Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O clássico sorriu aos dragões. Vitória por 3x1 do Futebol Clube do Porto diante do Benfica. Um jogo quentinho, com bastante incidências e alguns desaguisados também. O certo é que o Futebol Clube do Porto vai pra pausa das seleções com cinco pontos de vantagem para o Benfica, seis para o Sporting e também seis para o Santa Clara, já que está em igualdade pontual com o Sporting. À sétima jornada, continua invicto e com uma liderança cada vez mais cimentada. Vamos pra análise nesta edição de "O Campeão É" com a Mariana Fernandes, o Augusto Inácio, o Gabriel Alves e também o Pedro Henriques. Sejam todos muito bem-vindos. Mariana, começo por ti. Um jogo que fica muito marcado por essa expulsão ao minuto 35 de Lenglet e outros lances que também o Pedro Henriques já analisou no "Sem Falta". O Benfica até esteve por cima em alguns momentos nesses primeiros 20, 25 minutos. Froult depois acaba por se sobressair com essa expulsão de Lenglet, mas já estava a dar uns rasgos. Duas equipes num bom momento de forma, o Porto claramente com mais rotinas. O Benfica mostra que ainda tem alguns problemas de crescimento.
Eu acho que é difícil retirar essa conclusão, porque, como disseste, o jogo ficou condicionado aos 35 minutos. Ou seja, estaríamos a ter uma conversa completamente diferente se o jogo tivesse sido 11 contra 11 até o fim. E acho que é difícil perceber o que o Benfica poderia ter feito, mesmo em desvantagem, porque já estava na altura da expulsão do Lenglet, mas mesmo em desvantagem, fica difícil explicar ou tentar fazer uma antecipação daquilo que poderia ter sido o jogo se tivesse sido 11 contra 11 até o fim. E é um pouquinho isso que o Marco Silva também diz depois do jogo. Ou seja, tudo é especulativo e relativo a partir do momento em que existiu uma expulsão, ainda na primeira parte. E eu acho que a melhor análise ao jogo, ou pelo menos a análise mais sincera e mais fiel, até acaba por ser feita, depois independentemente das críticas que tem de fazer, porque tem o cara que tem, mas acaba por ser feita por Rui Costa, que vem falar, e eu acho que faz bem em vir falar, porque Rui Costa passou muito tempo e demasiados anos a ser criticado por manter o silêncio e por não falar, e acabou por ser muito julgado, muito criticado por parte dos sócios do Benfica por causa disso. Portanto, agora, sempre que existe uma questão de arbitragem, sempre que existe algo em que os adeptos ou o clube acredita que foi prejudicado, Rui Costa vem falar, seja mais ou menos crítica em relação a isso, e fez-o também ontem. Mas eu acho que apesar das críticas que faz, e apesar da grande questão de Rui Costa, que foi a dualidade de critérios, a alegada dualidade de critérios da equipe de arbitragem, Rui Costa faz uma boa análise ao jogo. Ou seja, o Benfica foi melhor durante aquela primeira meia hora, estava claramente a ser melhor do que o Futebol Clube do Porto, tinha mais lances de perigo, tinha mais chegadas à grande área, estava a ter o ascendente do jogo, o que não implica e não invalida que tenha sofrido um gol. Ou seja, teve um momento, uma desintenção clara, um enorme passe de PP, uma boa aparição de Gabriel Veiga, mas estava a ser a melhor equipe dentro de campo. E depois aconteceu aquele lance do Lenglet e o próprio Rui Costa diz que nem sequer vai discutir o lance, apesar de depois dizer que André Silva se atira pro chão agarrado à cara, nem sequer vai discutir o lance, porque aquele lance não pode acontecer com o central do Benfica, de 31 anos, que jogou no Barcelona, no Atlético de Madrid, e que sabe que tem um cartão amarelo e que sabe que numa altura em que independentemente de ser um toque mais forte, um toque menos forte, depende sempre do critério e da interpretação do árbitro achar que é um segundo cartão amarelo ou não. É uma imprudência enorme por parte de Lenglet, que pôs tudo em causa. É também uma enorme reação do Benfica, independentemente de estar a jogar com 10 no Estádio do Dragão a perder. Ou seja, a forma como o Benfica, depois na segunda parte, consegue chegar ao gol, até bastante pressa, e a maneira como chega a esse jogo, a mim também me deixa claro que este é um Benfica diferente do Benfica dos últimos anos, do Mourinho e de Lage. Portanto, é difícil dizer que é um Porto melhor do que o Benfica. Acho que não tivemos acesso a essas indicações, que é um Porto muito intenso, muito assertivo, sempre muito metido no jogo, isso claro, mas isso também já tínhamos visto na temporada passada e temos a continuidade desta.
