Quase quatro anos anos depois do lançamento da pedra que daria início à construção do centro de estágios do Desportivo das Aves, o terreno continua sem previsões para a conclusão do projeto, inicialmente apontada para fevereiro de 2018. Já foram investidos pelos accionistas da SAD mais de 1,5 milhões de euros, mas as obras estão paradas por falta de pagamento, uma vez que a Engimov exige receber uma verba em atraso de mais de 400 mil euros, avançou o Público no domingo.

Não há nenhuma justificação para o que está feito e o dinheiro que foi pago. (…) Esta empresa faturou muito mais do que realizou e ainda quer receber mais”, criticou o presidente da SAD avense, Wei Zhao, adiantando que os serviços jurídicos da SAD vão avançar para os tribunais.

O plano inicial, que previa um investimento de 3,6 milhões de euros, acrescidos de IVA, incluía três campos de futebol, balneários, estruturas de apoio e um hotel com 50 quartos. O objetivo da empresa Galaxy Believers, que assumiu o controlo da SAD do Desportivo das Aves em julho de 2015, era construir um centro de estágios luxuoso para alojar equipas chinesas que se deslocassem a Portugal, sendo uma fonte alternativa de financiamento.

Segundo o mesmo jornal, a obra foi adjudicada, sem concurso público, à Engimov, uma construtora de Vila Verde que tem antigas ligações ao ex-director-geral da SAD do Benfica entre 2004 e 2006, José Veiga. A filial desta empresa no Congo está ainda a ser investigada no âmbito da operação internacional Rota do Atlântico, que tem como peça central o empresário.

Empresário José Veiga arguido na Operação Lex