Rádio Observador

Ciência

Usar nanopartículas magnéticas para detetar VIH e outros projetos em destaque pelos prémios Gilead

247

Seis projetos científicos e quatro de iniciativa comunitária, dedicados ao vírus do VIH, à hepatite e ao cancro, foram distinguidos pelo programa Gilead Génese 2017.

Sander Koning/EPA

Os tratamentos antirretrovirais, contra o vírus da imunodeficiência humana (VIH), serão tanto mais eficazes quando mais cedo se iniciar a terapia. Conseguir detetar a infeção o quanto antes também ajuda a iniciar o tratamento antecipadamente. Da mesma forma, detetar uma infeção onde ela não devia existir — como a presença do vírus da hepatite C em transplantes de rins — mostra-se importante para a saúde do doente e para o combate à doença. Estes são alguns dos projetos distinguidos este ano pelo programa Gilead Génese 2017.

Este é o quinto ano que a empresa farmacêutica atribui bolsas de investigação científica e de apoia projetos de iniciativa comunitária. Este ano foram distinguidos seis projetos científicos e quatro sociais, dos 32 que foram submetidos a concurso, e o tema que mereceu mais destaque foi o VIH, seguido da infeção com outros agentes patogénicos, como a hepatite C.

Para conhecer melhor os projetos científicos distinguidos carregue nas setas. Se carregar do canto superior direito poderá ver a infografia em ecrã inteiro (fullscreen).

Entre os projetos de iniciativa comunitária destacaram-se:

  • “Com consciência”, da Associação Bué Fixe, que pretende sensibilizar os jovens sobre a importância da prevenção do vírus VIH e torná-los um meio de difusão da mensagem e de sensibilização dos pares para o problema.
  • “Interliga-te”, da Liga Portuguesa Contra a Sida, que pretende promover a deteção precoce da infeção com VIH e outras doenças sexualmente transmissíveis, na população de Loures e Odivelas acima dos 50 anos.
  • “Projecto Testa-te”, da MAPS (Movimento de Apoio à Problemática da Sida), que tem como objetivo promover o aconselhamento e deteção precoce da infeção pelo VIH, vírus da hepatite B e vírus da hepatite C, junto da comunidade algarvia, usando uma unidade móvel.
  • “ComREDES”, AJPAS (Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável), que pretende sensibilizar para o rastreio das hepatites virais B e C, junto de utilizadores de drogas intravenosas, e para a adesão ao tratamento desses doentes, nos municípios de Amadora e de Sintra.

O programa Gilead Génese privilegia áreas de investigação que tenham aplicação clínica, que se relacionem com o diagnóstico das doenças a que dão destaque — doenças linfoproliferativas (quando os linfócitos se propagam descontroladamente), hepatites virais crónicas e infeção por VIH —, ou que se dediquem a estudos epidemiológicos ou de resultados a longo prazo.

Os projetos são selecionados consoante o mérito da equipa que o propõe, a qualidade do projeto e a adequação metodologia proposta. A entrega dos prémios decorrerá esta terça-feira, às 16h30, na Estufa Fria, em Lisboa.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: vnovais@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)