Festival de Cannes

“Parasite”, de Bong Joon-ho, vence Palma de Ouro em Cannes

O vencedor foi anunciado durante a tarde. Brasileiros Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles partilham Prémio do Júri com francês Ladj Ly. estival de Cinema de Cannes terminou este sábado.

Bong Joon-ho agradeceu aos cineastas Henri-Georges Clouzot e Claude Chabrol, e admitiu sempre ter sido inspirado pelo cinema francês

AFP/Getty Images

“Parasite”, do sul-coreano Bong Joon-ho, é o filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes de 2019. O anúncio foi feito durante a tarde deste sábado, no Palais des Festivals. Durante o discurso de agradecimento, Joon-ho disse estar “muito honrado” e admitiu sempre ter sido “muito inspirado pelo cinema francês”, de realizadores como Henri-Georges Clouzot e Claude Chabrol, a quem agradeceu.

Em competição estavam também “Pain and Glory”, de Pedro Almodóvar, “Portrait of a Lady on Fire”, de Céline Sciamma, e “Once Upon a Time … in Hollywood”, de Quentin Tarantino. “Atlantique”, da realizadora francesa Mati Diop, que também estava nomeada para o galardão maior do festival de cinema, recebeu o Grande Prémio.

Tarantino e o filme sobre os crimes cometidos pelo culto liderado por Charles Manson, com Leonardo DiCaprio e Brad Pitt nos papéis principais, que era apontado como um dos grandes favoritos, não entrou para a lista de vencedores da 72.ª edição de Cannes. “Portrait of a Lady on Fire”, de Céline Sciamma, teve mais sorte — recebeu o prémio de melhor guião.

A Palma de Ouro para a melhor curta-metragem foi para “The Distance Between Us and the Sky”,, de Vasilis Kekatos.

Banderas foi o melhor ator e Beecham a melhor atriz

Antonio Banderas recebeu o prémio de melhor ator em Cannes, pelo papel em “Pain and Glory”, do espanhol Pedro Almodóvar, também apontado como um dos candidatos mais fortes a receber a Palma de Ouro. A melhor atriz foi a britânica Emily Beecham por “Little Joe”, da realizadora norte-americana Jessica Hausner.

Young Ahmed foi considerado o melhor realizador, por “Dardennes”.

Brasileiros Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles partilham Prémio do Júri com Ladj Ly

O Grande Prémio do Júri foi atribuído a duas longas-metragens: “Les Misérables”, um filme francês do estreante Ladj Ly, e “Bacurau”, dos brasileiros Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, com Sónia Braga no papel principal.

“It Must Be Heaven”, de Elia Suleiman, e “Monstruo Dios”, de Agustina San, receberam menções especiais dos jurados. O Câmara de Ouro, que premeia a melhor estreia no festival, foi para “Nuestras Madres, do guatemalteco César Diaz.

O júri deste ano foi composto pelos realizadores Robin Campillo, Yorgos Lanthimos, Paweł Pawlikowski , Alice Rohrwacher, Kelly Reichardt, o produtor Enki Bilal, o ator senegalês Maimouna N’Diaye e a atriz norte-americana Elle Fanning. O mexicano Alejandro González Iñárritu, realizador de filmes como “The Revenant” e “Birdman”, foi o presidente.

No ano passado, o prémio de cinema foi atribuído a “Manbiki Kazoku”, do japonês Kore-Eda, durante a 71.ª edição do Festival de Cannes, que teve a atriz australiana Cate Blanchett a presidir aos jurados. “BlacKkKlasman”, do norte-americano Spike Lee, recebeu o Grande Prémio do Júri.

A 72.ª edição do Festival de Cannes começou no dia 14 de maio e terminou este sábado com entrega dos galardões.

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