Rádio Observador

Economia

Multinacional americana compra a startup portuguesa ShiftForward

A startup sediada no Porto foi adquirida por valores não divulgados e vai adotar o nome da Velocidi. Paulo Cunha, diretor executivo da ShiftForward, considerou que a aquisição abre "novos horizontes".

FOCKE STRANGMANN/EPA

A startup portuguesa ShiftForward, que desenvolve soluções tecnológicas de gestão de dados, foi adquirida pela Velocidi, uma empresa americana de marketing digital.

A empresa, que a partir desta quinta-feira passa a designar-se também Velocidi, foi fundada em 2011 e encontra-se sediada no Porto, onde se irá manter. De momento, a agora ex-ShiftForward conta com 10 colaboradores, mas vai ser recrutada mais outra dezena para as áreas de marketing, produto e engenharia.

Parte da ShiftForward era detida pela sociedade de capital de risco Portugal Ventures, que vendeu a participação que detinha desde 2014 na startup. Então, a empresa entrou no portefólio da sociedade após ronda de investimento em conjunto com dois investidores particulares: Florian Heinemann e Brian Fitzpatrick.

Há cerca de dois anos, em 2016, a ShiftForward lançou a primeira plataforma de gestão de dados que permite a profissionais do marketing reunir, analisar e ativar dados dos consumidores em públicos-alvo e usá-los para campanhas publicitárias de forma segura. Chamada ShiftForward Private DMP, a plataforma foi fundamental para o crescimento da startup portuense e captar o interesse da Velocidi.

Com a aquisição da ShiftForward por parte da Velocidi, Paulo Cunha, que até então era diretor-executivo da empresa portuguesa, vai assumir o cargo de diretor de produto da multinacional americana. Para Cunha, a compra da empresa “constitui um motivo de grande orgulho” e “vem mostrar que o trabalho de vários anos” passados a “construir software de alta qualidade ao serviço do marketing digital está a ser reconhecido”.

Ao fazer parte da Velocidi, disse Paulo Cunha ao Observador, abrem-se “novos horizontes” para a ShiftForward, que agora pode “alcançar uma nova escala de mercado de forma mais acelerada”.

Com esta aquisição, ganhamos uma estrutura de vendas internacional que já está estabelecida, o que faz com que estejamos doze meses adiantados em relação às nossas melhores expectativas a solo. Temos agora a possibilidade de crescer imediatamente a equipa local e de nos tornarmos muito mais relevantes num espaço de tempo muito mais curto. Para além disso, juntarmo-nos a uma equipa dividida entre três países em dois continentes traz-nos uma riqueza e aprendizagem multicultural que até ao momento se revelou muito enriquecedora.”, afirmou.

Juntas, explicou, trazem “para o mercado do marketing digital uma tecnologia inovadora que devolve o controlo dos dados dos clientes aos marketers, sempre indo ao encontro das exigências de privacidade dos consumidores.”

Esta é a razão pela qual este processo é especialmente aliciante para a ShiftForward, já que um dos nossos maiores valores sempre passou por tentar inovar dentro de um panorama saturado como o do marketing digital e ser um defensor da transparência e da segurança dos dados pessoais. Nesta altura, esta questão é particularmente relevante, com a nova legislação europeia e a questão do Facebook, e é bom constatar que com a Velocidi podemos apresentar uma solução viável.”, disse o ex-CEO da empresa.

Por sua vez, o fundador e CEO da Velocidi, David Dunne, considerou que a compra da ShiftForward “traz tecnologia de ponta e grande talento mas também diferenciação no mercado, expansão e novas oportunidades de negócio”, dizendo ainda que ambas as partes acreditam que são “capazes de apresentar a plataforma de dados de clientes mais inovadora do mercado, numa altura em que os marketers estão especialmente interessados em perseguir soluções com um nível de privacidade que não comprometa os seus clientes e a sua reputação.”

A compra da ShiftForward por parte da empresa sediada em Nova Iorque surge num contexto em que a Velocidi procurava uma nova direção que desse “um novo fôlego” à empresa, explicou Dunne — e, não fosse um pequeno-almoço com investidores de capital de risco e especialistas, o negócio até podia não ter acontecido.

“O nosso encontro com a ShiftForward foi mais uma prova do quão pequeno é o mundo digital: num pequeno-almoço com alguns investidores de capital de risco e especialistas da área do marketing digital, conhecemos um consultor da ShiftForward que criou um ponto de contacto com o Paulo Cunha, CEO da ShiftForward.”, contou o CEO da Velocidi ao Observador. “Quando o conhecemos, percebemos que havia uma sinergia entre o que ele tinha criado e o que estávamos a tentar fazer.”

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)