Ou era Oscar Piastri, ou era Lando Norris, ou era Max Verstappen. O Mundial de Fórmula 1 de 2025 não tem muitos pontos de contacto com o que se passou no último ano (ou desde que o neerlandês conseguiu ganhar fôlego para ganhar quatro títulos consecutivos) mas, quando se chegava à parte da qualificação para Grandes Prémios, só o campeão da Red Bull e os dois pilotos da McLaren conseguiam sair da primeira posição. Agora, no Canadá, tudo foi diferente. E se a Mercedes voltou a fazer a festa no ano pós-saída de Lewis Hamilton para a Ferrari, todas as outras equipas ficaram a lamentar algo olhando para o que se passou este sábado.

Russell conquista ‘pole position’ para o Grande Prémio do Canadá de Fórmula 1

Do lado da McLaren, apesar da satisfação de Piastri em ter garantido o terceiro melhor tempo, sobrou toda a frustração de Lando Norris, que não foi além de uma modesta sétima posição com uma série de erros que o próprio britânico assumiu no final da qualificação. Da parte da Red Bull, a maior preocupação diz respeito à possível suspensão de Max Verstappen tendo em conta que chegou aos 11 pontos em Espanha na conta e ficou a um do castigo, o que levou a que existisse um pedido especial para que o jovem Arvid Lindblad, de 17 anos, pudesse ter uma super licença para fazer a estreia (algo concedido pela FIA). No polo da Ferrari, após mais uma semana com muitos rumores, Fred Vasseur, chefe da Ferrari, explodiu contra a imprensa que dizia estar a prazo na formação italiana tal como Charles Leclerc. Felicidade e acalmia, só na Mercedes.

“Hoje [Sábado] foi fantástico, diante desta plateia incrível. Para conseguir a pole, sinceramente, aquela última volta foi provavelmente uma das mais emocionantes da minha vida. No meu volante consigo ver o delta e vi que estava a cada curva a ser um décimo mais rápido, um décimo mais rápido, e cheguei à última curva e estava seis décimos à frente [da minha volta anterior]. Pensei: ‘Certo, esta volta está ótima’ e, ao cruzar a linha, ver que estávamos em primeiro lugar foi uma verdadeira surpresa. Mas fiquei muito, muito feliz com isso. Tenho mais alguns pontos na minha carta para jogar, por isso vamos ver”, assumiu George Russell, que conseguiu o melhor tempo com Andrea Kimi Antonelli a sair da quarta posição.

O jovem italiano foi a grande surpresa no arranque da corrida, conseguindo passar Oscar Pisatri nas curvas iniciais e deixando Max Verstappen entre os dois Mercedes após o bom arranque de George Russell. Até à 12.ª volta, essa foi a única alteração nos lugares da frente, com Lando Norris a passar depois Fernando Alonso para chegar à sexta posição. O britânico só fez a primeira paragem entre a 29.ª e a 30.ª voltas, ficando a dúvida se podia ou não apostar numa estratégia de risco com apenas uma troca de pneus que pudesse baralhar aquilo que pareciam as contas certas de Mercedes e Red Bull. Tudo iria girando sobre essa dúvida.

Afinal, era fogo de vista. Mais: Norris acabaria por ser o grande derrotado do dia. Abdicando dessa ideia de fazer apenas uma paragem pelo rendimento dos pneus, o britânico entrou em despique com o companheiro Oscar Piastri pela quarta posição, forçou num momento em que não podia forçar (como o próprio viria de seguida assumir à equipa enquanto pedia desculpa) e impediu que a McLaren conseguisse minimizar os “danos” no Grande Prémio do Canadá, que terminou na mesma com Russell na frente, Verstappen em segundo e Antonelli a fechar o pódio. Contas feitas, o italiano aproximou-se da dupla da Ferrari (Leclerc foi quinto, Hamilton ficou em sexto) e a dupla Verstappen (155) e Russell (136) também ganhou terreno a Oscar Piastri (198) e sobretudo Lando Norris (176). O Mundial de 2025 está cada vez mais ao rubro.