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Jornal das seis, na Rádio Observador, com Luís Soares. Está marcada para o início desta hora, uma vigília contra o despejo de uma mulher, uma viúva, de uma habitação camarária em Lisboa. A empresa que gere a habitação municipal em Lisboa insiste que a lei, neste caso, não foi cumprida.
E adianta mesmo que a lei foi cumprida, mas adianta que quem foi ilegalmente impedido de aceder à casa foi um idoso de 84 anos, que foi coagido a sair. O presidente da GEBALIS, Fernando Angleu, garante que a casa onde vivia a viúva com os dois filhos menores, alegadamente despejada em Marvila, estava ocupada de forma ilegal.
A senhora em questão, objeto da notícia, nunca integrou o agregado, nunca residiu na habitação, nem nunca fez prova desses factos. A desocupação não incidiu sobre o elemento autorizado, mas sobre os ocupantes não autorizados. Logo, o que configura uma ocupação ilegal. Relativamente à senhora Marta Almeida, a própria documentação constante dos processos judiciais reconhece que o fogo municipal tinha sido atribuído à avó do seu falecido companheiro. A requerente nunca foi titular de qualquer contrato de arrendamento municipal, nem elemento autorizado a residir na habitação.
Fernando Angleu, a explicar o caso de Marta Almeida, a viúva, mãe de duas crianças, que foi despejada de uma casa em Marvila. O responsável da GEBALIS diz ainda que, na sequência desta situação, foi um homem de 84 anos que foi obrigado a sair da própria casa e Fernando Angleu afirma que o idoso terá sido coagido.
A GEBALIS tinha um idoso de 84 anos que tinha direito a morar naquela casa e que foi coagido a sair daquela casa. E, portanto, a GEBALIS não intentou nem fez nenhuma ação contra um morador legalmente capacitado para estar numa habitação municipal.
As explicações do presidente do Conselho de Administração da GEBALIS, Fernando Angleu, numa conferência de imprensa esta tarde, insiste que a lei foi cumprida, adianta que quem foi ilegalmente impedido de aceder à casa foi um idoso de 84 anos. Para esta hora está marcada uma vigília em Lisboa.
E o Ministério Público abriu um inquérito à intervenção policial na manifestação pela habitação no Porto na semana passada.
Uma manifestação que causou ferimentos em 39 pessoas, foi na madrugada de 15 de outubro. Em resposta à Agência Luz, à Procuradoria-Geral da República, adianta que o inquérito se encontra em investigação e está sujeito a segredo de Justiça. O Movimento pela Habitação, que está em protesto no Porto, denunciou a intervenção policial para retirar as tendas durante a madrugada. Uma operação divulgada publicamente através de notícias e imagens que circularam nas redes sociais e que já levou mesmo a Inspeção-Geral da Administração Interna a abrir um processo administrativo. A entidade que fiscaliza as polícias acrescentou que pediu informações à PSP sobre a intervenção no Porto para apurar as circunstâncias e avaliar os procedimentos adotados. Quanto aos protestos em Lisboa, que levaram à detenção de 55 pessoas, a Procuradoria-Geral da República explica que, até o momento, não foi localizado qualquer inquérito.
E no Brasil, hoje é o dia do último debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, dois dias da segunda volta das presidenciais.
Debate marcado para mais logo à noite, já será madrugada em Lisboa. Os dois candidatos têm passado as últimas horas em preparativos para o frente a frente, decisivo, numa altura em que as sondagens os mostram separados por um ponto percentual ou até menos. O enviado especial do Observador ao Brasil, José Carlos Duarte, vai acompanhar este debate, no qual, José Carlos, os dois candidatos têm estado bastante concentrados.
Boa tarde. O debate desta sexta-feira na TV Globo é fundamental para os dois candidatos. Quer Flávio Bolsonaro, quer Lula da Silva estão a apostar bastante neste debate, que acontece apenas a 48h de domingo, que é o dia da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras. Os dois candidatos querem captar mais votos, querem falar com o eleitorado que ainda não está convencido em quem vai votar, querem tentar convencer aqueles que não votaram na primeira volta a irem votar nesta segunda e, portanto, há muito em jogo neste debate. O contexto em que os dois candidatos surgem é um contexto bastante equilibrado, isto é, as sondagens apontam um empate técnico entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Há algumas que dão uma ligeira vantagem ao candidato do Partido Liberal, a Flávio Bolsonaro, mas uma sondagem publicada esta quinta-feira pelo Instituto Datafolha mostra um empate total, 50/50 pra Lula e pra Flávio Bolsonaro. Portanto, este debate pode ser uma oportunidade de ouro para os dois candidatos tentarem superar o adversário e consolidarem-se como o favorito para as eleições de domingo. Segundo está a relatar a imprensa brasileira, os dois candidatos vão apostar num tom mais institucional, menos de confronto neste debate. Houve um debate no passado domingo, na emissora Band, e os dois candidatos mostraram uma atitude de confronto. Houve uma troca de ideias bastante dura, insultos, foi um debate bastante duro. E a estratégia das campanhas, desta vez, vai ser diferente. Estão a apostar mais numa mensagem mais institucional, menos de confronto e tentar debater assuntos que os dois candidatos sabem que vai constranger o rival. Portanto, esta vai ser a estratégia seguida. Além disso, esta sexta-feira, os dois candidatos não têm qualquer agenda, estão totalmente focados na preparação do debate e que será definitivamente decisivo para o resultado de domingo.
