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  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o rescaldo das eleições autárquicas ao longo do dia de ontem, segunda-feira.

    PS aprova “abstenção exigente” no Orçamento do Estado

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • Pedro Nuno Santos avisa que "não houve nenhuma retração do Chega" nestas autárquicas e aponta para "erro" de Ventura

    O antigo secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, publicou esta noite uma nota, na sua conta pessoal do Instagram.

    O antigo líder do PS avisou que não houve “nenhuma retratação do Chega”, pedindo que não se enfie a “cabeça debaixo da areia”. “Pode acalmar-nos o espírito acreditarmos que o Chega teve um revés eleitoral e que foi o grande derrotado da noite, mas não é verdade”, afirmou Pedro Nuno Santos.

    Para o ex-líder socialista, não se deve comparar os resultados das eleições autárquicas com as legislativas: “É comparar alhos com bugalhos”. “São duas eleições de natureza distinta, em que os temas em jogo são muito diferentes”, justificou.

    Se se comparasse diretamente legislativas com autárquicas, Pedro Nuno Santos salientou que o “grande vencedor da noite teria sido o PCP, porque teria conseguido duplicar a votação de maio para outubro”. “Em maio teve 3% dos votos (183 741) e ontem teve quase 6% (316 271 votos)”, expôs o socialista, acrescentando que essa declaração seria “ridícula”. “O PCP, tal como a restante esquerda, está em retração e teve perdas consideráveis”, considerou.

    O ex-secretário-geral do PS opina que André Ventura “cometeu um erro” ao definir como objetivo do Chega conquistar um “número elevado de autarquias”: “Só o fez porque conhece mal a realidade do poder local”.

    “Um partido não se faz no plano autárquico ao mesmo ritmo que se faz a nível nacional”, prosseguiu Pedro Nuno Santos, que deu o exemplo da Frente Nacional em França: “Atingiu resultados muito expressivos nas eleições mais importantes do país — as presidenciais — antes de se afirmar como força política ao nível local”.

    Ainda assim, Pedro Nuno Santos destacou que o Chega, mesmo sem “qualquer implantação relevante no poder”, passou de 19 vereadores em 2021 para 137 quatro anos depois. Além disso, o partido de André Ventura “consolidou a sua posição na maior área metropolitana do país — Lisboa — e no distrito de Setúbal”.

    Na mensagem, Pedro Nuno Santos expressou ainda a “gratidão a todos os candidatos”, em particular aos socialistas. “Um agradecimento especial aos que aceitaram o convite para disputar eleições difíceis em várias capitais de distrito”, salientou.

  • Cidadãos por Lisboa temem uma ”Lisboa ultraliberal” e pedem oposição forte

    O movimento Cidadãos por Lisboa (CPL) manifestou hoje “grande preocupação” com o resultado das eleições autárquicas na capital, alertando para o risco de uma “Lisboa ultraliberal” e defendendo uma oposição de esquerda “forte e articulada” no executivo municipal.

    “A esquerda foi derrotada, Lisboa será uma cidade ultraliberal nos próximos anos – turismo e espetáculo – onde algumas células de cidadania tentarão resistir. Neste cenário, todas as forças serão poucas para o acompanhamento e monitorização cidadã do trabalho da Câmara Municipal e das juntas de freguesia”, refere o CPL, em comunicado.

    Nas eleições de domingo, de acordo com os resultados provisórios, a candidatura “Por ti, Lisboa” – PSD/CDS-PP/IL assegurou a reeleição de Carlos Moedas como presidente da Câmara Municipal, com um total de 110.586 votos (41,69%).

    Comparando com 2021, nomeadamente os 83.163 votos conseguidos pela coligação “Novos Tempos” – PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança e os 10.238 votos arrecadados pela IL, num total de 93.401 votos, os resultados de domingo representam um acréscimo de 17.185 votos.

    Já a candidatura Viver Lisboa” – PS/Livre/BE/PAN, liderada pela socialista Alexandra Leitão, obteve 90.068 votos (33,95%) na eleição de domingo para a Câmara Municipal.

