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Começa agora mais um Três Toques com o Bruno Vieira Amaral. Já sabe que também nos pode seguir nos sítios do costume, no nosso site ou nas redes sociais. Vamos à pergunta do dia, esta é para o Paulo.
Estás a ver?
Não é para mim. Deixa.
Para ti, não.
Que piloto de Fórmula 1 ganhou o Grande Prêmio do Estoril no dia 20 de setembro-
Que é hoje
...de 1987? Ayrton Senna.
Eu diria que foi o Ayrton Senna sob uma intensa chuva.
Eu também disse Ayrton Senna.
Eu também diria.
Ele ganhou cá.
Ganhou cá sob intensa chuva.
Sob intensa chuva. Foi a primeira vitória em grande prêmio do Ayrton Senna.
Exatamente, mas não foi em 87.
Então foi o Schumacher.
Coitadinho do Schumacher, onde é que ele andava nessa altura? Em 87 acho que ainda não estava.
Então foi o Alain Prost.
Não faltava muito, não.
Alain Prost.
Alain Prost? Sim, é uma boa.
Alain Prost. São os três que eu me lembro.
O outro brasileiro, como é que era o outro?
Nelson Piquet?
Nelson Piquet. Acertou, não posso crer.
Não, não.
Não digas mais nada.
Já chega.
Eu disse: "Só sei uma coisa."
Depois eu conto.
Rubens Barrichello.
Não, esse foi muito depois.
Michele Alboreto.
Michele Alboreto era o italiano.
Didier Pironi.
Esse não me lembro.
Esse eu também não.
E Nelson Piquet, não me lembro do Nelson Piquet. Claro que sim. Foi boa, mas eu digo Prost.
Prost.
Prost.
Alain Prost.
Eu digo Mansell.
Mansell. Prost, Mansell.
Piquet.
Eu não digo ninguém.
Não disseste o Piquet? Disse o Piquet, mas não foi o Piquet.
Autoni 11.
Tenho que começar a fazer mais perguntas de automobilismo, que isto anima o pessoal, estou a ver que sim. Vamos lá.
Isto foi só uma entradinha.
Foi só para aquecer. Foi para acordar o Paulo, para animar o Paulo.
Vamos falar de desporto e saúde, que são duas coisas intimamente ligadas.
Intimamente.
O Churchill já dizia isso.
E é por isso que faz o teu jogging matinal.
Que ele explicava que era o desporto que fazia.
Quais são os desportos que nos dão muita saúde, Bruno?
Ou que não dão muita saúde. Há os que dão muita.
Os que nos dão muita e os que não dão muita.
Aqueles que dão muita são aqueles em que não se faz praticamente nada. E aqueles que não dão saúde são aqueles que se faz muita coisa.
Estás a deseducar.
Estou a deseducar. Mas houve um grupo de investigadores que quis mesmo saber quais são os desportos mais perigosos para a nossa saúde, ou seja, os desportos dos quais resultam mais lesões. E então estudaram o assunto, acompanharam mais de 11 mil atletas que participaram nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e chegaram à conclusão que o pior desporto para a saúde é o BMX. Sabem aquelas motas?
As bicicletas?
As bicicletas.
Eu tive uma BMX.
Tiveste uma BMX? Eu não tive uma BMX, mas queria muito ter uma BMX. Estou muito traumatizado, fez mal à saúde não ter uma BMX. Há duas variantes: há a de corrida, e viram, repetiu-se agora nos Jogos Olímpicos de Paris. A velocidade a que eles vão e os saltos que dão, aquilo, de facto, é inacreditável. Como é que não há mais lesões?
E o impacto na coluna.
Aquilo é incrível, porque é mesmo uma velocidade estonteante. E depois há a modalidade variante de acrobacias. Curiosamente, há mais lesões na variante de corridas do que nas acrobacias. 27% dos praticantes de corrida, de BMX, lesionaram-se no período em que estes investigadores estudaram o assunto.
Sobretudo no dentista. Andaram muito no banco da cadeira do dentista.
Eles até usam um aparelho, mas provavelmente ortopedia. Outros desportos que também aleijam um bocadinho quem os pratica são o boxe.
Como é que é possível?
O skate.
O skate?
O skate.
Então, claro.
Sim, claro.
Está bem, entre o boxe e o karaté, estar aqui o skate não me admira nada.
O skate, às vezes as quedas são perigosas.
Também tive um skate.
Também tiveste um skate? Eu também não tive. Não, graças a Deus.
Tão atlética. Nossa, João, fazia tudo.
Fazia tudo quando era miúdo. BMX, skate, parkour. Como é que é? Base jumping, não?
Patins em linha, não.
Basquetebol, vôlei.
O karaté também.
Não fazia. Acho que isso era muito grande para mim.
Eles estudaram o karaté porque o karaté fez parte dos Jogos Olímpicos em 2021, portanto deixou de ser modalidade olímpica, mas também há muitas lesões no andebol.
Olha, o Felipe citando parteu um dinho.
Faz sentido.
O meu dedo foi assim todo para trás.
Eu também magoei um dedo.
Acontecia. No voleibol também esse tipo de lesões era frequente. E no basquete também. Enfim, está aqui já uma lista de desportos.
O que não fazermos.
O que não fazer, ou então fazer, mas com muita atenção.
Não façam isso em casa.
Sou adepto do curling.
É por causa disso e do maid link.
Isso também deve...
Achas que é tendinite?
É tendinite.
E os joelhos, aquilo deve ser um bocado mau para o joelho.
Pronto, estamos resolvidos? O que não fazer em casa.