Augusto Inácio, muito boa tarde. Ontem davas conta no "E o Campeão É" que fizemos também especial antes deste clássico, que acima de tudo não querias que a arbitragem fosse tema e querias ter um jogo limpo nesse sentido. Depois daquilo que viste ontem, é inevitável não falar desses casos, como a Mariana também já falou aqui do caso de Lenglet. Mas daquilo que viste em campo, o que achaste, tanto do Futebol Clube do Porto como do Benfica?
Boa tarde a todos. Deixa-me dizer que eu assisti a um excelente Porto e Benfica. Já há muito tempo que não se assistia a um Porto e Benfica com esta qualidade. Claramente ficou marcado aos 35 minutos pela expulsão do Lenglet, mas até ali, aqueles primeiros 20, 25 minutos, só deu Benfica. Um Benfica mais atrevido, mais afoito, mais ligado, inclusivamente, com mais olhos pra baliza, e o Porto com alguma dificuldade em chegar à baliza do Benfica. Mas depois surgiu aquele gol do Porto, pelo Gavi Veiga. Mas deixa-me dizer que dos quatro gols, todos eles foram muito bem trabalhados pelas equipes. Dizer que a culpa é por causa do defesa Tomás Araújo, do primeiro gol, que devia estar mais atento. Não, a demarcação é perfeita, é espetacular. Assim como o gol do Ubá, também é um grande passe do Prestianni e que o Ubá aparece detrás, de rompante, e antecipa-se à saída do Diogo Costa e faz o um. Eu diria que foi um jogo que estava emotivo, estava vivo, mas aconteceu aquilo aos 35 minutos. E aconteceu aquilo aos 35 minutos e aí o Porto aproveitou essa oportunidade para se superiorizar. Em relação ao Porto, deixa-me também ainda dizer que o Porto já não é só combatividade, competitivo, arrogante. Não é só isso agora. O Porto agora está bem melhor em relação ao ano passado
Já circula melhor a bola, já tem momentos de rutura, momentos criativos e coisa que o Porto no ano passado não apresentava tantas vezes e agora já está a apresentar. E isso foi fundamental. O Benfica entra muito bem na segunda parte, faz o empate e faltou ao Benfica aguentar pelo menos 10 minutos com esse empate, porque o Benfica iria provavelmente redefinir a sua estratégia e o Porto, que queria ganhar o jogo, teria que arriscar mais alguma coisa em relação àquilo que estava a fazer. Diria que o Porto, três minutos depois, o Frold faz um grande gol e dizer também que o Porto não ficou prejudicado com a saída do Gabi Veiga lesionado, ao contrário do que estavam a dizer que tinha sido por causa do cartão amarelo, não foi nada disso, ele estava lesionado, e entrou o Hwang. E o Hwang entrou muito bem na dinâmica da equipa, inclusivamente fez o terceiro gol. Um Benfica a tentar fazer tudo por tudo para não perder no Dragão. O Porto, com a superioridade numérica, realmente a ser superior, ganha bem o Porto e com alguns casos que agora se fala, mas naquilo que é a objetividade daquilo que foi os gols, não houve irregularidade nenhuma, na minha opinião, e depois o resto o Pedro Henriques vai contar, de certeza absoluta, aquilo que foram os casos do jogo.
Pedro Henriques, que já falou de algum desses casos de manhã, numa edição especial do "E o Campeão É", que também fizemos por volta das 19h40. Há também o "Sem Falta", disponível em podcast, e eu penso que agora o Pedro queria falar do jogo propriamente dito, não é sim, Pedro?
