“Desastre Total: Invasão da Área 51”

Netflix, terça-feira, 29 de julho

Quem nunca agendou um evento no Facebook que correu de forma inesperada? Na família de documentários Desastre Total, que tomou conta da Netflix neste verão, já há dois casos destes. Há cerca de um mês tivemos O Verdadeiro Projecto X, em referência ao filme de 2012 sobre uma festa de anos que corre mal: um evento do Facebook descontrola-se e, de repente, o aniversário de uma miúda de 16 anos torna-se uma celebração que toma conta de uma pequena cidade nos Países Baixos. Agora é algo mais sério. Trata-se de uma espécie de ocupação da zona em volta da Área 51 para ir à procura de extraterrestres. As intenções são as habituais deste género de coisas, o resultado é o inesperado: uma piada descontrola-se e, de repente, há milhões de pessoas dispostas a entregar-se ao nonsense. Aconteceu em setembro de 2019, ainda alguém se lembra? É para isso que Desastre Total existe, para nos lembrar de algumas péssimas ideias das últimas décadas.

“WWE: Unreal”

Netflix, terça-feira, 29 de julho

Não é segredo que a Netflix faz os possíveis para se juntar às grandes marcas do entretenimento. É por isso que existem tantos documentários sobre desportos, até porque serve de investimento para que no futuro se façam mais transmissões em direto. Faz sentido. O wrestling tem entrado aos poucos no catálogo da operadora de streaming e, nos últimos tempos, até nos tem presentado com eventos em direto. Este não é um deles, é antes uma série sobre os bastidores da WWE. Sim, é um Drive To Survive do wrestling.

“Conversas com um Assassino: As Gravações do Filho de Sam”

Netflix, quarta-feira, 30 de julho

Esta semana não é só documentários da Netflix, mas se está a ler isto por ordem, parece. E, também, é o regresso de outro clássico, Conversas com um Assassino. Esta nova temporada é dedicada a David Berkowitz, o Filho de Sam, que durante a década de 1970s levou a cabo uma série de crimes com armas brancas ou de fogo nas ruas de Nova Iorque. A ideia aqui é ficarmos a conhecer o essencial desta história em três episódios.

“Longlegs — O Colecionador de Almas”

Filmin, quinta-feira, 31 de julho

Estamos aqui a quebrar as regras e não a falar propriamente de uma estreia-estreia, até porque Longlegs já passou no cinema há algum tempo e noutros operadores de televisão e streaming. Mas se for assinante da Filmin, esta semana tem a oportunidade de ver o filme de Oz Perkins que é uma espécie de recuperação do espírito de O Silêncio dos Inocentes. É um esforço curioso que, mais do que tudo, serve como bom estudo para uma certa dificuldade que existe hoje em arriscar e em seguir à risca fórmulas de sucesso.

“Leanne”

Netflix, quinta-feira, 31 de julho

Não nos enganámos, nesta semana também se estreiam séries na Netflix. E esta até pode ser uma que venha a alegrar um tipo de público que gosta de sitcoms do Chuck Lorre. Porque é uma sitcom do Chuck Lorre, pois claro. Criada em conjunto com Susan McMartin e Leanne Morgan (que protagoniza a série), a série abraça o caos na vida de Leanne, uma mulher que após 33 anos de casamento, se vê sozinha, depois do marido a deixar por outra pessoa.

“O Meu Ano em Oxford”

Netflix, sexta-feira, 1 de agosto

Vai uma comédia romântica? Claro que vai. Esta é de Iain Morris – co-criador de The Inbetweeners – sobre uma norte-americana que vai um ano para Oxford estudar e, de repente, conhece o moço dos seus sonhos. Sim, é mais uma americana fascinada com os encantos ingleses. E… mais uma adaptação de um livro, desta vez o romance homónimo de Julia Whelan.

“Chief Of War”

Apple TV+, sexta-feira, 1 de agosto

Segunda tentativa da Apple TV+ e de Jason Momoa de criarem uma série de sucesso. See, que foi uma das produções de lançamento da plataforma, em 2019, ainda teve três temporadas, mas nunca teve a audiência nem a receção crítica desejada. As coisas podem virar com Chief Of War, co-criada pelo próprio Momoa e por Thomas Paʻa Sibbett, é baseada numa história real, acontecida no Havai durante o século XIX, quando os quatro reinos estavam em guerra e era necessário alguém que os liderasse. Kaʻiana (Momoa) é essa figura que seguimos ao longo da série. Não é Shogun, mas pense nisto como uma espécie de parente próximo dessa série de sucesso. # pode ter aqui um bom drama cheio de ação para o verão. Os dois primeiros episódios, de nove, ficam disponíveis já nesta semana.