O Ministério das Infraestruturas e Habitação diz estar a acompanhar os efeitos e a “tomar medidas para resolver e minimizar o impacto” da tempestade Martinho, nomeadamente ao nível das infraestruturas e transportes, onde se registaram o maior número de ocorrências.
Em comunicado, o ministério, liderado por Miguel Pinto Luz, os efeitos do mau tempo fizeram-se sentir sobretudo na ferrovia e na rodovia, “devido à queda de árvores e outras obstruções da via”, salientando que centenas de trabalhadores tanto da Comboios de Portugal como da Infraestruturas de Portugal estão a “trabalhar ininterruptamente” para resolver as ocorrências.
O Governo adianta que o mau tempo afetou a circulação de várias linhas do sistema ferroviário nacional. Partes das linhas de Cascais, do Sul, do Douro e do Vouga estão ainda encerradas. Condicionada está a circulação noutras zonas, como a lindo do Norte (na zona de Alverca) e também nas linhas do Sado e do Oeste.
Quanto às estradas, a situação mais crítica, segundo a tutela, é a da estrada nacional 120 entre Odeceixe e Aljezur (ao Km 128,6) devido a problema de estabilidade de talude. Para já, não há “previsão de retoma de circulação”. Quanto às ligações fluviais entre a Lisboa e a Margem Sul, as mesmas estiveram suspensas até às 10h desta quinta-feira mas já estão normalizadas. No entanto, o Governo admite que o mau tempo “causou danos em infraestruturas terrestres e marítimas que estão a ser avaliados”. ” A situação mais grave é a dos passadiços do pontão São Nicolau, no Cais do Sodré, que saíram do sítio e que hoje será hoje objeto de intervenção, com o recurso a uma grua e a um rebocador”, refere a nota do ministério.
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Porto de Leixões danificado, bem como várias casas
Também os portos foram atingidos pela tempestade Martinho e estão condicionados. No Porto de Leixões, a intempérie danificou infraestruturas no Porto de Leixões, “mas sem implicação no terminal ou no funcionamento da portaria”. Embora não tenham sofrido estragos, os restantes grandes portos (Lisboa, Setúbal e Sines) estão também condicionados.
Quanto à área da habitação, o ministério adianta que as equipas do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana “estão a acompanhar no “terreno algumas situações reportadas por inquilinos, a maioria relacionada com problemas nas coberturas decorrentes dos ventos fortes”, sendo que, até ao momento não foram reportadas situações graves, embora exista registo de danos materiais.
Esta quinta-feira de manhã, em Bruxelas, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, garantiu que o Governo vai ser rápido no apoio às populações afetadas pelo mau tempo. “Tentámos tomar todas as medidas preventivas porque sabíamos que esta madrugada iria ser muito problemática, como foi. Estamos a fazer o levantamento e a dar todo o apoio para a reposição da situação de normalidade nos espaços mais afetados. Vamos ser rápidos e vamos ao terreno, em colaboração com as autarquias, fazer os levantamentos do estragos e proceder à ajuda das populações”, disse Montenegro, acrescentando que parte do apoio se vai materializar em ajuda financeira.