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A informação. Jornal das seis com o João Lourenço e começamos com os incêndios em Tábua. Quase 370 operacionais estão a combater as chamas.

Com o primeiro alerta a surgir perto das 15h, isto nas proximidades da Serra da Moita. Para além dos cerca de 370 operacionais, estão também 100 veículos e oito aeronaves. Em direto neste noticiário, está o presidente da Câmara de Tábua, Ricardo Cruz. Senhor presidente, muito obrigado por se juntar a nós nesta emissão. Pedir-lhe um ponto de situação numa altura em que se aproxima o cair da noite, ou seja, os meios aéreos ficam naturalmente inoperacionais durante esse período.

Sim, sem dúvida. Mais uma palavra de admiração e apreço a todo o trabalho que está a ser feito pelos cerca de 360 operacionais de várias áreas e de vários distritos. Desde Aveiro, Coimbra, todos esses distritos têm feito um trabalho exemplar, com bastantes meios. Temos cerca de nove meios aéreos e que nos ajudam e muito a não deixar avançar esta situação que estava a ocorrer, nomeadamente este incêndio. Estamos a contar, segundo informações aqui também pelo comando de comunicações, do posto que aqui está móvel, que até o cair da noite poderá se dar como dominado este incêndio.

Estamos a falar, neste caso, se as chamas, se a linha de fogo, se encontra a ameaçar populações, a ter que obrigar a algum planeamento de tentar retirar algumas pessoas, da freguesia de Moronho.

Não, neste caso já são logo ativados os planos todos de preparação consoante as fases. Quando entram os incêndios no nosso território, no concelho, são ativados vários patamares de segurança e de prevenção, que vai desde a preparação toda a logística, até essa questão também que referiu, caso haja. Houve ali um susto que poderia entrar ali na população, junto a algumas casas, prontamente foram todos ativados os meios, não foi necessário. Estamos agora a trabalhar para que, com os meios aéreos e com os operacionais que estão no terreno, possa se dar como dominado até ao cair da noite, porque facilita e muito esse trabalho e é esse o grande objetivo para que depois, quando ficarmos sem os meios, esteja já resolvido nessa fase.

Estamos a falar, neste caso, numa zona que está a arder perto da Serra da Moita. Estamos a falar de uma zona de que tipo de vegetação, de difícil acesso?

Eu vou lhe ser muito sincero. Isto começa já a tocarmos nos mesmos assuntos e estamos sempre com questões de difícil acesso, com a vegetação e não vamos ao cerne da questão. O cerne da questão é que na semana passada tivemos oito ignições em sítios diferentes e todo ele posto. Este ano já apanhámos um indivíduo com 13 anos, efetivamente com fogo posto. Enquanto não formos ao cerne da questão, que é novamente o fogo posto, costumamos sempre e estamos sempre a falar que é a vegetação, é os difíceis acessos, é os caminhos, etc. Tudo isso dificulta, mas enquanto não tivermos uma medida clara e efetiva de apanhar esta malta e de colocá-la no sítio certo, continuamos constantemente a pôr em risco. Faz dois anos que três bombeiros faleceram na nossa Corporação de Bombeiros de Vila Nova da Videirinha. Neste incêndio, já aqui cinco ficaram também com algumas mazelas e continuamos sempre, constantemente, a empurrar este assunto com a barriga, quando temos que ir ao cerne da questão. Temos que estar mais articulados.

E a falta de eficácia das autoridades, até porque referiu que estas ignições já são bastante comuns. Eu pergunto-lhe, quem é que deve estar mais atento a estes casos? Até porque, por exemplo, ontem, na zona de Arganil, também as autoridades indicavam que existiram três ignições, todas ao mesmo tempo e próximas.

Aqui na zona de Arganil, aqui no distrito de Coimbra foi em Cantanhede, já foi noutro sítio, agora em Tábua. Andamos aqui com isto. As autoridades fazem o seu papel, agora aqui efetivamente também tem que ser repensado alguns sistemas, porque muitas das vezes só em flagrante é que se pode comprovar a questão, desconfia-se, identifica-se, anda-se a monitorizar e anda-se constantemente com estes prejuízos e com estes meios que são aqui incorporados. Estamos a falar de nove meios aéreos, 300 e quase 70 bombeiros que estão aqui no território a pôr em risco as suas vidas, a defender as casas, a defender tudo. Andamos aqui com esta situação que efetivamente tem que parar.