    Em 2021, estas quatro forças políticas de esquerda conseguiram um total de 102.548 votos, com a coligação PS/Livre a obter 80.869 votos, o BE a arrecadar 15.054 votos e o PAN a somar 6.625 votos.

    “À continuidade da política excludente e neoliberal do PSD e CDS, soma-se o perigo de agravamento do fosso social e degradação da vida da cidade, com a influência da Iniciativa Liberal e do Chega. É fundamental que as forças de esquerda, agora eleitas no executivo da Câmara Municipal de Lisboa, se articulem e exerçam o seu mandato com a responsabilidade de uma verdadeira oposição a Carlos Moedas”, defende o movimento liderado por Paula Marques (vereadora na capital, eleita pela coligação PS/Livre no mandato 2021-2025)

  • Alternância política funcionou em Sintra e ditou afastamento da CDU

    A alternância ainda funcionou em Sintra, com a eleição de Marco Almeida, da coligação PSD/IL/PAN, a suceder a 12 anos de maioria socialista, mas a alteração do quadro político ditou que a CDU fique pela primeira vez sem vereador.

    Segundo o apuramento provisório da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a candidatura Sempre com os Sintrenses, que juntou PSD/IL/PAN obteve nas eleições de domingo para a câmara municipal 55.052 votos (33,86%), quando em 2021, o candidato Marco Almeida, pelo PSD/CDS-PP/MPT/PDR/PPM/RIR se ficou por 35.702 votos (27,53%), elegendo também quatro vereadores.

    O antigo vice-presidente da autarquia, naquela que foi a terceira candidatura à câmara do distrito de Lisboa, com uma primeira como independente, contra o PSD, conseguiu agora mais 19.350 votos, em comparação com o anterior sufrágio, quando perdeu para Basílio Horta (PS).

    Além de Marco Almeida, foram eleitos também Andreia Bernardo, Eunice Baeta e Francisco Duarte, numa lista para a câmara que teve mais 3.551 votos do que a candidatura de Ana Mendes Godinho, da coligação PS/Livre, com apoio do Volt Portugal.

    A antiga ministra socialista teve 51.501 votos (31,67%), mais 5.777 votos do que os socialistas obtiveram sozinhos em 2021, com 45.724 votos (35,25%), mantendo quatro eleitos no executivo, seguindo-se-lhe na lista Bruno Parreira, atual vice-presidente, Filomena Pereira e Eduardo Quinta Nova.

    Em terceiro lugar manteve-se o Chega, com 38.020 votos (23,38%), quando antes se ficou pelos 11.786 votos (9,09%), aumentando de um vereador (que entretanto passou a independente) para três eleitos, mas ainda assim com uma votação muito abaixo do que apontavam as sondagens divulgadas antes do período de campanha eleitoral e dos resultados nas recentes legislativas, em que foi o mais votado no município.

    O partido de direita radical populista elegeu a também deputada Rita Matias, a deputada municipal Anabela Guiomar Macedo e o consultor Ricardo Aragão Pinto.

    Mas, a maior derrota da noite foi para a CDU (coligação PCP/PEV), que apenas obteve 7.537 votos (4,64%), muito abaixo dos 11.701 votos (9,02%) no sufrágio anterior, impedindo a reeleição do vereador Pedro Ventura.

  • Grupo de cidadãos ganha Santa Cruz das Flores por oito votos

    A eleição mais renhida nas autárquicas de domingo foi em Santa Cruz das Flores, nos Açores, onde o Movimento de Cidadãos pelo Concelho (MCC) venceu por apenas oito votos a candidatura do PSD.

    Já a vitória com maior margem em número de votos foi em Oeiras, Lisboa, onde a candidatura independente de Isaltino Morais, com o apoio do PSD, teve mais 42.786 votos do que a candidatura do PS.

    Segundo uma análise aos resultados feita pela agência Lusa, na lista das eleições mais disputadas está o concelho de Santa Cruz, onde o MCC teve 392 votos e o PSD 385.

    Também nos Açores, na ilha mais pequena, Corvo, a diferença entre o PS, vencedor das eleições, e a candidatura de Paulo Margato foi de 16 votos.