Sim, posso falar um bocadinho das duas coisas e vou tentar ser rápido, porque sobre o jogo, duas coisas que eu acho importante. Lá do Benfica, claramente que a lesão do Prestian, embora tenha continuado, é um momento marcante do jogo. Acho que o Benfica perdeu gás com esse momento. E depois claramente que concordo quando se diz que é difícil tirar conclusões deste jogo, porque a expulsão acaba por fazer e tornar este jogo diferente. É difícil tirar conclusões daquilo que possa ser a medição de forças Porto-Benfica, quem está melhor, quem é pior, etc. Porque um jogo 11 contra 10, a este patamar e a este nível, faz mossa, faz diferença. Em relação ao futebol do Porto, queria destacar, já foi aqui falado, que é aquele jogador que nunca engana, como se costuma dizer, tem muita qualidade, o Vítor Frolow. E acho que até começou a desenvolver mais ou a crescer mais no jogo depois da expulsão do Leclair. Ainda mais, sobretudo, no segundo tempo. Marcou um gol, deu início à jogada do gol do Mbemba. Depois queria destacar também o Pablo Rosário, um bom pêndulo também ali naquilo que é a parte defensiva e teve um papel importante numa bola que é claramente para gol, quando ele retira. E o André Silva, que pode ser criticado por não ser o ponta-lança tipo Suárez ou Pavlídis, que faz sempre gols, mas eu queria relembrar que ele assistiu para os dois últimos gols do futebol do Porto e é um jogador, vou usar uma expressão que toda a gente usa, que é muito associativo em relação ao jogo. Eu em relação à arbitragem, porque já falei isso várias vezes, eu só queria dizer então duas coisas. Em primeiro lugar, as pessoas não podem confundir, eu reconheço que as pessoas não têm conhecimento das leis e não têm que ter. As pessoas estão a fazer confusão entre uma entrada que um jogador tem em relação a outros com um gesto ou um comportamento. Está tipificado, escrito há dez anos, que agarrar, por exemplo, puxar o cabelo a um jogador, só para dar uma ideia, passar a mão na frente, tipo és ceguinho, ou esfregar os olhos na mesma circunstância, são punidos com cartão vermelho. Não tem a ver com nenhuma consequência, tem a ver com o gesto. E encostar peito com peito, cabeça com cabeça, o calduço, aquele toque nas costas e tudo isto são comportamentos desportivos. Não tem a ver com se o jogador depois se agarra à cabeça ou se manda para o chão ou se aquilo é devagar ou de força. Tem a ver com a atitude, com o gesto, com o comportamento. E isso é punido com cartão amarelo. E termino com isto. Vale o que vale, mas nós temos nove ex-árbitros comentadores desportivos. Relativamente a este segundo cartão amarelo, dos nove, oito dizem que foi correto. E em relação à pisão do Gabri Veiga, logo no minuto cinco, dizer que dos nove, os nove dizem que é só cartão amarelo. E a pergunta só que eu deixo no ar é: continuem com as narrativas que quiserem, cada um faz o seu papel. Será que nós, os ex-árbitros, não percebemos mesmo nada disto? E aqueles que nem sequer sabem de que cor é a capa do livro, nem quantas leis de jogo existem, quanto mais saber como é que se apita, de que lado é que se apita ou não apita, é que estão certos? Eu só deixo essa pergunta no ar.
Gabriel Alves, olhando aqui, tu também já estiveste na edição de amanhã de "E o Campeão É", se calhar tendo aqui uma visão mais ampla das coisas, o Sporting acaba por empatar esta jornada, é o segundo empate consecutivo, o Benfica perde no Dragão, o Porto fica aqui com uma distância já considerável, tendo em conta que estamos na jornada sete, cinco pontos para o Benfica, seis para o Sporting. Que impacto é que pode ter esta jornada naquilo que aí vem, sabendo que vamos ter agora praticamente três semanas com a pausa para as seleções?
O futebol do Porto parte para esta pausa tranquilo. Portanto, ganha. Este fim de semana é só ganhar. Portanto, conquista três pontos ao Benfica, jogando diretamente, e conquista dois pontos ao Sporting no dia anterior. Portanto, é um futebol do Porto campeão da defesa do título que sai na frente, muito tranquilo. Quanto ao Benfica e ao Sporting, naturalmente, tem que olhar para aquilo que são as suas dimensões. Cada um tem a sua, muito importante, mas eu quero dizer que sem entrar em nada do jogo em especial, porque quer a Mariana, quer o Pedro, quer o Augusto Inácio já abordaram, digamos, no geral e no detalhe, embora eu deixe esta, houve, de facto, uma abordagem a bom futebol ontem neste clássico, que é de salientar, e houve um bom jogo com 35 minutos a onze. Um jogo que prometia, de facto, ser, naturalmente, um jogo de grande qualidade. E de resto, dizer que o Benfica chegou ao Dragão numa atitude de discussão do jogo e do resultado, e o futebol que o Porto demonstrou depois naquilo que é a construção dos 90 minutos, autoridade, consistência, uma equipa sólida e realista Quero aqui dizer ainda do Benfica o seguinte, e até vou fazer uma comparação com aquilo que aconteceu no Real Madrid, no Metropolitano, frente ao Atlético de Madrid. O Benfica com 10 unidades, atenção a isto, eu vou sublinhar, distribuiu a intensidade de 11 pelos 10. E os 10 jogadores que estiveram no campo, aqueles que foram utilizados, fizeram com intensidade aquilo que faria um 11. Portanto, completamente em atitude e caráter à partida, o que não aconteceu no Real Madrid. Teve uma expulsão, e lá ficaram nove em intensidade. Isto eu acho que é um bom exemplo para dizer, porque às vezes falamos de jogos e de equipas, etc., enquanto que a do Real Madrid vale um bilhão, não sei quantos, a do Benfica volta próximo dos 400 milhões.
