437kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 29.99/mês aqui.

"The Nevers": entre os X-Men e Charles Dickens, estas mulheres querem tomar conta de Londres

Este artigo tem mais de 1 ano

Em "The Nevers", a Londres Vitoriana é tomada por um grupo de mulheres com poderes especiais. A cidade é delas, mas há mais do que super heroínas na nova série da HBO.

A vontade de dar poder a personagens femininas não é nova, mas há em "The Nevers" há qualquer coisa de diferente
i

A vontade de dar poder a personagens femininas não é nova, mas há em "The Nevers" há qualquer coisa de diferente

A vontade de dar poder a personagens femininas não é nova, mas há em "The Nevers" há qualquer coisa de diferente

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O steampunk, por defeito, procura uma história alternativa. E a época Vitoriana é um dos seus períodos favoritos, seja em romances, banda-desenhada, videojogos ou televisão. É um subgénero de ficção científica, retrofuturista e apaixonado pela tecnologia de outros tempos, que vai conquistando cada vez mais adeptos – a série “Penny Dreadful”, por exemplo, teve algum sucesso – e agora é a vez de Joss Whedon tentar a sua sorte com “The Nevers”. A produção vai além de um mero entretenimento de ficção científica, quer ser televisão de super-heróis (numa altura em que os heróis da Marvel regressam ao stream), aliás, de super-heroínas, e contar como a história se repete.

A nova série da HBO Portugal acontece na Londres Vitoriana e conta a história de uma série de mulheres que são mal vistas pela sociedade da época depois de serem “tocadas”. Não há maldade em “tocadas”, refere-se a um evento que aconteceu anos antes e que atingiu certas mulheres. A partir daí, algumas habilidades foram despertando nelas, algumas imediatamente, outras ainda estão a acordar. Habilidades diversas e que se reportam ao imaginário de super-heróis, mas também ao da época: o poder de Penance Adair (Ann Skelly), uma das protagonistas, é encontrar padrões de energia e ser uma boa inventora, por exemplo.

[o trailer de “The Nevers”:]

A maioria destas mulheres vive num local denominado “O Orfanato”, dirigido por Lavinia Bidlow (Olivia Williams), uma mulher rica que é uma espécie de Professor Xavier – dos X-Men – desta história. Há qualquer coisa relacionada com mutantes em “The Nevers”: as mulheres com superpoderes são vistas como deformações – que, na época, é uma noção que se intensifica por elas serem, nem mais, mulheres – e há diferentes personagens que se estabelecem como inimigos daquilo que as mulheres representam.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Quem está n’”O Orfanato” não está recluso. Gostam de fazer parte da vida social e fazer outra coisa muito X-Men: encontrar novos recrutas. Não são as únicas a querer fazê-lo, há quem as procure para as eliminar e há uma personagem, Maladie (Amy Manson), que também tem superpoderes (as suas inteiras capacidades são desconhecidas) e é uma espécie de Magneto (outra vez X-Men) desta história, procurando inverter a sociedade, por domínio, através de mulheres iguais a si.

“The Nevers” explora, a partir do género, outras assuntos de desigualdade e injustiça com que a sociedade de hoje se debate. O modo como é inserido na Londres Vitoriana é inteligente e pertinente

Há muito de Joss Whedon em “The Nevers”, vê-se “Buffy”, “Firefly” e “Dollhouse” aqui e ali, tudo misturado com um desejo de recriar uma história com linhas familiares noutro momento: não é só de X-Men que se alimenta, mas também de Charles Dickens. A vontade de dar poder a personagens femininas não é nova, mas aqui há qualquer coisa de diferente. Ao longo dos episódios, “The Nevers” explora, a partir do género, outras assuntos de desigualdade e injustiça com que a sociedade de hoje se debate. O modo como é inserido na Londres Vitoriana é inteligente e pertinente.

Mas este Joss Whedon é o mesmo que já abandonou a produção de “The Nevers”. Após diversas queixas nos últimos meses sobre o seu comportamento durante algumas filmagens – sobretudo, de abuso de poder sobre os atores -, o realizador, argumentista e produtor deixou a série a cargo da britânica Philippa Goslett, que já assumiu funções de showrunner.

A irreal história de “The Nevers” está expresso no título. É um conceito ausente na série, mas que se quer na cabeça do espectador: nunca, ou “as nunca”. Potenciando a ideia de que tais eventos nunca poderiam ter acontecido e, simultaneamente, de como as mulheres costumam ser deixadas de fora nestas histórias. Uma história alternativa dá-lhes palco, “The Nevers” é X-Men dentro de um livro de Charles Dickens com uma leitura imediata e oportunidade sobre o presente. É uma Londres que quer ser delas. E é agora ou nunca.

A página está a demorar muito tempo.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.