“É uma oportunidade de dar destaque a uma eletrónica diferente, que vem de cidades emergentes de todo o mundo”, disse Branko, na quarta-feira à tarde, durante uma conferência de imprensa de apresentação de novidades da 12ª edição do festival NOS Alive. “Queremos  fazer de Lisboa, e deste festival, a capital do movimento da electrónica global”, sublinhou o DJ e produtor, um dos dos mentores dos Buraka Som Sistema e atual responsável pela editora Enchufada.

Branko será curador do palco NOS Clubbing no dia 13 de julho (o segundo dos três dias de festival) e o objetivo, disse, é o de “celebrar a diversidade na música e procurar a inovação”.

O NOS Alive realiza-se entre 12 e 14 de julho, no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Outras das novidades conhecidas nesta quarta-feira foi uma parceria do festival com a Organização das Nações Unidas (ONU) para divulgação e promoção da “Agenda 2030” do desenvolvimento sustentável.

“Recebemos este convite absolutamente fora do comum, somos o primeiro festival do mundo a receber um convite destes”, revelou Álvaro Covões, responsável pela Everything is New, produtora do NOS Alive. O convite surgiu do Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental.

“Vamos dar visibilidade aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. O NOS Alive compromete-se a encetar esforços para ser um evento cada vez mais sustentável nas suas diversas dimensões: social, energética, ambiental”, sublinhou. “Isto dá sequência ao trabalho que vimos fazendo desde a primeira edição no que diz respeito à sustentabilidade. Já hoje financiamos bolsas de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência e atribuímos bolsas de empreendedorismo social.”

Erradicar a pobreza, igualdade de género, ação climática, comunidades e cidades sustentáveis são alguns dos objetivos de desenvolvimento sustentável que a ONU estabeleceu. Em vésperas da abertura do NOS Alive, a Everything is New deverá realizar um “grande evento de grande impacto” relativo a esta parceria.

Quanto à curadoria de Branko (João Barbosa), vai levar a Algés o DJ norte-americano Sango, o coletivo Kokoko!, de Kinshasa, o sul-africano DJ Lag, o músico Populous, além dos portugueses PEDRO, Progressivu e XXIII (Torres e Noia). A curadoria inclui ainda um espetáculo inédito de Rastronaut com o artista visual AkaCorleone.

Álvaro Covões disse que o festival tem hoje “um reconhecimento internacional fora do comum, o que é um grande orgulho”, e que na edição do ano passado obteve 165 mil espectadores, dos quais 22 mil estrangeiros. “Além disso, cinco mil pessoas garantem todos os serviços em cada dia. É uma pessoa a trabalhar por cada dez espectadores, é impressionante”, congratulou-se,

Os passes para os três dias estão esgotados desde dezembro, segundo Álvaro Covões. “Já temos uma taxa de ocupação de 93%”, adiantou. Apenas disponíveis estão os passes para os dois 12 e 13 de julho, por 124 euros. Os bilhetes diários para 14 de julho (dia de Pearl Jam, Jack White, Franz Ferdinand e At The Drive-In) também estão indisponíveis. Os bilhetes diários para os dias 12 e 13 custam 65 euros.

Os principais nomes já confirmados são os de Bryan Ferry, Arctic Monkeys, Nine Inch Nails, Snow Patrol, Queens of the Stone Age, The National, Two Door Cinema Club,  The Kooks, Pearl Jam, Jack White, Franz Ferdinand, MGMT e Alice in Chains. O cartaz completo será divulgado até ao fim de março.