    Em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, a diferença foi de 30 votos entre a coligação PSD/CDS/PPM e o PS, enquanto em Vila do Bispo, Faro, apenas 44 cruzes nos boletins separaram sociais-democratas e socialistas.

    Já em Moura, distrito de Beja, a diferença entre o PS e a CDU foi de 53 votos.

    No polo oposto, as maiores diferenças entre o primeiro e o segundo classificado, em número de votos, foram em Oeiras, entre a candidatura de Isaltino Morais e o PS, com uma diferença de 42.786.

    Em Barcelos, Braga, 23.846 votos separaram a candidatura do PSD e do CDS e o PS, enquanto em Leiria a diferença entre o PS e o PSD foi de 22.106 votos.

    Em Loures, o PS ganhou a câmara ao Chega por 21.152 votos e em Lisboa a diferença entre as coligações lideradas por Carlos Moedas (PSD/CDS/IL) e Alexandra Leitão (PS/L/BE/PAN) foi de 20.518).

  • Treze ex-presidentes de Câmaras conseguiram voltar a ser eleitos no domingo

    Pelo menos 13 antigos presidentes de Câmaras Municipais conseguiram ser eleitos no domingo, enquanto mais de duas dezenas de outros autarcas que já presidiram a municípios foram candidatos derrotados nestas eleições autárquicas.

    Os destaques dos vitoriosos mais experientes são Maria das Dores Meira, em Setúbal, Luís Filipe Menezes, em Vila Nova de Gaia, António Miguel Pina, em Faro, e João Azevedo, em Viseu.

    Maria das Dores Meira venceu de novo a Câmara de Setúbal pelo movimento SET-V – Setúbal de Volta (que teve o apoio do PSD), retirando à CDU (PCP/PEV) a autarquia onde ela própria foi presidente pelos comunistas entre 2006 e 2021.

    Em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto), foi o histórico do PSD Luís Filipe Menezes quem venceu: já tinha ganhado nesta autarquia por quatro vezes (1997 — 2009), sempre com maioria absoluta, e roubou o município gaiense ao PS, afetado pela condenação a perda de mandato do presidente eleito, Eduardo Vítor Rodrigues.

    No distrito de Faro, o socialista António Miguel Pina cumpriu três mandatos à frente da Câmara de Olhão e foi conquistar para o PS a Câmara que era dirigida pelo social-democrata Rogério Bacalhau, impedido de se recandidatar.

    Em Viseu, João Azevedo, autarca socialista eleito três vezes em Mangualde, tentou a capital de distrito em 2021, mas perdeu para o histórico autarca viseense (entre 1989 e 2013 e agora entre 2021 e 2025) Fernando Ruas. À segunda tentativa, conseguiu agora bater o social-democrata, conquistando para o PS uma Câmara tradicionalmente laranja.

  • Rui Dias (PSD/CDS) espera ter condições para governar Câmara de Ílhavo

    Rui Dias, eleito presidente da Câmara de Ílhavo nas eleições de domingo pela coligação PSD/CDS-PP, disse hoje esperar ter “as mesmas condições” para governar o executivo municipal que o seu antecessor.

    Rui Dias dá como referência os quatro anos em que o movimento Unir para Fazer dirigiu a autarquia sem maioria absoluta, em que “teve condições semelhantes para governar”.

    “Não tem que haver necessariamente mais vereadores, porque basta-nos fazer um entendimento com quem tem menos vereadores para construirmos uma maioria absoluta”, disse.

    O novo presidente da Câmara referia-se às condições de governabilidade de que o seu antecessor, João Campolargo, do movimento de cidadãos Unir para Fazer, que perdeu as eleições para a Câmara, beneficiou, reclamando agora reciprocidade.

    A coligação PSD/CDS ganhou as eleições no município de Ílhavo, mas sem maioria absoluta, obtendo para a Câmara 6.580 votos (35,74%), encanto o movimento Unir para Fazer foi o segundo mais votado, obtendo 6.405 votos (34,79%) e o PS foi a terceira força mais votada, com 2.458 votos (13,35%).

