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Museu Nacional De Arte Antiga

Assembleia Municipal de Lisboa pede valorização e ampliação do Museu Nacional de Arte Antiga

A AML apelou ao Governo para que até 2023 cumpra um "programa de emergência para os museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos". Querem ainda valorizar o trabalho do ex-dirigente do museu.

O Museu Nacional de Arte Antiga foi criado em 1884

José Sena Goulão/LUSA

A Assembleia Municipal de Lisboa recomendou esta terça-feira à Câmara a conclusão do plano de pormenor da reabilitação urbana das Janelas Verdes, para a ampliação do Museu Nacional de Arte Antiga, reconhecendo o trabalho de António Filipe Pimentel.

O texto apresentado pelos socialistas Simonetta Luz Afonso e José Leitão, aprovado por unanimidade, além de pedir a promoção e valorização do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), recomendava a Câmara a concluir, “com a brevidade possível, o Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana das Janelas Verdes, com vista à futura ampliação do Museu”.

Os deputados municipais manifestaram ainda “reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por António Filipe Pimentel na promoção cultural e artística no exercício das funções de diretor do Museu Nacional de Arte Antiga”, tendo aprovado ainda uma saudação do PPM e uma outra apresentada pelo deputado independente Rui Costa.

António Filipe Pimentel, que dirigiu o museu desde 2010, até ao passado dia 31 de maio, anunciou em janeiro que deixaria o cargo, em junho, “por falta de condições” para trabalhar numa instituição que “está no limite das forças”.

A Assembleia Municipal lisboeta aprovou ainda, com os votos contra do PS, uma recomendação apresentada pelo PCP pedindo que a Câmara, em articulação com Governo, concretize entre 2020 e 2023 um “programa de emergência para os museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos” da capital. Esse programa deve passar pela “contratação de trabalhadores em número adequado e com vínculo de trabalho estável, valorizando as suas carreiras” e pela “execução de intervenções urgentes de reabilitação e manutenção do edificado e equipamentos”, entre outras matérias.

Em 2016, a Câmara de Lisboa aprovou uma permuta com uma empresa do setor hoteleiro, prevendo a ampliação do MNAA. Poucos meses antes, no final de 2015, adotara medidas que visavam a suspensão de operações urbanísticas na envolvente do museu, de modo a não pôr em causa a sua expansão, no âmbito do Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana das Janelas Verdes.

Criado em 1884, o MNAA é um dos museus com maior número de obras classificadas como tesouros nacionais, e um dos mais importantes museus do país, pelo seu acervo.

Piero della Francesca, Zurbarán, Hieronymus Bosch, Dürer, Lucas Cranach, Hans Holbein, Van Dyck, Tiepolo, Giordano, Murillo e Ribera, Fragonard, De Hooch e Teniers são alguns dos artistas da coleção do MNAA, em exposição permanente, além de criadores portugueses como Nuno Gonçalves, Álvaro Pires de Évora, Gregório Lopes e Grão Vasco, Josefa d’Óbidos ou Domingos Sequeira.

António Filipe Pimentel afirmou numa audição parlamentar ter denunciado “a situação de rutura” da instituição a sucessivos ministros da Cultura, sobretudo no que diz respeito a “limitações orçamentais e falta de recursos humanos”, que têm obrigado ao encerramento temporário de várias salas do museu ao longo dos anos.

O trabalho de António Filipe Pimentel na liderança do MNAA incluiu o lançamento inédito de campanhas públicas para a angariação de fundos para adquirir novas obras para o museu, como a “Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira, a renovação de várias galerias, como as de têxteis e as de pintura e escultura portuguesas, e o estabelecimento de parcerias para a realização de exposições internacionais.

Em maio, o Ministério da Cultura anunciou, para suceder a Pimentel, o nome de Joaquim Oliveira Caetano, até agora conservador da coleção de pintura do MNAA, antigo diretor do Museu de Évora.

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Maria João Avillez
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