Monte Carlo é uma das provas mais emblemáticas do Campeonato Mundial de Rali (World Rally Championship, WRC) e, tradicionalmente, dá o pontapé de saída para o início de cada época do WRC. Na edição de 2025, que arrancou a 23 de Janeiro, os pilotos percorreram as ruas do Mónaco entre o parque fechado e os troços cronometrados e, numa dessas incursões pela cidade, foram incitados pelo público a apimentar o espectáculo puxando pelo roncar do motor, fazendo patinar as rodas ou realizando umas “atravessadelas”. Habilidades que as autoridades não apreciam e que a organização pune de forma muito dura. Que o diga o piloto da Toyota no WRC2 Oliver Solberg, que ficou afastado dos lugares cimeiros devido a uma penalização de cinco minutos.
Filho de Petter Solberg, o campeão do mundo de WRC em 2003, Oliver Solberg é um jovem piloto sueco que disputa o Mundial na categoria WRC2. Durante o percurso de ligação que o levava de regresso ao parque fechado, Solberg diminuiu o andamento para ganhar distância em relação ao carro da frente, de forma a poder descrever em slide a antiga curva do Hotel Loews (hoje do Hotel Fairmont), o gancho que é também a curva mais emblemática do circuito de Fórmula 1.
Mas a organização da prova não se compadeceu com o gáudio do público e acusou Oliver Solberg de ter protagonizado uma demonstração de “condução exibicionista”, colocando em risco a segurança dos peões e dos outros veículos. Como tal, foi-lhe aplicada uma penalização de cinco minutos por uma “graça” de somente cinco segundos. E o piloto já podia ter chegado à conclusão de que este tipo de manobras, ainda que divertidas, não compensa pelo elevado preço a pagar, pois já no Rali de Portugal de 2023 teve um problema similar. Reveja em baixo a “habilidade” aos 16.41: