A digressão mundial do músico inglês Sting passa por Portugal, a 17 de julho do próximo ano, com um concerto único na praia da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, anunciou esta segunda-feira o promotor.

“A novidade é que vamos ter Sting numa praia, na Figueira da Foz, no verão, no dia 17 de julho, num concerto único e exclusivo em Portugal”, disse à agência Lusa Tiago Castelo Branco, diretor-geral da produtora MOT — Memories of Tomorrow.

O espetáculo do cantor, compositor, músico e ator britânico de 74 anos (Gordon Sumner, o seu verdadeiro nome) insere-se na digressão mundial Sting 3.0, atualmente em curso, e decorrerá na Praia do Relógio, no recinto utilizado, uns dias antes, na edição de 2026 do festival de música eletrónica RFM Somnii.

“Surgiu esta oportunidade de fazer um concerto desta dimensão ao pôr-do-sol, na Figueira da Foz, numa praia. E foi isto que, também, espoletou da parte do artista e da sua equipa o interesse em aceitar este desafio”, explicou Tiago Castelo Branco.

Produzido pela MOT em colaboração com a Live Nation, a etapa portuguesa da digressão “Sting 3.0” irá incidir sobre os maiores êxitos de quase 50 anos de carreira do músico britânico, desde os tempos de vocalista e baixista dos The Police, nos finais da década de 1970, até à sua carreira a solo, iniciada na década seguinte e que conta com 16 álbuns de originais editados.

De acordo com a MOT, o multipremiado artista britânico (venceu, entre outros galardões, 17 Grammy, os chamados Óscares da música, em 45 nomeações) apresentar-se-á em Portugal num formato único em trio, acompanhado pelo guitarrista de longa data Dominic Miller e pelo baterista Chris Maas, “oferecendo uma interpretação intimista e intensa dos clássicos da sua carreira”.

Sting, que nasceu em 2 de outubro de 1951, em Wallsend, cidade nos arredores de Newcastle, esteve em Portugal por sete vezes — a primeira em 1993, no antigo estádio José de Alvalade e a última em 2017, no festival Marés Vivas, em Vila Nova de Gaia.

“A grande mais valia é conseguirmos, nove anos depois, que Sting volte a Portugal e tenha a oportunidade de proporcionar aos portugueses um espetáculo que sempre foi grande. Estamos a falar de um dos maiores artistas do género no mundo, com uma carreira incontornável”, frisou o diretor da MOT, lembrando que os concertos em Portugal marcaram uma geração.

Os bilhetes para o concerto de Sting na Figueira da Foz estarão à venda, para o público em geral, na sexta-feira, a partir das 10h, em stingportugal.pt, com preços de 60 euros o bilhete normal e 120 euros a entrada vip.

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A praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano da Europa, poderia mimetizar, ao pôr-do-sol, o tema Fields of Gold (de 1993, do álbum Ten Summoner’s Tales, que inclui ainda canções como If I Ever Lose My Faith in You, Seven Days ou It’s Probably Me, um dueto com Eric Clapton)

Já o mar da costa atlântica, junto ao qual fica o recinto do concerto — com o palco instalado no molhe norte do porto comercial, virado para a praia e para o por do sol — seria perfeito para receber uma mensagem numa garrafa (Message in a Bottle, no original, em inglês), tema do tempo dos The Police, como vários outros, de “Roxanne” a “Every Breathe You Take”, passando por “Can’t Stand Losing You”, “Walking on the Moon” ou “Don’t Stand So Close to Me”.

E, entre outras dezenas de músicas possíveis de serem incluídos no alinhamento do concerto da praia da Figueira da Foz, no litoral Centro do país, contam-se If You Love Somebody Set Them Free, Russians ou Love is the Seventh Wave (do álbum de estreia a solo The Dream of the Blue Turtles, de 1985).

Outros destacados temas da carreira de Sting incluem Fragile e Englishman in New York (de …Nothing Like the Sun, disco de 1987),  All This Time (The Soul Cages, 1991) ou Desert Rose (com a participação do cantor e compositor argelino Cheb Mami, incluída no álbum Brand New Day, 1999).

E, entre várias participações especiais em trabalhos de outros artistas, Sting interpretou, em conjunto com Rod Stewart e Bryan Adams, o tema All For Love, do filme Os Três Mosqueteiros, de 1993.

No ano seguinte, gravou How Insensitive, versão inglesa de Insensatez, o tema composto por Tom Jobim em 1961 com letra de Vinicius de Moraes.

A versão de Sting seria incluída em António Brasileiro, o último álbum de Tom Jobim, lançado três dias depois da sua morte, em 11 de dezembro de 1994.