida com a abstenção do Partido Socialista. Por saber, está ainda a posição do Chega quanto a este orçamento do Estado, pelo menos nesta primeira fase.

Miguel Viterbo Dias é o coordenador de política da Rádio Observador. Vai acompanhar este dia longo de discussão e depois a votação na generalidade do orçamento do Estado para 2027.

São agora 10:10, Carla, que outras notícias marcam esta manhã e antes do Contracorrente?

Os estudantes universitários saem hoje à rua. Há manifestações marcadas para esta tarde em Coimbra, em Évora e na Covilhã. Os estudantes protestam contra a intenção do governo de descongelar propinas, exigem mais investimento público no ensino superior e reclamam melhores condições de alojamento e de apoio social. Flávio Bolsonaro já estará com família em Miami, nos Estados Unidos. É a garantia deixada pelo jornal brasileiro O Globo. Esta manhã, a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o candidato derrotado nas presidenciais passou a fronteira em direção à Argentina e que viajou depois para o Equador.