Foi uma semana de sensações mistas para o Milan. Numa semana que podia ser decisiva para o que falta da temporada, os rossoneri começaram com o pé esquerdo e perderam na receção à Atalanta (1-0), num jogo que acabou por complicar a missão de chegar aos lugares europeus através do Campeonato italiano. Contudo, poucos dias depois, a equipa de Sérgio Conceição voltou a medir forças com o rival Inter Milão e somou uma goleada que lhe permitiu o apuramento para a final da Taça de Itália (fora, 3-0). Desta forma, o Milan aproximou-se de conquistar o segundo troféu da temporada, depois da Supertaça, já com Conceição, e de conseguir chegar à Liga Europa.
Quanto a pressão é absoluta, Sérgio responde da única maneira que sabe e conhece: a ganhar
“O que me agradou foi a ambição e a vontade que tivemos. Podíamos ter feito melhor no último passe. Ao intervalo, tentámos melhorar algumas coisas. A qualidade técnica que tínhamos deve ser sempre combinada com esta vontade. Conceição não é importante. O importante é ganhar ao Veneza e jogar a final. Nada mudou em relação há três dias: nem tudo é bom agora, nem tudo era mau antes. Sou um adepto do desporto e sofro talvez mais do que os outros. Sinto uma mistura de sentimentos, mas mantenho os pés no chão. Vamos ter um final de Campeonato diferente. Ainda não ganhámos nada. Jovic? Está a trabalhar muito bem. Também perdeu alguns quilos, o que é bom. Queríamos ter o apoio dele nos corredores e foi assim que surgiu o primeiro golo. Pulisic? Fez um bom jogo, sacrificou-se muito. Falta-lhe um pouco de frescura com a bola, mas compreendo neste período”, partilhou o antigo treinador do FC Porto depois do triunfo diante do Inter.
Num duelo importante nas contas da Europa e da manutenção, o Milan deslocou-se a Veneza com Rafael Leão no onze inicial e João Félix no banco de suplentes. Na equipa da casa, Daniel Fila regressou depois de cumprir suspensão e liderou o ataque em detrimento de Christian Gytkjaer. A equipa de Conceição entrou na partida com mais bola e, logo aos cinco minutos, inaugurou o marcador. Álex Jiménez aproveitou um erro de Fali Candé para recuperar a bola e entregar em Youssouf Fofana, que assistiu Christian Pulisic para o remate certeiro. Na resposta, o Veneza quase fez o empate, mas a tentativa de Alessio Zerbin saiu ao lado (22′), antes de Tony Yeboah falhar com a baliza à sua mercê (24′). Até ao final da primeira parte, a bola ainda entrou nas duas balizas, mas os tentos de Yeboah (34′) e Pulisic (43′) acabaram anulados.
Na segunda metade, o Veneza entrou determinado em reverter a desvantagem, o jogo ficou mais equilibrado e o treinador português optou por lançar Santiago Giménez, Ruben Loftus-Cheek e Kyle Walker. Na ponta final, ainda houve tempo para Filippo Terracciano e Félix entrarem e, no tempo de compensação, Giménez fez o gosto ao pé com um chapéu perante Ionut Radu. Assim, o Milan somou a segunda vitória consecutiva (0-2). Desta forma, os rossoneri chegaram aos 54 pontos e estão à condição a cinco do sexto posto, ocupado pela Lazio.