Ricardo Cruz, presidente do município de Tábua, muito obrigado por se ter juntado à Rádio Observador nesta emissão. Um incêndio que está a preocupar as autoridades. É neste momento mesmo a ocorrência que está a mobilizar mais meios em Portugal continental. Vamos continuar a acompanhar esta ocorrência ao longo da tarde e noite informativa aqui na Rádio Observador.

E a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, diz que o secretário-geral do PS tem condições para ser primeiro-ministro.

Luísa Salgueiro cumpre o último mandato na autarquia de Matosinhos, numa altura em que faz também parte da direção nacional do PS pela primeira vez. A dirigente socialista aponta para as sondagens que têm estado mais favoráveis para o líder socialista, para dizer que não é a única a considerar que o líder dos socialistas está apto para governar.

O que temos visto é que os portugueses consideram também, não são só os socialistas que pensam isso. A maioria dos portugueses também considera que o José Luís Carneiro é a pessoa que tem mais condições para ser o futuro primeiro-ministro.

Está a apontar para as sondagens.

São o instrumento que temos para fazer essa avaliação. Não é uma opinião minha, é aquilo que as várias sondagens têm dito.

Mas os dados também não mostram que o PS está assim tão à frente para conseguir, por exemplo, governar.

Não está muito à frente Mas é melhor estar pouco à frente e estar à frente.

A autarca de Matosinhos, em entrevista à Rádio Observador, Luísa Salgueiro admite que à data de hoje seria difícil para o PS criar condições de governabilidade.

Era possível criar condições de governabilidade com os números que temos hoje?

Muito dificilmente. O PS terá sempre que ter um apoio parlamentar para poder ser governo, não temos condições de maioria, portanto, isso dependerá dos resultados eleitorais e da distribuição de mandatos que houver na Assembleia da República. Sendo certo que governar sozinho com um acordo de base parlamentar é sempre possível.

Entrevista de Luísa Salgueiro ao Observador, que já pode ler também em observador.pt, da autoria da jornalista Rita Tavares. A autarca socialista indica ainda que até às últimas autárquicas, que foi presidente da Associação Nacional de Municípios, admite que o modelo de descentralização lançado pelos governos do PS precisa de correções, mas rejeita que tenha sido mal desenhado à partida. Luísa Salgueiro sustenta ainda que as verbas transferidas para educação, ação social e até saúde foram calculadas com base em critérios objetivos, mas acusa o atual executivo de não ter atualizado estes valores nem reativado a comissão criada para acompanhar os custos reais. Luísa Salgueiro fala ainda de uma inércia que acredita sabotar este processo de descentralização.

O presidente do CHEGA apela ao primeiro-ministro para que esclareça de forma rápida e transparente o negócio da compra de ações da REN.

André Ventura diz que quer evitar um novo caso Luís Neves. O presidente do CHEGA já tinha anunciado que o partido iria pedir a presença do ministro das Finanças no Parlamento para explicar esta aquisição de ações de elétrica face às notícias que dão conta que membros do Governo, direta ou indiretamente, terão recebido comissões e detém ações na REN. Já esta tarde, e na ilha da Madeira, André Ventura apelou à transparência do primeiro-ministro.

Para não termos aqui outro caso Luís Neves ou parecido, a transparência é sempre a melhor solução. Se há questões, que não me parece que sejam de reserva da vida privada, quer dizer, se a família ou se a pessoa diretamente tem ações da REN ou não, não me parece ser uma questão de reserva da vida privada, francamente. E no negócio em que o próprio governo decidiu intervir na REN, eu apelava ao primeiro-ministro que esclarecesse isto. Houve ou não comissões pagas no negócio da REN? Há suspeitas de luvas no negócio da REN? É grave, é um sinal de que podemos ter aqui coisas mal explicadas e até, eventualmente, corrupção.

Declarações do líder do CHEGA, André Ventura, registadas pela RTP, defende que os esclarecimentos deveriam ser dados antes do ministro das Finanças ir ao Parlamento, conforme solicitado pelo partido.