Para concluir, Gabriel.
A minha ideia é esta: um Benfica que abordou bem, quando hoje não se pode surpreender ninguém no futebol, nem no basquete, está tudo estudado. Quanto ao Sporting, naturalmente terá que ter mais, ganhar. São dores de crescimento por aquilo que foi a remodelação do plantel. Quanto ao Benfica, terá que pensar no mercado de inverno fortemente, acima de tudo, na zona central da defesa, porque não tem centrais à altura.
E agora vem uma pausa para as seleções. O Porto, quando regressar, vai à Madeira jogar com o Marítimo, o Benfica recebe o Vitória Sport Clube de Guimarães e o Sporting vai à Pedreira jogar com o Braga. Vamos avançar para as notas de campeão. Mariana, começo por ti. Quem é que vais destacar hoje?
Foi um extraordinário domingo para Rúben Amorim. Depois de uma semana muito difícil, depois da derrota que o Benfica na Liga Europa e todas as críticas que trouxe, mudou a tática, ou seja, surpreendeu a jogar com quatro.
Deixou de ser teimoso.
Sim, disse que não quer repetir os mesmos erros do Manchester United, portanto, é alguém que pelo menos percebeu aquilo que se passou. Ganhou 3 x 0 ao Lecce. E em Inglaterra, o Manchester United de Michael Carrick, que supostamente tinha conseguido alinhar a equipa, conseguiu assim resgatar um pontinho com o Fulham. Mais um jogo pobre, um jogo mau do Manchester United. Um excelente domingo para Rúben Amorim, não só porque conseguiu contrariar-se ele próprio para conseguir ganhar, mas porque de certeza que também lhe dá gozo perceber que afinal Carrick não tinha as soluções para todos os problemas.
E o grande jogo também em Inglaterra entre o City e o Sunderland, 5 x 3. Grande jogaço. Augusto, vamos às tuas notas.
Claro para o futebol clube do Porto, independentemente do que aconteceu, ganhou o jogo, tem cinco pontos de avanço sobre o Benfica e seis sobre o Sporting. Regresse Samu e Piotr Zieliński, principalmente Samu ao fim de sete meses. E dizer que os melhores jogadores para mim foram o Ferraresi, o Gabi Veiga, o André Silva, o Uribe e o Pablo Rosário. E o André Silva fez talvez o melhor jogo desde que chegou ao Futebol Clube do Porto. Queria também dar a nota 16 à grande vitória do Académico de Viseu na Amadora. Já está no sétimo lugar com André Clóvis a ser o seu marcador e também a primeira vitória do Casa Pia no Estoril, que depois de estar a perder por 1 x 0, ganhou 2 x 1. Eu creio que o Estoril ficou realmente um bocadinho apertado em relação àquilo que são os seus objetivos.
Está no último lugar. Pedro.
Para o Futebol Clube do Porto, porque neste momento de pausa, e este era um dos objetivos que as equipas tinham em intermédio, como chegarem aqui e o Futebol Clube do Porto em relação aos seus rivais, Sporting e Benfica, ou Benfica e Sporting, pela ordem de classificação, sai claramente na frente, mas também para o Benfica, para aquilo que são aqueles 20, 25 minutos de personalidade que demonstrou no Dragão e que fica no ar que se não fosse a expulsão, que é correta, obviamente, que se calhar outras coisas podiam ter acontecido. E portanto, o nosso campeonato, mesmo com as muitas críticas que há, ainda vai tendo esta competitividade e eu acho que está longe, embora o Porto tenha aqui um estar na frente com algum conforto, acho que está muito longe de estar resolvido no que quer que seja e vamos ver o que vai acontecer depois no regresso.
Gabriel Alves, mesmo para fechar.
Zero para um tal de José Mourinho, não tem mais nada para falar, a não ser de arbitragem, era melhor que a equipa jogasse mais e que dissesse a Mbappé para quando está em jogo, ajudar, ser associativo à equipa com 11 e com 10. Não só para andar a dizer que as botas são novas e que ele é que merece ser o jogador. Zero para Rafael Leão. O tal que Jorge Jesus vai trazer, vai jogar como avançado, etc. Perdeu 21 bolas. Já tem música e tudo lá na Turquia.
Fechamos assim esta edição de "E o Campeão É". Amanhã há mais, a partir da 13h. Um abraço a todos.