José Carlos Duarte, enviado especial do Observador ao Brasil. O debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está marcado para depois da 01h, neste caso, claro, está em hora de Lisboa.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 23 de outubro.
O presidente ucraniano confirma que vão existir reuniões técnicas entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia em novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Durante uma intervenção por videoconferência, o presidente ucraniano confirma o que já tinha sido anunciado também pelo porta-voz do Kremlin e admite estar disponível para uma reunião trilateral entre os três países. Volodymyr Zelensky afirma que o primeiro passo para um diálogo com Moscou é um cessar-fogo e que o plano de paz tem de incluir o reforço da defesa antiaérea e o financiamento do exército ucraniano para uma eventual nova agressão russa. O presidente ucraniano sublinha ainda que a paz tem de ser justa e duradoura. A Rússia também já se mostrou disponível para retomar as negociações de paz. Ontem enviou o primeiro navio com 40 mil toneladas de gasóleo em direção aos Estados Unidos, que já vai a caminho, algo que não acontece desde 2022, após as restrições impostas por Joe Biden ao petróleo e produtos petrolíferos da Rússia. De acordo com a agência Reuters, este navio deve chegar a Nova York no dia 7 de novembro. Entretanto, o preço do petróleo Brent, para entrega em dezembro, ultrapassou hoje os US$115 por barril no mercado de Londres, uma subida de 1,6% em relação ao fecho de ontem. É a primeira vez desde maio que o preço do petróleo ultrapassa esta barreira dos US$115. Certo é que já sabemos que em Portugal o preço da gasolina vai baixar €0,06 a partir de segunda-feira. Em sentido contrário, o do gasóleo sobe €0,01 também a partir de segunda-feira. São dados dos vendedores de combustíveis, que contam já também com o acerto no imposto sobre os produtos petrolíferos, que é habitualmente feito pelo governo. Há mais uma medalha para o canoísta Fernando Pimenta. Foi terceiro em K1 Short Race nos Mundiais de Maratona que se realizam na Argentina. Falhou assim o título que tinha conquistado no ano passado na Argentina. Foi três segundos mais lento que o sul-africano Amish Lovemore, que subiu ao lugar mais alto do pódio. Domingos Duarte Lima, advogado, ex-deputado, antigo líder do grupo parlamentar do PSD, está no centro do novo podcast do Observador. Chama-se "As Sombras de Duarte Lima" e o primeiro episódio está hoje em estreia.
É isso mesmo, uma série para ouvir em seis episódios e que reconstitui toda a investigação à morte da portuguesa Rosalina Ribeiro, que morreu no Brasil.
E perguntas tu: como é que isto é feito?
Como é que isto é feito?
É feito através de entrevistas a testemunhas-chave, entretanto já falecidas algumas, gravações da polícia brasileira, áudios da vítima captados horas antes de ser assassinada e também da análise de vídeos, fotografias, relatórios e milhares de páginas de documentos.
Hoje.
Assim que entra na sala da morgue de Cabo Frio e um funcionário lhe mostra o corpo, não tem dúvidas. Aquela mulher é mesmo Rosalina Ribeiro. A identificação foi feita a tempo. Faltavam 19 dias para o prazo acabar. A partir do momento em que o corpo é reconhecido, os dois processos, o do desaparecimento de Rosalina Ribeiro e o do aparecimento do cadáver de uma mulher ignorada, fundem-se num só. Agora, é preciso descobrir o assassino.
Um excerto do primeiro episódio de "As Sombras de Duarte Lima", o primeiro episódio do novo podcast do Observador, que já está disponível em ante-estreia. O ator João Reis, como pudemos bem ouvir, é o narrador desta série. Conta com música original do pianista Filipe Raposo. A investigação e os guiões são do jornalista Carlos Diogo Santos.
Já está disponível este primeiro episódio. A partir de terça-feira, os assinantes Standard e Premium do Observador vão ter, como sempre, acesso antecipado a todos os episódios. Este primeiro episódio, "Um Corpo na Berma da Estrada", já está disponível.
Rádio Observador, 98.7.