Fiquem em casa no sofá.
Não façam desporto, não façam. Ouçam o Três Toques.
Vamos agora recordar um jogador que foi uma grande promessa.
Uma grande promessa.
Mas não passou disso.
Não passou, coitadinho. Uma grande promessa e uma promessa grande, porque mede 1,93 m. Falamos de Andy Carroll, que em 2011 se transferiu do Newcastle para o Liverpool no mercado de inverno e na altura se tornou o jogador inglês mais caro de sempre. Com ele, chegou ao Liverpool outro avançado, o uruguaio Luis Suárez, que tinha vindo do Ajax, mas as atenções estavam todas no Andy Carroll, a quem se antevia uma carreira brilhante, não só no clube, mas também na seleção. Acontece muitas vezes. Quem conhece a história sabe que não foi assim.
Não foi como tu disseste.
Foi um bocadinho ao lado. Foi Suárez que se tornou a grande figura do Liverpool naqueles anos. Carroll nunca se afirmou. Foi emprestado ao West Ham, clube que depois o contratou e onde esteve seis anos e marcou apenas 26 gols.
Em seis anos.
Para um avançado, é fraquinho. Ainda regressou ao Newcastle e acho que nesta segunda passagem só marcou um golo, ou dois, ou três, não sei, mas foram poucos.
Não foi uma mão cheia.
Não foi. E agora, aos 35 anos, vai jogar na quarta divisão francesa. Isto é que é subir na vida. Descer a pulso. Mas é num histórico, é no Bordéus. O Bordéus não está a atravessar uma boa fase, está a atravessar tempos difíceis e se alguém percebe de tempos difíceis-
É para dar uma ajudinha nestes tempos difíceis.
É o Eddie Carroll. Vai-te explicar: "Olha, meus amigos, não é assim tão mau, está bem? Não é tão mau como parece".
Diz quem sobreviveu até agora. Agora vamos àquele caso estranho da tenista desaparecida.
Da tenista desaparecida. Já ouviram falar da tenista desaparecida que entretanto reapareceu, mas se calhar não reapareceu. Quem reapareceu foi o advogado. Chama-se Camila Giorgi, tem 32 anos, é italiana. Em maio anunciou o fim de uma carreira em que chegou a ocupar o 26º lugar do ranking WTA. Na altura, disse que se queria dedicar ao mundo da moda. Tudo bem, uma pessoa acaba uma carreira, passa para outra diferente. Só que começaram a circular rumores de que o anúncio do final da carreira teria outras razões por trás, que a tenista teria fugido para os Estados Unidos por alegadas dívidas e roubos de móveis da casa que tinha alugado.
Não fugiu sozinha.
Não, levou uns móveis atrás.
Levou os móveis com ela. Uma coisa discreta.
Pois. E isto no valor total de 100 mil euros. Giorgi teria fugido do país também enquanto decorria uma investigação por suspeita da prática de crimes fiscais. Então e fez o que faz qualquer fugitivo, em primeiro lugar, desativou as redes sociais. Saiu. Em primeiro lugar, sair das redes sociais é sempre bom.
Obrigada por esse conselho.
Começar por desativar a localização.
O Find Me.
Exato. E depois redes sociais, saiam, senão vão vos apanhar. Também não usem pagers. Pronto.
E walkie-talkies.
Walkie-talkies. Carta, recorram à carta.
Não, é preciso cuidado com essa. Pensa lá como é que afogam a faísca.
Muito bem. Cuidado com essas coisas. Cuidado onde põe a língua. Agora reativou-as, as redes sociais.
Pensei que era a língua.
A Camila, Camila Giorgi, e o advogado dela veio dizer que Camila sempre esteve em Roma. O quê? O que é que se passa? Estados Unidos? Não, está em Roma, ela sempre esteve em Roma. Ela estava aqui à disposição das autoridades para qualquer diligência.
O cancro para aí escrever sobre ela.
Estava ali a comer uma pizza.
Sim, esteve ali durante dois meses a comer uma pizza numa esplanada. Eu tenho pena que assim seja, se confirmar isto, que ela tenha ficado em Roma, porque isto daqui já era uma mistura de policial com um livro da Helena Ferreira. A mulher desaparecida, a tenista desaparecida.
Em Nápoles.
Esta historiazinha ainda vai dar que falar.
Pois vai. Eu vou trazer aqui quando tivermos novidade.
Vamos à pergunta do dia: que piloto de Fórmula 1 ganhou o Grande Prêmio do Estoril no dia 20 de setembro de 1987?
Há 37 anos, precisamente, foi Alain Prost, que ganhou, Maria João. Muito bem. Mas esse campeonato do mundo foi ganho por Nelson Piquet. Nelson Piquet ganhou o terceiro e último campeonato do mundo da sua carreira.
Era o ano do grande duelo entre o Prost e Piquet.
Deixa-me contar, o que eu me lembro foi o primeiro Grande Prêmio no Estoril.
Em 84. Foi em 84, o Prost, Niki Lauda, a disputarem o Campeonato do Mundo.
Eu não me lembro do Niki Lauda.
Que o Niki Lauda ganha esse Campeonato do Mundo por meio ponto. Lembras-te disso?
Importante, eu estudava numa escola no concelho de Cascais, não houve aulas uns dois ou três dias antes. Foi maravilhoso!
Mas isso era assim em Cascais?
Eu acho que era o entusiasmo e o espanto por ter aquilo.
Olha, vai haver um grande prêmio, meninos, não há aulas.
Foi mesmo isso.
É bem coisa de país subdesenvolvido. Vamos embora.