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Game Of Thrones

Emilia Clarke viu discursos de Hitler para se preparar para o último episódio de Guerra dos Tronos

"Discursei perante o meu fogão e o meu frigorífico. Perante toda a cidade de Belfast" (onde tem casa) revela ainda. "Só deixei a janela fechada para as pessoas não pensarem que sou maluca", contou.

AFP/Getty Images

Emilia Clarke, que interpreta Daenerys Targaryen na série a Guerra dos Tronos, disse à Variety que passou quase dois meses sem dormir por pensar que não iria conseguir fazer jus ao que lhe era esperado para o discurso final da série. Para a cena que solidificou a tirania da personagem, a actriz estudou as palavras de vários líderes e ditadores, incluindo do Hitler. Foi assim que se inspirou para pedir às tropas para a ajudarem a conquistar outras regiões de Westeros.

A inspiração em Hitler nota-se também no facto de o discurso ser feito numa linguagem fictícia, que, à semelhança do alemão, a atriz não dominava. Nas palavras da Emilia, “é muito fácil entender o que Hitler diz. Ele foi um orador que tinha um só foco. Então pensei: ‘Se eu conseguir acreditar em cada palavra que estou a dizer, o público não vai ficar a ler as legendas o tempo todo'”.

O que aparece no ecrã como uma praça cheia de soldados, foi filmado numa sala verde e vazia. A atriz disse que sentiu “uma certa desconexão”, mas que tinha de estar focada e que acabou por fazer tudo num só acto. “Esta foi a única vez que li esse discurso sem errar nada. Se me pedissem para repetir isso no dia seguinte, já tinha esquecido”, comentou. “Quando cheguei à manhã das filmagens, não tinha dormido nada porque tinha passado a noite a chorar e a pensar que não iria conseguir fazer aquilo”.

“Esse discurso significou muito para mim”, contou ainda à Variety. “Discursei perante o meu fogão e o meu frigorífico. Perante toda a cidade de Belfast”, onde tem casa, revela ainda. “Só deixei a janela fechada para as pessoas não pensarem que sou maluca”, rematou.

Sobre a mensagem que a série passa, Emilia Clarke disse que “sempre foi uma discussão sobre poder, sobre o que é o poder e como o poder afeta as pessoas”. Ainda assim, nada a preparou para se sentir tão dormente quando viu o fim, acrescentou.

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Somos um povo com inclinação para a filosofia, com dotes de abstracção tão bons, tão bons, que acabamos por ser mais fortes a discorrer sobre museus imaginários do que a visitar museus reais.

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