    No executivo municipal, a coligação PSD/CDS liderada por Rui Dias elegeu três mandatos, os mesmos do Unir para Fazer, enquanto o PS mantém um eleito.

  • PCP/Porto considera elemento negativo redução da expressão eleitoral no distrito

    A Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP classificou hoje como elemento negativo a redução da expressão eleitoral da CDU e do número de eleitos no distrito nas eleições de domingo, particularmente a não manutenção de vereadores.

    Em comunicado, os comunistas relevam, ainda assim, o continuarem a ter representação nas assembleias municipais dos seis concelhos do Grande Porto (Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo e Vila Nova de Gaia), além de 26 eleitos em freguesias de Felgueiras, Paços de Ferreira, Paredes ou Penafiel, e também em Macieira da Maia, Vila Chã e Vilar e Mosteiró, no concelho de Vila do Conde, onde antes não tinham representação.

    “É com estes mandatos, com esta força institucional e com muita militância, coragem e determinação que o povo do distrito do Porto pode contar com o PCP e a CDU para a intervenção por soluções para uma vida melhor”, prossegue a nota de imprensa.

    Neste contexto, o PCP garante que irá “honrar todos e cada um dos compromissos, com a entrega e a disponibilidade que o caracteriza, para lutar pela região e por um país que não encontra respostas na proposta de Orçamento do Estado do Governo PSD/CDS-PP, que é feito à medida dos interesses dos grupos económicos”.

  • Pedro Costa (PS). "João Ferreira incomparavelmente melhor"

    Pedro Costa fala sobre as missões que o PS de Alexandra Leitão deixou por cumprir para destronar o “pior presidente” que a cidade de Lisboa conheceu. “Coordenação” é o mote para o futuro. Ouça aqui o novo episódio do Explicador da Rádio Observador.

    Pedro Costa (PS). “João Ferreira incomparavelmente melhor”

  • Chega em Sintra? "Não ficou tão aquém como se esperava"

    Rita Matias desvaloriza a derrota em Sintra, onde Chega ficou atrás de PSD e PS. Acredita que o “termo de comparação tem que ser autárquico” e quanto ao país? Está “pintado de ingovernabilidade”. Ouça aqui o novo episódio do Explicador da Rádio Observador.

    Chega em Sintra? “Não ficou tão aquém como se esperava”

  • Núcleo duro da direção do PSD reúne-se dois dias depois de vitória eleitoral

    O núcleo duro da direção do PSD, a comissão permanente, vai reunir-se na terça-feira de manhã, dois dias depois da vitória eleitoral nas eleições autárquicas de domingo.

    De acordo com uma nota à imprensa, a Comissão Permanente Nacional reúne-se a partir das 10:30 num hotel em Lisboa, prevendo-se que Leonor Beleza, primeira vice-presidente do partido, faça declarações à imprensa no final.

    Este órgão integra o presidente do PSD e também primeiro-ministro, Luís Montenegro, os seis ‘vices’ do partido, o secretário-geral e líder parlamentar Hugo Soares e, como convidado, o coordenador nacional autárquico Pedro Alves.

    Apesar de não ter sido indicado qualquer tema para a convocatória à imprensa, a reunião acontece dois dias depois das autárquicas de domingo que o PSD venceu.

    Sozinho e em coligações, os sociais-democratas têm o maior número presidentes de câmara eleitos, 136, de acordo com os resultados provisórios do Ministério da Administração Interna, sendo que em 109 concelhos governarão com maioria absoluta.

    Destes, 78 foram eleitos em listas apenas do PSD e 58 em coligações (44 em listas AD, apenas com o CDS-PP, quatro com CDS-PP e IL e outras dez com alianças variáveis).

    No total, o PSD conseguiu perto de 1,9 milhões de votos e 34,31% do total.

    Além destes 136 concelhos, os sociais-democratas apoiaram ainda seis movimentos independentes que venceram, entre os quais Isaltino Morais em Oeiras e Maria das Dores Meira em Setúbal.

  • Coligação PSD/CDS-PP perde maioria absoluta em Cascais e independente ultrapassa Chega

    A coligação PSD/CDS-PP perdeu, após seis mandatos seguidos, a maioria absoluta em Cascais nas eleições autárquicas de domingo, recebendo menos votos em relação a 2021, tal como o PS, enquanto o independente José Maria Jonet ultrapassou o Chega.

