O ministério do Planeamento e Infraestruturas fez o anúncio no Twitter, a 31 de julho: intitulado “O que estamos a fazer na linha do Douro”, o tweet incluía um vídeo apresentando o projeto para aquela linha férrea, acompanhado de alguns dados como “modernização das plataformas”, “sinalização e telecomunicações” e também a informação de que estará a ser feita a “eletrificação de 58 kms”.

O problema é que, como nota o jornal Público, na verdade apenas 16 quilómetros da linha estão a ser intervencionadas neste momento, em vez dos 58 mencionados. Trata-se da modernização da linha no troço que liga Marco de Canavezes a Caíde do Rei, na Lousada, que foi anunciada na passada sexta-feira.

O diário questionou o ministério de Pedro Marques para esclarecer a questão dos números divergentes e recebeu a apresentação feita nesse mesmo evento onde foi anunciada a modernização da obra Marco — Caíde. Essa apresentação, explica o Público, confirma não só que se tratam de apenas 16 quilómetros como ajuda a explicar de onde vêm os outros 42 — tratam-se dos quilómetros do troço Marco — Régua, cuja obra de modernização o próprio ministério assume estar com um atraso de dois anos.

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Segundo a tutela, esta obra terá agora início em março de 2020 e deverá ser concluída dois anos depois. O Plano de Investimentos Ferroviários 2020, contudo, previa que todos os 58 quilómetros desta secção da linha do Douro tivessem início de obras em junho deste ano com final previsto para setembro de 2019.

A modernização dos restantes 70 quilómetros da linha do Douro continuará, para já, sem efeito, já que o projeto não foi considerado prioritário pelas Infraestruturas de Portugal.