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Intitula-se Fenestra e abriu há uma semana na Galeria Vera Cortês, em Lisboa. É a primeira exposição de Vhils desde o fim do segundo confinamento. As paredes brancas do espaço foram pintadas de preto, instalaram-se nove projetores no teto e de alto a baixo surgem vídeos panorâmicos que o artista captou em nove cidades de todo o mundo antes do início da pandemia — Hong Kong, Macau, Xangai, Pequim, Los Angeles, Cincinnati, México, Paris e Lisboa.

“O objetivo é fazer o inverso do que é a cidade, fazer um fresco das cidades de hoje através de imagens vídeo”, explicou-nos o artista, de 34 anos. “Procuro recuperar a beleza do dia-a-dia, que se perde nas cidades e no estilo de vida globalizado. Fiz a captação em várias cidades e ao juntar tudo no mesmo espaço, neste caso a galeria, estou a oferecer uma reflexão sobre o impacto da globalização, o perdermo-nos no lugar em que estamos, o não termos referências nas cidades. Há muitas coisas que diferem de cidade para cidade em termos culturais e históricos, mas muitas outras coisas estão a convergir e começa a ser difícil decifrarmos o sítio onde estamos. Tudo se assemelha em termos dos produtos que consumimos e das lojas e publicidades que aparecem.”

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