No desporto, estamos na contagem decrescente para o clássico. Benfica e Futebol Clube do Porto discutem hoje a liderança do Campeonato Português de Futebol.

Futebol Clube do Porto, 18 pontos, Benfica 16. Quem vencer pode certamente chegar ao primeiro posto ou manter essa liderança. João Pinto, adepto do Sport Lisboa e Benfica, que esteve nesta edição de domingo do "E o Campeão É", considera que nenhum resultado vai definir o resto do campeonato, mas refere que este é o jogo mais difícil para a equipa de Marco Silva.

Aquilo que vejo que é o jogo mais difícil do campeonato que o Benfica pode ter. Felizmente, é jogado numa altura ainda cedo na época, portanto, acho que nesta fase todos os resultados deixam tudo em aberto. Acho que é absolutamente possível ao Benfica ganhar ao Dragão, é absolutamente possível ao Benfica jogar para ganhar no Dragão, tem jogadores para isso, tem plantel para isso, tem treinador para isso.

Já Luís Pinto Coelho, adepto do Futebol Clube do Porto, diz que o menor tempo de preparação do Benfica não vai ter influência nesta partida. Considera, no entanto, que a maior vantagem do Futebol Clube do Porto é jogar na cidade invicta.

O Porto tem a vantagem do jogo em casa, obviamente. O Benfica também vem bastante moralizado. O Porto tem a semana limpa, mas eu acho que a vitória em Milão também faz esquecer o menos tempo de preparação, viagens e tudo isso que tem sempre interferência. Por isso, acho que a única vantagem que o Porto tem, obviamente, além de ser primeiro, dá-lhe algum conforto, é o jogo. Jogar em casa e jogar no Dragão é sempre difícil para qualquer adversário, mas acredito num Benfica bem mais perigoso do que na época passada.

A televisão de Luís Pinto Coelho e João Pinto no "E o Campeão É", desta manhã, antes deste clássico das 20h30. E já a seguir, começa já esse período antevisão esta partida aqui na Rádio Observador, com um antigo jogador de ambos os emblemas e também antigo jogador da seleção portuguesa, falamos de Emílio Peixe.

Recordar Futebol Clube do Porto-Benfica, relato e análise em direto na Rádio Observador, a emissão que começa depois da síntese das 18h30. Mas para já, João, vamos às notícias de âmbito local.

E começamos em Sesimbra. Duas mulheres foram resgatadas este fim de semana enquanto praticavam stand up paddle ao largo da Praia da Ribeira do Cavão. A dupla teve dificuldades no mar devido ao vento forte. A Estação Salva-Vidas de Sesimbra resgatou as duas mulheres e transportou-as em segurança para terra. Em Lisboa, uma pessoa morreu durante a madrugada deste sábado para domingo num tiroteio no bairro da Serafina. Fonte da PSP disse à Agência Lusa que se tratou de um homicídio. As circunstâncias do crime ainda são desconhecidas e o caso está a ser investigado pelas autoridades. Nas Caldas da Rainha, recebe este domingo a quarta edição da prova de ciclismo Prêmio João Almeida. A competição percorre várias zonas da cidade e reúne atletas de vários escalões. A realização da prova vai provocar condicionamentos de trânsito ao longo do dia, como neste caso é previsto, esta prova que é homenagem ao atleta natural desta região do país. Em Arouca, arranca já esta segunda-feira a Feira dos Produtos do Campo e Artesanato. A iniciativa decorre durante todo o dia no Parque Municipal e reúne produtos agrícolas e de artesanato local. O evento é promovido pela autarquia. Na Maia, a Feira Nacional do Cavalo termina este domingo. O evento acontece no Hipódromo Municipal. O programa inclui atividades equestres e iniciativas para toda a família. Em Ourém, a GNR reforça hoje a segurança em Fátima durante a peregrinação da Bênção dos Capacetes. A operação inclui patrulhamento e fiscalização rodoviária nos principais acessos ao santuário. Recordar que esta peregrinação da Bênção dos Capacetes termina este domingo. Estão também previstos condicionamentos no espaço aéreo da zona.

Notícia de fecho do Jornal das Seis.