Centenas de pessoas manifestaram-se este sábado, em Avignon, em França, onde decorre o Festival de Teatro de Avignon, para exigir a “cessação do massacre de massa em curso” em Gaza e prestar “solidariedade com o povo palestiniano”.
A mobilização cívica, que decorreu à margem do importante festival de teatro, juntou centenas de pessoas na praça em frente ao Palais des Papes, com dezenas de bandeiras palestinianas. “Palestina live”, escutou-se, entre aplausos.
A concentração contou com a presença de algumas das maiores figuras do teatro europeu, entre elas Milo Rau, encenador e diretor do festival de Viena, a coreógrafa belga Anne Teresa Keersmaeker e o português Tiago Rodrigues, diretor artístico do festival de Avignon.
“Estamos aqui juntos num festival, que é também um espaço para discursos públicos e responsabilidade pública”, começou por dizer a coreógrafa belga, num discurso perante os presentes. “Este festival continua a ser um espaço para responsabilidade cívica”, diz Keersmaeker. “Estamos em solidariedade com o povo palestiniano”, acrescentou, reclamando sanções a Israel e a proclamação do Estado da Palestina.
Há trinta anos, em 1995, numa declaração semelhante, artistas como Ariane Mnouchkine, Olivier Py, Patrice Chéreau, Bob Wilson, Maurice Béjart ou Peter Brook, aproveitaram a visibilidade do Festival de Avignon para denunciar os massacres em curso na antiga Jugoslávia.
*O Observador está em Avignon a acompanhar o Festival de Avignon a convite do Centro Cultural de Belém, Culturgest e Teatro Municipal do Porto