A Art Basel Qatar vai realizar-se de 5 a 7 de fevereiro de 2026, em Doha, reunindo 87 galerias de 31 países, entre elas a Cristina Guerra Contemporary Art, de Lisboa, com obras da artista Ângela Ferreira.

A nova feira internacional do grupo Art Basel — com eventos em Basel, Miami Beach, Hong Kong e Paris —  vai estrear-se no Médio Oriente, onde estará também uma galeria do Brasil, a Mendes Wood DM, de São Paulo, com obras de Solange Pessoa.

A Art Basel Qatar —  sob o tema Becoming — realizar-se-á no M7 Creative Hub e no Doha Design District, no centro cultural de Msheireb, com direção artística do curador Wael Shawky, e visa reforçar a expansão global do grupo Art Basel, segundo a informação online da feira de arte.

Nascida em 1958, em Maputo, na então colónia portuguesa de Moçambique, Ângela Ferreira estudou Escultura na Michaelis School of Fine Arts da Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul, obtendo posteriormente o grau de mestre e doutoramento em Lisboa.

A artista representou Portugal na 52.ª Bienal de Veneza, em 2007, onde investigou a adaptação do modernismo europeu às realidades africanas.

Ângela Ferreira vive e trabalha atualmente em Lisboa, onde também ensina na Faculdade de Belas Artes, e o seu trabalho artístico debruça-se sobre os impactos do colonialismo e pós-colonialismo na sociedade contemporânea, explorando questões relacionadas com a memória, arquitetura e história, com uma abordagem crítica e profunda através de obras em escultura, vídeo, instalação e som.

A artista Solange Pessoa, nascida em São Paulo, em 1961, é uma das figuras reconhecidas da arte contemporânea brasileira, que desenvolve uma obra em trânsito entre a escultura, instalação e vídeo, frequentemente desenhando sobre experiências pessoais e sociais.

A prática da artista brasileira manifesta uma consciência crítica em torno da corporeidade, memória e da construção de identidades através de processos artísticos que cruzam diferentes linguagens e materiais para discutir questões culturais relevantes no Brasil e na América Latina.

No evento está prevista uma forte presença de artistas e galerias da região do Médio Oriente, Norte de África e Sul da Ásia, e uma das novidades é o afastamento do modelo tradicional de expositores, através de exposições individuais de cada galeria.

O tema Becoming da Art Basel Qatar reflete sobre “a transformação humana e os sistemas que moldam a vida, conectando tradições orais com a cultura digital e as rotas comerciais reinventadas”, indica o sítio online.

Através do certame dedicado à arte contemporâna, o Qatar pretende afirmar-se como polo cultural global, inserido num movimento estratégico que inclui a criação de grandes museus, como o Art Mill e o Lusail, reforçando a infraestrutura cultural e a atratividade internacional da região.

Além de promover artistas e mercados emergentes, a feira pretende criar uma plataforma de diálogo entre o Médio Oriente, a Ásia e o Ocidente, aproximando colecionadores globais de novas geografias artísticas e incentivando o intercâmbio cultural.