Na semana passada, Rúben Amorim respondia à prolongada invencibilidade no comando técnico do Sporting com uma ideia de finitude não iminente. “O pensamento no nosso balneário é que vamos perder um dia, mas não será esta semana. Quando perdermos logo se vê”, disse o treinador leonino na antevisão à deslocação a Moreira de Cónegos. Amorim tinha razão: o Sporting não perdeu nessa semana. Mas empatou, perdeu pontos depois de quatro vitórias seguidas e ficou com a margem de manobra mais reduzida para escapar ao Sp. Braga no terceiro lugar.

Depois da “pior primeira parte” desde que chegou a Alvalade, segundo as palavras do treinador, os leões tiveram uma nova semana de novidades, entre contratações e confirmações. Filipe Çelikkaya, até aqui adjunto de Luís Castro no Shakhtar Donetsk, voltou ao Sporting para assumir o comando da equipa B, enquanto que o jovem médio Duarte Carvalho, de apenas 18 anos, assinou contrato profissional com o clube. E era precisamente nessa onda de renovações que o Sporting recebia esta sexta-feira o Santa Clara, um adversário que goleou nos Açores na primeira volta, com Rúben Amorim a desvalorizar a discussão entre Acuña e Jovane no final do empate sem golos com o Moreirense.

Ficha de jogo

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Sporting-Santa Clara, 1-0

31.ª jornada da Primeira Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: António Nobre (AF Leiria)

Sporting: Maximiano, Quaresma, Coates, Nuno Mendes, Ristovski, Wendel, Doumbia (Matheus Nunes, 78′), Acuña (Borja, 84′), Plata, Sporar (Tiago Tomás, 78′), Jovane Cabral

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Suplentes não utilizados: Renan, Neto, Rafael Camacho, Battaglia, Geraldes, Joelson

Treinador: Rúben Amorim

Santa Clara: Marco, Rafael Ramos, João Afonso, Fábio Cardoso, Mamadu Candé (Francisco Ramos, 74′), Rashid (Zé Manuel, 81′), Anderson Carvalho (Salomão, 74′), Lincoln, Zaidu, Carlos Junior, Thiago Santana (Crysan, 81′)

Suplentes não utilizados: Rodolfo, João Lucas, Costinha, Nené, Sagna

Treinador: João Henriques

Golos: Jovane Cabral (67′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Doumbia (42′), a Acuña (64′), a Thiago Santana (64′), a Gonzalo Plata (70′), a Tiago Tomás (87′), a Fábio Cardoso (88′)

“Não foi nada demais, nem chegou a ser uma discussão. Foi uma troca de ideias, normais em todos os clubes. É bom sinal, mas tudo depende das vitórias ou derrotas. Se ganharmos vão dizer que os jogadores querem é ganhar, se perdermos vão dizer que o ambiente não é o melhor. Temos é de nos focar no jogo. Com as vitórias tudo desaparece e tudo se torna secundário (…) Eu já vivi situações muito piores com equipas que ganharam vários títulos. Imagino equipas grandes com Paulinho Santos, Jorge Costa, Sá Pinto, Pedro Barbosa… Imagino as confusões daqueles balneários. Já vivi situações bem piores e aquilo nem chegou a ser uma situação, foi perfeitamente normal”, garantiu o treinador, com alguns risos pelo meio, para explicar que o episódio não terá sido mais do que Acuña a puxar dos galões da experiência para exigir um reforçado esforço defensivo ao jovem avançado que leva quatro golos nesta retoma.

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