Por estes dias é muito possível que um amigo já vos tenha enviado “JU$T”, a faixa em que os Run the Jewels oferecem palco a Pharrel Williams e a Zack de la Rocha, possivelmente a dupla mais inesperada desde que Snoop Dog rapou ao lado de Mickael Carreira. A faixa vinha, provavelmente, acompanhada de uma mensagem simples, mas precisa:

“MALHÃO, BRO, MAS QUE MALHÃO”.

Se me é permitido o conselho: tratem bem esse amigo, mantenham-no por perto pelo resto da vida, que é de amigos assim que precisamos – e não só porque “JU$T” é malhão grosso, o tipo de faixa explosiva que porá festivais inteiros aos saltos e encontrões e milhões a despejarem corações nos vídeos que os festivaleiros vão partilhar da performance no Instagram. É porque RTJ4 tem uma dezena de malhões assim ou superiores.

Puxem dos vossos cadernos de anotações, das folhas de Excel, ide ao recesso da vossa memória: quem mais faria uma faixa como “Pulling the pin” (décima de RTJ4), em que à voz sofredora da diva soul Mavis Staples se sobrepõe à guitarra cheia de drama de Josh Homme (dos Queens of the Stone Age), enquanto coros lacrimosos orbitam em redor? Mavis canta “There’s a granade in my heart” e algures Killer Mike (que é, com El-P, os Run the Jewels) rappa “Fuck the political, the mission is spiritual”.

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