O preço (mediano) do metro quadrado nas casas vendidas em Portugal, no quarto trimestre de 2024, foi de 1.870 euros – uma subida de 15,5% em relação ao quarto trimestre de 2023. No trimestre anterior, a variação (também homóloga) tinha sido de 10,8%, ou seja, este indicador de preços teve uma aceleração, revela o INE, que acrescenta que essa aceleração registou-se em 19 dos 24 municípios mais populosos do País.

“No quarto trimestre de 2024, o preço mediano dos 44.115 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 1.870 euros/metro quadrado, na sequência de uma taxa de variação de 15,5% em relação ao quarto trimestre de 2023 (10,8% no trimestre anterior)”, afirma o Instituto Nacional de Estatística num relatório divulgado nesta quarta-feira. O relatório, sendo relativo ao quarto trimestre, também conclui que, na totalidade do ano de 2024, o preço mediano cresceu 10,3% relativamente a 2023.

Tomando como referência as 151.784 vendas realizadas durante o ano de 2024, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi 1.777 euros/metro quadrado, tendo aumentado 4,0% relativamente ao ano acabado em setembro de 2024 e 10,3% relativamente ao ano de 2023″, afirma o INE, referindo-se aos números anuais.

Voltando à comparação trimestral (homóloga), o INE diz que “o preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2023, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se a Região Autónoma da Madeira com o maior crescimento”, estimado em quase 55%, diz o organismo estatístico português. Este “aumento expressivo do preço mediano registado na Região Autónoma da Madeira deveu-se, essencialmente, ao forte crescimento do número de transações de alojamentos novos (quatro vezes o do trimestre homólogo)”, justifica o INE.

Além da subida da preço, calculado através da mediana, o INE acrescenta que “o número de transações de alojamentos familiares em Portugal aumentou 34,2% em relação ao mesmo trimestre de 2023″. O cálculo da mediana é diferente do cálculo da média porque a mediana olha para um conjunto de valores (os preços a que foram compradas as casas) e procura o valor que fica exatamente no centro, entre a transação mais barata e a mais cara. Já a média, por outro lado, soma todos os preços e divide pelo número de transações.

A conclusão do INE, a partir dos dados recolhidos, é que no quarto trimestre de 2024, “os preços da habitação aceleraram em 19 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 13, no 3.º trimestre de 2024), tendo os municípios do Funchal (+42,0 p.p.) e de Matosinhos (+21,3 p.p.) apresentado os maiores acréscimos”, ao passo que “a maior diminuição na taxa de variação homóloga ocorreu no município da Maia (-7,7 p.p.)”.

“O município de Lisboa registou um acréscimo de 4,2 p.p. nas taxas de variação homólogas do 3.º para o 4.º trimestre de 2024 e o do Porto registou um acréscimo de 10,9 p.p”, afirma o INE, acrescentando que “os municípios de Lisboa (4.425 euros/metro quadrado), Cascais (4.201 euros/metro quadrado), Funchal (3.693 euros/metro quadrado) e Oeiras (3.622 euros/metro quadrado) apresentaram os preços da habitação mais elevados“.

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