Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O balanço que Rui Rio faz do ano de 2018 é negro: “Não me recordo da segurança ter falhado tanto aos portugueses como em 2018, e como já tinha falhado em 2017.” Esta é a principal ideia da mensagem de Natal do líder do PSD que, no vídeo, sublinha que “o Estado não foi capaz de garantir, como deve garantir, a segurança das pessoas” neste ano que passou.

Rio aproveitou a mensagem da quadra para enumerar os vários incidentes em que, crê, o Governo falhou em toda a linha: nos incêndios, onde “não teve a eficácia necessária no combate”; na recente queda do helicóptero do INEM, onde o “socorro chegou tarde e a más horas”; na queda da estrada em Borba, “que todos sabiam que estava em insegurança”; nos vendavais que afetaram a região centro, cuja “assistência às pessoas e às empresas foi altamente deficitária”. E, embora seja um tema que tenha tido início em 2017 mas que transitou para este ano com a investigação judicial, o roubo de armas em Tancos mereceu de Rio o epíteto de “expoente máximo ao nível das falhas de segurança”.

“Este Governo tem de meter a mão na consciência, de forma a que os portugueses se possam sentir em segurança como sempre se sentiram”, pediu o líder do PSD.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Saúde, “rendas elevadíssimas” e salário mínimo: as falhas da esquerda

Mas as críticas do líder do principal partido da oposição não se ficaram por aqui. Sublinhando repetidamente estarmos perante um Governo que se “apresenta como sendo de esquerda”, devido ao apoio parlamentar do PCP e do Bloco de Esquerda, Rio reafirmou que o Executivo liderado por António Costa falha “de forma estrondosa” na área social.

Como exemplos, coloca em primeiro lugar a situação do Sistema Nacional de Saúde, onde há “pessoas cada vez mais tempo à espera de um cirurgia ou de uma consulta, num Governo ligado a uma esquerda que tem a mania de dizer que tem o monopólio das preocupações sociais”. Também a Educação foi uma área abordada, mas ao nível do Ensino Superior: para Rio, não é aceitável que haja alunos a interromperem os seus estudos por os pais não terem “dinheiro para pagar as rendas elevadíssimas que hoje se pedem”.

O valor do salário mínimo foi outro ponto destacado pelo líder do PSD, já que, segundo diz, “para o Governo deixou de ser nacional”, ao aplicar valores diferentes no setor público e no privado. “Não pode ser — ao nível do salário mínimo têm de ser todos iguais”, sentenciou.

Depois de todas as acusações, contudo, Rui Rio mostrou-se disponível para colaborar com o Governo do PS nas matérias que puderem ajudar o país. “Estou disponível para dar os contributos todos que um partido da oposição consciente de dar, para que Portugal possa ter uma vida melhor”, rematou, antes de desejar boas festas a todos os portugueses.