    Segundo os resultados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, a candidatura Viva Cascais (PSD/CDS-PP), liderada por Nuno Piteira Lopes, conseguiu para a câmara municipal 30.258 votos (33,84%), com cinco eleitos, enquanto no anterior sufrágio Carlos Carreiras teve 41.962 votos (52,55%), e sete mandatos.

    O atual vice-presidente da autarquia sucede ao presidente, que não se pôde recandidatar por ter atingido o limite de mandatos, mas sem a maioria absoluta alcançada nas anteriores seis eleições, desde 2001, num ciclo iniciado por António Capucho e prosseguido por Carreiras.

    Além de Piteira Lopes, foram eleitos pela Viva Cascais para a câmara Luís Capão, Ana Coimbra, António Morais Soares e Frederico Nunes, o atual presidente da Assembleia Municipal, Pedro Mota Soares (CDS-PP) foi reeleito, e a coligação venceu em todas as freguesias do concelho.

    No terceiro lugar ficou o independente João Maria Jonet, que se desfiliou do PSD, e conseguiu 13.203 votos (14,77%), com dois eleitos, o próprio e António Castro Henriques, ficando à frente do Chega, com 12.954 votos (14,49%), apesar de ter duplicado a votação anterior de 5.927 votos (7,42%).

  • Luís Filipe Menezes. "Não tenho preferência, mas vou dialogar com todos"

    Luís Filipe Menezes volta a Gaia, depois de mais de uma década afastado. No regresso, não exclui entendimentos, nem com o PS, com quem empatou em número de vereadores, nem mesmo com o Chega. Ouça aqui o novo episódio do Explicador da Rádio Observador.

    Luís Filipe Menezes. “Não tenho preferência, mas vou dialogar com todos”

  • Partidos derrotados em Faro dividem-se entre a desilusão e a esperança

    Os candidatos da CDU e do BE mostraram-se hoje desiludidos com os resultados de domingo em Faro, mas o Livre e o Volt, que pela primeira vez se apresentaram a eleições, consideraram haver espaço para novas vozes.

    O PS venceu as eleições autárquicas em Faro com 39,48% e quatro mandatos, reconquistando a Câmara que há 16 anos era governada pelo PSD, cuja coligação PSD/IL/CDS-PP/PAN/MPT foi a segunda força mais votada, com 31,64% e três mandatos, sendo a terceira o Chega, com 17,26% dos votos e dois mandatos.

    Em quarto lugar, com 3,70% dos votos, ficou a CDU (coligação PCP/PEV), cujo cabeça de lista às eleições, Duarte Baltazar, confessou à Lusa que os resultados eleitorais “ficaram aquém das expectativas” de conquistar, pelo menos, um mandato.

    “Confesso que tinha a expectativa de conseguir um resultado um pouco melhor atendendo à última sondagem, mas penso que o apelo ao voto útil veio baralhar um pouco as nossas contas”, apontou, realçando que o resultado “representa a vontade das pessoas.

    Apesar de não ter conseguido representação no executivo municipal, a CDU elegeu um deputado municipal, embora tenha reduzido de dois para um o número de mandatos na Assembleia Municipal relativamente às eleições de 2021.

    O Livre, que pela primeira vez se apresentou a eleições aos vários órgãos autárquicos em Faro, ficou em quinto lugar nas eleições, com 1,98% dos votos, tendo conseguido eleger um deputado para a Assembleia Municipal.

    Em declarações à Lusa, a cabeça de lista Adriana Marques Silva disse estar contente com os resultados, na sequência de uma campanha “feita com autenticidade e proximidade”, tendo o voto dos farenses mostrado que “há espaço para novas vozes em Faro”, considerou.

  • Rui Rocha (IL) rejeita acordos e será vereador da oposição em Braga

    O candidato da Iniciativa Liberal (IL) à presidência da Câmara de Braga, Rui Rocha, assumiu hoje que será vereador da oposição ao executivo da Coligação Juntos por Braga (PSD/CDS-PP/PPM), que levou “um cartão laranja” dos bracarenses.

