Foi um sábado em que tudo mudou. Enquanto Isaac del Toro e Richard Carapaz se anulavam mutuamente, Simon Yates aproveitou para atacar a 40 quilómetros do fim da penúltima etapa e alcançou um terceiro lugar que lhe permitiu saltar para a liderança do Giro e conquistar a camisola rosa. Sete anos depois de tudo perder no Colle delle Finestre, o britânico da Visma entrou na derradeira etapa como vencedor virtual.
“Quando vi o percurso pensei em tentar fazer algo, tentar fechar este capítulo da minha vida, virar a página. Talvez não ganhar a camisola rosa e o Giro, mas pelo menos uma etapa, para mostrar a mim mesmo que sei que sou capaz. Ainda é especial saber que fui capaz de fazer isto. Os outros dois atletas no pódio são mais explosivos nos finais, por isso, o meu plano era ir sozinho e controlar tudo sozinho. Eu sabia que, uma vez eliminado, teria força suficiente para manter um ritmo algo. Senti-me bem, senti-me bem o dia todo. Ainda não tinha tido bons momentos para mostrar aquilo de que era capaz e tive essa oportunidade hoje”, explicou o ciclista de 32 anos, que em 2018 viu Chris Froome roubar-lhe a vitória no Giro precisamente na subida ao Colle delle Finestre.
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Ora, este domingo e com 3.56 minutos de vantagem para Isaac del Toro e 4.43 para Richard Carapaz, Simon Yates partia para os derradeiros 143 quilómetros totalmente planos em Roma como favorito absoluto e crónico à conquista do Giro. Durante a manhã, também numa espécie de homenagem ao Papa Francisco, os líderes das classificações da prova passaram pelo Vaticano e receberam a bênção do Papa Leão XIV, que desejou “boa sorte” a todos e lembrou que “serão sempre bem-vindos” à Praça de São Pedro.
“É um prazer recebê-los nesta etapa final do Giro. Espero que hoje seja realmente um dia maravilhoso para cada um de vocês. Saibam que vocês são exemplos para os jovens em todo o mundo. O Giro é profundamente amado, não apenas em Itália, mas em muitos países. O ciclismo é importante, assim como o desporto no geral. Obrigado por tudo o que vocês fazem, são verdadeiros exemplos. E espero que, assim como cuidam dos vossos corpos, os vossos espíritos sejam sempre abençoados. Estejam sempre atentos à pessoa como um todo: corpo, mente, coração e espírito”, acrescentou Leão XIV, que nos últimos dias já tinha recebido a equipa do Nápoles que conquistou a Serie A.
Pope Leo XIV greets the #GirodItalia riders as they pass through Vatican City ????????.
Papa Leone XIV saluta i corridori del Giro d’Italia al passaggio nello Stato della Città del Vaticano https://t.co/LUWJ7soqQV
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Na última etapa, que foi decidida ao sprint, Olav Kooij bateu a concorrência de Kaden Groves, Matteo Moschetti e Mads Pedersen e venceu em cima da meta, com Simon Yates a limitar-se a controlar para carimbar a conquista do Giro 2025. O atleta britânico terminou a última etapa em 74.º e encerrou a classificação geral à frente de Isaac del Toro e Richard Carapaz, que nada puderam fazer no derradeiro dia da competição e nem sequer retiraram tempo à desvantagem.
O ciclista natural de Bury, perto de Manchester, conquistou assim a segunda Grande Volta da carreira, depois de já ter ficado no primeiro lugar da Volta a Espanha em 2018, sendo que o melhor resultado na prova italiana era mesmo a terceira posição de 2021. Simon Yates sucede assim a Tadej Pogacar, que venceu a edição de 2024, e Afonso Eulálio, o único português que participou no Giro, abandonou na sexta-feira e não terminou a competição.
Simon Yates wins the Giro d'Italia 2025 ????????
Simon Yates vince il Giro d'Italia 2025 ????????
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