Nem tudo foi negativo: a primeira meia hora teve qualidade e permitiu a criação de oportunidades além do único golo, pela primeira vez desde a segunda jornada que o Sporting foi para intervalo em vantagem, pela primeira vez neste Campeonato a equipa não sofreu golos em jornadas consecutivas. Mais: Luis Suárez conseguiu marcar pela primeira vez em jornadas consecutivas, chegando ao quinto golo em nove encontros pelos leões (todos na Primeira Liga), e foi decisivo pela segunda vez depois de ter marcado o golo da vitória em Famalicão. A partir daí, e dos três pontos, houve pouco ou nada a retirar. E Rui Borges não gostou.

Quando faltar inspiração, que nunca falte a atitude de Luis (a crónica do Estoril-Sporting)

Na antecâmara da deslocação a Nápoles para a Liga dos Campeões, a que se segue uma receção ao Sp. Braga para o Campeonato, o Sporting venceu no Estoril pela margem mínima e subiu de forma provisória ao topo da classificação com os mesmos 18 pontos do que FC Porto, que entra apenas em campo na segunda-feira em Arouca (ultrapassando também o rival Benfica, com mais um ponto). No entanto, e no final de uma partida com chuva no início e nos últimos minutos, o técnico dos verde e brancos deixou reparos à exibição.

“O jogo valeu-nos pela entrada, 30 minutos muito intensos e competitivos. Chegámos ao golo. O final de primeira parte em que entrámos num facilitismo que não pode acontecer, não só nesses 15 minutos. Acho que o jogo tem de servir de exemplo para o futuro, não podemos ter desculpas de nada. Na segunda, o Estoril não criou grande coisa, é certo mas não fomos o Sporting que costumamos ser. Não criámos ocasiões de golo, tivemos muitos passes falhados. Tudo o que o Estoril tem é por falha nossa. Tem de servir exemplo para o futuro. Fizemos o quanto baste para ganharmos o jogo, sobretudo pelos primeiros 30 minutos, depois tivemos num ritmo muito baixo. Não se sentia a mesma energia mas não pode servir de exemplo”, começou por referir Rui Borges na zona de entrevistas rápidas da SportTV depois do encontro.

“Passes errados dos centrais? Não foram só os centrais… São os dois [Zeno Debast e Gonçalo Inácio] muito capazes na primeira fase de construção e também falharam alguns passes. Tivemos muitos erros no passe, tínhamos de ter mais paciência e a bola tinha de andar muito mais rápido do que andou. O único momento que eles têm é uma grande defesa do Rui [Silva]. Com a entrada do Alisson e do Fotis, ganhámos mais energia, tivemos duas aproximações à baliza deles, mas de resto fomos muito apáticos. A bola tinha de correr mais rápido, tínhamos de desgastar o Estoril”, prosseguiu o treinador, antes de olhar para o futuro.

“Saída de Morita ao intervalo? Sendo o mais honesto possível, foi pela gestão. Estava apenas e só destinado a fazer esse tempo. Optámos por colocá-lo numa fase inicial para retirá-lo depois. Apenas isso. Sequência de jogos? É imperial estarem todos prontos para jogar e dar resposta, que este jogo sirva de exemplo. De todos o que fizemos até agora, foi o que menos me agradou. Que sirva de exemplo e que quarta-feira [com o Nápoles] a equipa dê uma boa resposta”, concluiu Rui Borges na SportTV,  antes de passar quase logo para a conferência de imprensa onde voltou a abordar os mesmos temas mas falou também de um lance entre Maxi Araújo e Bacher no final da primeira parte: “Vi logo no campo, não é penálti nenhum, não há falta”. “Para mim, na minha análise, o Maxi [Araújo] foi o melhor jogador do Sporting que esteve no Estoril”.