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[artigo originalmente publicado a 1 de setembro de 2019, atualizado a propósito da morte de John le Carré, a 13 de dezembro de 2020]

“O Espião que Saiu do Frio”

De Martin Ritt (1965)

O Espião que Saiu do Frio não foi o primeiro romance de John Le Carré, foi o terceiro. Mas foi esse livro e o filme dele tirado que catapultaram John le Carré para a fama e o proveito. “O Espião que Saiu do Frio”, de Martin Ritt, é um filme a preto e branco, o único, aliás, de todas as adaptações cinematográficas de le Carré (a fotografia é de Oswald Morris e merece menção). Pode dizer-se, com mais propriedade, que é um filme #a cinzento”, de um realizador vindo da televisão, muitas vezes paquidérmico, sempre com ambições de grandeza literária ou “social”. Neste caso, o universo nevoento e ambivalente de John le Carré ficou bem entregue aos dois protagonistas, Richard Burton e Claire Bloom, em duas das suas melhores interpretações no cinema. Co-ajudou-os Oskar Werner, também num dos seus melhores papéis.

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