Está a ser investigada num processo por corrupção, mas o Supremo entendeu que pode exercer funções como magistrada. O Supremo Tribunal de Justiça decidiu no final da semana que a juíza Fátima Galante, detida em fevereiro juntamente com o ex-marido, o juiz Rui Rangel, pode voltar a exercer as funções no Tribunal da Relação de Lisboa, apurou o Observador. A decisão foi tomada durante a última semana mas o seu advogado, Paulo Sá e Cunha, ainda não foi notificado.

Fátima Galante tinha sido impedida de exercer as funções de magistrada, assim como proibida de contactar com algumas pessoas, mas assim que for notificada da decisão poderá voltar ao exercício das funções. A sua promoção ao Supremo Tribunal de Justiça foi suspensa pelo Conselho Superior de Magistratura até o processo estar resolvido em tribunal, pelo que o seu lugar de serviço é no Tribunal da Relação de Lisboa.

A magistrada foi detida no âmbito da Operação Lex, em que se investigam crimes de tráfico de influência, branqueamento, fraude fiscal, corrupção e recebimento indevido de vantagem. Segundo o jornal Sol, Rui Rangel também recorreu da medida de coação, mas o seu caso ainda não terá sido apreciada.

Os juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante são suspeitos de estarem envolvidos num esquema de fornecimento de vários serviços jurídicos, com os quais faziam dinheiro paralelamente ao trabalho no Tribunal da Relação de Lisboa. Além deles estão envolvidos no processo o advogado Santos Martins, e o filho, Bernardo André Santos Martins, a atual mulher de Rangel, Rita Figueira, e o pai, Albertino Figueira, Nuno Proença, Bruna Amaral e João Rangel.

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