A Busy Angels mudou de nome para Bynd Venture Capital. Com a mudança da marca, a antiga equipa de business angels [investidores privados] quer consolidar-se como uma sociedade de capital de risco e criou um terceiro fundo — de 10 milhões de euros — para startups em Portugal e Espanha.

Começámos em 2010 como business angels, mas com o avançar dos anos criámos uma sociedade de capital de risco e estamos a continuar agora esse caminho. Com esta evolução passámos de gerir os nossos próprios fundos para também passarmos a gerir  também fundos de investidores externos”, conta Francisco Ferreira Pinto.

“Esta é uma marca importante que transmite uma evolução do nosso crescimento”, diz ao Observador, Francisco Ferreira Pinto, diretor executivo da sociedade. O responsável na sociedade de capital de risco explica ainda que a mudança mostra também o que querem fazer: “estreitar relações com stakeholders, investidores, promotores ou startups”. Isso com fica refletido no nome, “a com a ligação da palavra bynd [do inglês “bind”, que significa unir/vincular e “beyond”, que significa “ir mais além”]”, diz também.

O foco da Bynd Venture Capital vai continuar a ser o mesmo que a Busy Angels já tinha desde 2015: investir em startups numa fase preliminar. Com este novo fundo, a sociedade quer fazer investimentos “que podem chegar a 500 mil euros” em cada empresa. Ou seja, “pelos menos 20 investimentos”, já a pensar na possibilidade de segundas rondas para startups em que vão investir.

Se falarem com as nossas empresas, desde de 2015 para cá que já temos muito este posicionamento. Isto [a mudança de nome] é clarificar um pouco melhor aquilo que já fazemos”, conta Francisco Ferreira Pinto.

Com o novo fundo de 10 milhões os gestores de capitais de risco querem continuar “a estratégia de investimento em startups nas fases seed e early-stage(fases muito iniciais dos projetos) em Portugal e Espanha, e em qualquer projeto que tenha uma ligação forte nesses países”. A base continua a ser “empresas tecnológicas”, mas há “uma parte de investimento” para “sustentabilidade”, refere ainda o responsável da sociedade.

O fundo é de capitais privados e tem investidores privados muitos diversificados, como empresários, antigos empreendedores, presidente executivos de empresa. De várias nacionalidades: suíços, espanhóis, brasileiros. Temos também um compromisso com o fundo, porque acreditamos no nosso trabalho. Somos também um dos investidores”, diz Ferreira Pinto.

“Os business angels são caracterizados por serem investidores individuais. Normalmente, não o fazem de uma forma totalmente dedicada. O que estamos agora a transmitir é esta dedicação full time ao setor mantendo o nosso ADN que nos trouxe até aqui: esta proximidade e a postura de business angels”, explica ainda Francisco Ferreira Pinto sobre a mudança.

Atualmente, a Bynd Venture Capital tem investimentos em 32 duas empresas, com um total de sete milhões de euros investidos. Ferreira Pinto salienta que dentro do portefólio há “uma grande panóplia” de empresas e há uma referência que fazem “sempre”, que “é a DefinedCrowd, pelo forte crescimento que tem tido”. Contudo, afirma não gosta de ser injusto por terem “empresas mais e menos mediáticas”.

O mercado português tem vindo a crescer de uma forma muito acentuada. Temos vindo a acompanhar esse ciclo. Na parte do investimento, e com o lançamento do novo fundo acreditamos que há oportunidades de preencher”, diz o investidor.

Em relação a 2010, o ecossistema português está “mais maduro”, e prova disso é o fundo de 10 milhões agora anunciado pela venture capital. No entanto, como refere Francisco Ferreira Pinto, “ainda há muito espaço para crescimento”.