39,24 milhões de euros. O FC Porto comunicou esta quarta-feira o resultado líquido consolidado da temporada 2024/25, indicando que estes são os melhores números de sempre da SAD dos dragões, “sendo de notar que este resultado é alcançado numa época em que o clube participou na Liga Europa e não na Liga dos Campeões”, vincando a diferença de encaixe financeiro entre as duas competições.

De recordar que, na temporada passada, o FC Porto tinha tido um prejuízo de 21 milhões de euros. Nas informações comunicadas à CMVM, os dragões explicam que o resultado operacional da SAD foi de 2,44 milhões se excluídas as transferências de jogadores — uma evolução positiva face aos 1,96 milhões de euros do ano anterior. As receitas operacionais foram de 149,54 milhões de euros, uma quebra de 14% face a 2023/24 que é justificada com a tal não participação na Liga dos Campeões, sendo que o FC Porto ainda compensou essa ausência de forma relativa com os 18 milhões de euros que amealhou por ter estado no Mundial de Clubes.

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Destacando as vendas de Evanilson (37 milhões, Bournemouth), Galeno (50 milhões, Al Ahli) e Nico González (60 milhões, Manchester City) ao longo da temporada, comentando os negócios com o facto de terem sido concluídos “por valores muito significativos”, o FC Porto explica que a receita com transferências chegou aos 171,50 milhões de euros, com um balanço positiva de 100,43 milhões de euros se já incluirmos o valor investido pelos dragões.

Por fim, o FC Porto destaca ainda a parceria com a Ithaka, uma sociedade de investimento com sede em Madrid e experiência em investimentos em desporto e infraestruturas na Europa, que “resultou na venda de 30% dos direitos económicos da Porto StadCo por 65 milhões de euros”. No que toca aos custos operacionais, os dragões conseguiram ainda alcançar uma redução de cerca de 29,36 milhões de euros, uma quebra de 17% face à temporada anterior.

Em comunicado, André Villas-Boas comentou o resultado financeiro positivo do FC Porto. “Vivemos um ciclo de crescente profissionalização da gestão, maior exigência regulatória, transformação digital e interações imediatas com uma miríade de partes interessadas (‘stakeholders’). Não perderemos a proximidade com os nossos Sócios e simpatizantes. A singularidade que nos caracteriza — e que é reconhecida por todos — reside na força da vivência coletiva dos valores imutáveis do Clube e na forma como têm sido lidos e interpretados ao longo do nosso percurso, o que nos permite adaptar-nos a novos contextos, mantendo-nos sempre unidos e coesos”, começa por dizer.

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“Foi um período de intensa reestruturação operacional e financeira, que se traduziu no crescimento das receitas comerciais — por via do aumento do número de Sócios, da venda de lugares anuais e da bilhética —, fatores que permitiram atenuar o impacto da não participação na Liga dos Campeões […] A mudança de governação e gestão, com novos rostos, trouxe maior diversidade; apostámos de forma inequívoca no futebol feminino; inovámos nos modelos de organização; abraçámos a transformação tecnológica e digital; e aprofundámos a relação com os nossos adeptos e comunidades, em Portugal e além-fronteiras”, acrescenta.

“O nosso objetivo é consolidar a posição no futebol nacional e europeu e retomar a participação regular na Liga dos Campeões, condição essencial para assegurar a sustentabilidade do Clube. A gestão rigorosa, aliada a uma política de investimento sustentado, permitirá crescer no plano desportivo e nas receitas, investindo de forma continuada na melhoria de processos e sistemas, e afirmando o FC Porto como um Clube Vencedor e uma organização eficiente e liderante”, termina André Villas-Boas, que recorda ainda as perdas de Jorge Nuno Pinto da Costa, Artur Jorge, Jorge Costa, Diogo Jota e André Silva durante a temporada passada.