    “Há um sinal claro, global nestas eleições: os bracarenses dizem que querem mudança, há um cartão cor de laranja à maioria do Juntos por Braga. Há uma grande parte dos bracarenses que disseram que queriam mudança e que não se reviam na gestão do Juntos por Braga, embora Juntos por Braga tenha vencido, mas é claramente minoritário nesta eleição”, disse o antigo líder da IL, em declarações à agência Lusa, numa reação aos resultados das eleições autárquicas de domingo.

    Rui Rocha recorda que “sempre” foi “muito transparente com os bracarenses”, lembrando o compromisso por si assumido: ou a vitória nas autárquicas, ou vereador da oposição, rejeitando a possibilidade de futuros acordos para a formação de um executivo maioritário.

    “Seremos oposição, faremos um escrutínio rigoroso da ação do executivo, seremos responsáveis, viabilizaremos aquilo que nos pareça razoável em função dos interesses dos bracarenses, mas assumimos a nossa posição de oposição, rigorosa, exigente e com escrutínio permanente da ação do executivo. Serei vereador da oposição”, referiu o candidato da IL.

  • Partidos que não elegeram culpam bipolarização pelos resultados à Câmara do Porto

    Os cabeças de lista de partidos e coligações que se candidataram à Câmara do Porto e não elegeram membros para os órgãos autárquicos consideraram hoje que a bipolarização e o voto útil condicionaram os resultados obtidos.

    “Naturalmente que o balanço não me satisfaz, mas era previsível atendendo à forma como, de facto, o sistema democrático está a funcionar”, disse à Lusa o cabeça de lista do Porto Primeiro (coligação NC/PPM) à Câmara do Porto, Nuno Cardoso, que até ficou à frente do BE, com 2.190 votos (1,90%), mais do que tinha conseguido como independente em 2013 (1.255 votos, 1,08%).

    Considerando que a sua lista fez “uma candidatura de alto nível, do nível que o Porto merece” e que falou “de coisas que mais ninguém falou”, Nuno Cardoso lamentou que tudo seja “abafado pela espuma do tempo e dos dias em que só se fala de politiquice” que “o povo já não suporta”.

    Questionado sobre se a bipolarização teve um papel nos resultados, Nuno Cardoso concordou e considerou que “as pessoas fazem mal” em ir pelo “voto útil” ou na escolha do “mal menor”, pondo agora fim às suas ambições políticas, após ter sido presidente da Câmara na viragem do século e ter concorrido ao cargo em duas candidaturas.

    “Está resolvido. E acho que está resolvido para sempre. Porque, efetivamente, o tempo passa. São 63 anos que tenho. Nunca quis ser um político profissional”, frisou, apesar de se ter disponibilizado, nas eleições deste ano, a “dar quatro anos” da sua vida para a cidade.

  • Marques Mendes diz que PSD venceu eleições e assinala que cada eleição é diferente

    O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou hoje que o PSD venceu as autárquicas de domingo e, notando que cada eleição é diferente, defendeu que os resultados das presidenciais devem ser aguardados “com humildade”.

    Em declarações aos jornalistas antes de visitar a Cooperativa de Educação, Reabilitação e Capacitação para a Inclusão em Cascais (Cercica), o antigo líder do PSD assinalou que o critério para decidir o partido vencedor das eleições autárquicas está definido há muito tempo.

    “Há muitos anos que ganha eleições autárquicas quem tem o maior número de câmaras e, com isso, a presidência da Associação Nacional de Municípios. Desde 2013 até hoje foi o PS o vencedor, a partir de ontem o vencedor é o PSD, [porque] teve mais câmaras e vai ter a presidência da Associação Nacional de Municípios”, afirmou.

    Luís Marques Mendes considerou também que as eleições autárquicas de domingo mostraram que “cada eleição é uma eleição, diferente da anterior e diferente da próxima”.

