Maria Leal voltou a aparecer na SIC para responder às acusações de burla feitas pelo ainda marido, Francisco D’Eça Leal, no programa “Vidas Suspensas”. Na segunda parte da entrevista concedida ao canal de televisão, a artista voltou a negar ter usado o dinheiro da conta do “sr. Francisco” sem o seu consentimento e garantiu que quem gastava grandes quantias não era ela, era ele. Tudo será provado em tribunal, frisou.

“Quando comecei a viver com o Francisco, a mãe dava-lhe uma mesada”, começou por dizer, acusando o marido de ser “super mimado”. Segundo Maria Leal — nome artístico de Elisabete Rodrigues –, além dos gastos que fazia semanalmente, o “sr. Francisco”, como fez questão de lhe chamar durante praticamente toda a entrevista, tinha ainda “um cartão Visa em nome dele, com um plafond de 1.500 euros”. O “telemóvel tinha um plafond ilimitado”. Maria diz ter alertado Francisco para os gastos excessivos, mas admite que também geriu mal a conta, registada em nome de Francisco e utilizada pelos dois.

Maria Leal responde: “O dinheiro era dos dois. Ponto final parágrafo” 

“A conta foi gerida por nós os dois. E muito mal? Claro que sim. Sem sombra de dúvidas que foi”, afirmou, garantindo que nunca foi gastadora. “Ainda hoje não sou. Nem nos meus concertos levo o que as pessoas pensam. Vivo da minha profissão, gosto daquilo que faço. Lutei muito por ela, sem espezinhar ninguém”, afirmou. No programa “Vidas Suspensas”, Francisco acusou Maria Leal, com quem casou em 2013 quando tinha 24 anos, de o ter levado à ruína e de ter gasto cerca de um milhão de euros que herdou do pai, o artista plástico Paulo Guilherme D’Eça Leal.

Sobre as duas lojas que abriu na Parede e em Elvas com dinheiro retirado da conta bancária do marido, Maria Leal disse que estas surgiram porque viu que tinham de ter “algum meio” de subsistência. Francisco sofre de esquizofrenia e não tem condições para trabalhar. “Foi um investimento”, admitiu a artista, que ficou conhecida pelo tema “Dialectos de Ternura”. “Primeiro abri a loja na Parede e depois a loja em Elvas. Tudo com o conhecimento do Sr. Francisco. A minha consciência está tranquila, não preciso de testemunhas”, disse, acrescentando que as lojas eram “da Maria e do Francisco”.

Terá sido depois da abertura das lojas que Maria terá começado a passar menos tempo em casa e a deixar o marido sozinho. À SIC, negou tudo: “O Francisco nunca ficou abandonado. Obviamente que quando abri a loja tinha de ficar lá mais tempo. Quando abrimos uma loja, o patrão tem de lá estar para receber o feedback”, disse, explicando que havia uma empregada, que já trabalhava para Francisco quando Maria o conheceu, que ia ao apartamento onde viviam “duas vezes por semana”. “O Francisco nunca esteve isolado de nada. Ia ao café quando queria e lhe apetecia”, garantiu.

Maria Leal reage às acusações de burla e diz tratar-se de “uma difamação clara”

Relativamente às acusações de que não deixava Francisco D’Eça Leal relacionar-se com a mãe, Maria Leal afirmou que era o próprio “sr. Francisco que nunca queria que a mãe estivesse presente”. A artista negou também ter sido por sua causa que o casal se mudou de Campo de Ourique — onde Francisco tinha apartamentos que terá vendido por um preço inferior por insistência de Maria — para a Parede. “Fomos ver os dois a casa e o sr. Francisco quis aquela casa”, relatou. Depois disso, o marido terá mudado de ideias, dizendo-lhe: “Maria, eu não gosto desta casa. Bezinha — que ele tratava-me por Bezinha, peço desculpa –, eu não gosto desta casa”, revelou.

“Venho aqui pela minha verdade, não venho aqui enxovalhar as pessoas porque isso não faz parte de mim. Isso vai ser tratado em tribunal. O Francisco vai ter de provar que fiz essas coisas porque o Francisco, graças a Deus, não é coitadinho nenhum. O Francisco esteve sempre nas suas condições perfeitas. Se não estivesse, não se casaria. Se não estivesse no seu estado normal, a mãe já o tinha interditado e nunca o fez”, disse, frisando que o “sr. Francisco” sempre fez aquilo que quis.

Depois da separação, “fiquei sem nada”

A cantora separou-se numa altura em que estava “envolvida com uma pessoa” e o divórcio terá chegado a ser discutido. Maria Leal garante inclusivamente que assinou um documento onde dizia não querer metade do dinheiro que o marido tinha no banco — ao contrário do que o próprio afirmou à SIC. Na segunda parte da entrevista, transmitida esta quarta-feira, a artista negou também as acusações de que a separação oficial não anda para a frente porque não tem sido possível notificá-la.

“É mentira. Na altura, disse para nos divorciarmos. Na altura, tinha posto que nem queria os 54 mil euros [que estavam na conta]”, disse Maria, garantindo que, depois da separação, ficou “sem nada”. Mas agora é diferente: “Agora, quero metade do que era nosso”. O caso vai ser resolvido em tribunal.