A Faber, sociedade de capital de risco portuguesa, fechou a primeira vaga de financiamento de um novo fundo de investimento, o Faber Tech II, que conta com um montante inicial de 20,5 milhões de euros. O objetivo é chegar aos 30 milhões durante o próximo ano, no mínimo, e a recente aposta visa sobretudo startups ibéricas em fase inicial ( pré-séries A) que operem e liderem em áreas como a inteligência artificial, machine learning ou big data e que queriam operar no mercado global, anunciou a empresa esta quinta-feira em comunicado.

Através deste fundo, a Faber já participou nas rondas de investimento da SWORD Health (uma Série A de 15,6 milhões de euros), e nas rondas pré-semente (em fase mesmo muito inicial do projeto) das startups YData e Emotai. Além de privados, o Faber Tech II tem como investidores o Fundo Europeu de Investimento (FEI) e a Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) que juntas comprometeram-se a pôr 15 milhões de euros no fundo, ao abrigo do Plano Juncker e do programa Portugal Tech.

O fundo será gerido a partir de Lisboa, liderado por Alexandre Barbosa, Carlos Silva, Rui Melo de Carvalho e Sofia Santos.

“A conclusão com êxito da primeira fase de subscrição deste fundo permite-nos antever um crescimento na procura deste tipo de investimento, numa altura em que vivemos uma nova era na qual a transformação digital através da inteligência artificial, do machine learning, da ciência de dados e de outras avançadas tecnologias são cada vez mais relevantes para as empresas e os seus negócios”, diz Alexandre Barbosa, fundador e diretor-geral da Faber, em comunicado.

A Faber começou a investir em 2013 em startups como a Seedrs, fundada por Carlos Silva e que recentemente anunciou a fusão com a Crowdcube, a Unbabel, a Codacy, a Hole19, entre outras. Segundo Alexandre Barbosa, “o novo fundo aposta no empreendedorismo especializado como motor da inovação no médio-longo prazo, atraindo de fora e retendo em Portugal os talentos científicos e tecnológicos que estão a desenvolver e a aplicar estas tecnologias emergentes”.

O modelo de gestão do fundo vai contar com uma equipa e rede de conselheiros, composta por um conjunto de especialistas, investigadores, cientistas de dados e fundadores maioritariamente distribuídos entre Portugal, Espanha e EUA. Conta ainda com o professor Mário Figueiredo (do Instituto Superior Técnico) com “Professor-in-residence”. Os próximos investimentos da Faber através do novo fundo estão a ser concluídos e serão anunciados em breve.