O presidente do Belenenses, Patrick Morais de Carvalho, criticou o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), colocado na terça-feira em consulta pública pelo Governo, e a tutela do desporto, que considera ter sido “ignorado e esquecido“. “O desporto vai nu, órfão e completamente ignorado e esquecido pela tutela”, lamentou o dirigente do clube da Cruz de Cristo, numa publicação na sua página pessoal na rede social Facebook.

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Posted by Patrick Morais de Carvalho on Thursday, February 18, 2021

O PRR de Portugal, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da Covid-19, prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

Nem com o recurso a uma lupa se consegue vislumbrar uma linha que seja dedicada ao desporto e muito menos a intenção de encaminhar um único cêntimo desse montante para os clubes desportivos, as federações desportivas e as organizações promotoras da atividade física que operam no nosso país”, frisou.

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Patrick Morais de Carvalho sublinhou também que as tentativas de João Paulo Rebelo em “provar, através de várias intervenções públicas, cada uma mais desastrosa que a outra“, de que é o secretário de Estado do Desporto e da Juventude (SEJD) fracassaram, alegando que “não passou na prova de vida”.

Plano de Recuperação é “uma desilusão”, diz a Confederação do Desporto

O documento tem sido criticado pelas estruturas desportivas nacionais, nomeadamente Comité Olímpico de Portugal (COP), Confederação do Desporto de Portugal (CDP) e Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), por excluir recomendações de Bruxelas e objetivos da Estratégia Portugal 2030, nos domínios da atividade física e desportiva das populações.

Depois de um rascunho apresentado à Comissão Europeia em outubro passado e de um processo de conversações com Bruxelas, o Governo português colocou na terça-feira a versão preliminar e resumida do PRR em consulta pública, no qual estipula “19 componentes, que integram por sua vez 36 reformas e 77 investimentos“.

O executivo justifica que, “com base no diagnóstico de necessidades e dos desafios”, foram definidas três “dimensões estruturantes” de aposta, a da resiliência, da transição climática e da transição digital, às quais serão alocados 13,9 mil milhões de euros em subvenções a fundo perdido das verbas europeias pós-crise.

Previsto está que a maior fatia (61%) das verbas do PRR se destine à área da resiliência, num total de 8,5 mil milhões de euros em subvenções e de 2,4 mil milhões de euros em empréstimos.