    “Acho que isso é o que enriquece a democracia, são sempre eleições muito diferentes, as autárquicas são diferentes das legislativas, das presidenciais, das europeias, de tudo o resto, e essa é uma das riquezas da democracia, por isso é que nós devemos sempre aguardar com humildade os resultados de cada eleição, porque o voto dos portugueses uma vez é de uma forma, outra vez é de outra”, sustentou.

    Questionado sobre o resultado do Chega, o candidato considerou que “não existe uma única dúvida” relativamente a “quem perdeu e ficou muito aquém das expectativas”.

  • Filipe Aguiar (Chega) considera “estrondosamente positivo” resultado em Braga

    O candidato do Chega à presidência da Câmara de Braga nas autárquicas de domingo, Filipe Aguiar, eleito vereador, classificou de “estrondosamente positivo” o resultado do partido, apesar de pessoalmente admitir que queria mais.

    “O resultado é estrondosamente positivo, mas, pessoalmente, queria mais. Temos de assumir os resultados que os bracarenses quiseram e vamos continuar a lutar por Braga e pelos bracarenses”, afirmou Filipe Aguiar, em declarações à agência Lusa, numa reação aos resultados eleitorais.

    Segundo o candidato, o Chega em Braga teve nestas eleições autárquicas “duas vezes mais votos” do que há quatro anos, uma “subida exponencial” que se reflete no crescimento em número de representantes nas assembleias de freguesia, nas quais o partido, que não tinha nenhum eleito, obteve 18 mandatos, segundo Filipe Aguiar.

  • Liberais ultrapassam objetivo de triplicar número de eleitos locais

    A Iniciativa Liberal ultrapassou os objetivos estabelecidos para as eleições autárquicas de triplicar o número de eleitos, com um total de 277 mandatos, anunciou hoje o partido.

    Num balanço dos resultados das eleições autárquicas de domingo e contabilizando os mandatos das candidaturas isoladas e das coligações, a IL obteve nove vereadores, 90 deputados municipais (dos quais, um presidente da Assembleia Municipal, em Santa Comba Dão) e 178 representantes nas Assembleias de freguesia (três presidentes de junta).

    A IL elegeu vereadores em listas próprias em Braga (1) e Castelo Branco (1) e em coligação em Lisboa (2), Porto (2), Coimbra (1) Sintra (1) e Gaia (1) e elegeu os presidentes das juntas de freguesia de Vila Nova (Miranda do Corvo), de Leomil, Mido, Senouras, Aldeia Nova (Almeida) e Campolide (Lisboa).

    “A IL tem membros eleitos em todos os distritos e regiões autónomas, exceto em Évora”, e em Bragança e Castelo Branco foi a terceira força mais votada, refere fonte do partido.

    “Ultrapassou-se o objetivo de triplicar o número de autarcas eleitos”, cumprido a meta estabelecida pela líder, Mariana Leitão, que assumiu a presidência da IL após as eleições legislativas.

  • PS tem mais câmaras, mais mandatos e mais votos nas áreas metropolitanas

    O PS obteve nas eleições autárquicas de domingo mais câmaras, mais mandatos e mais quase 90 mil votos do que o PSD nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

    Os socialistas venceram oito das 18 câmaras da Área Metropolitana de Lisboa (AML, que inclui concelhos dos distritos de Lisboa e Setúbal), com maioria absoluta em Alcochete, Barreiro e Loures e maioria relativa em Almada, Amadora, Moita, Odivelas e Vila Franca de Xira.

    Na Área Metropolitana do Porto (AMP, que inclui seis concelhos do distrito de Aveiro e 11 do distrito do Porto), o cenário é de empate: PS e PSD ganharam em oito municípios cada e o CDS-PP venceu em Vale de Cambra.

    O PS obteve maioria absoluta em Gondomar, Matosinhos, Paredes, Santo Tirso e Vila do Conde e ganhou também em Valongo.

    Os socialistas venceram com maioria absoluta em Arouca e Oliveira de Azeméis.

    O diferencial de votos entre PS e PSD nas duas áreas metropolitanas foi de 88.480, com maior distância na AML (72.008, correspondendo a 81,3%) do que na AMP (16.472).

    Feitas as contas, sozinhos ou coligados, o PS obteve 133 mandatos nas duas áreas metropolitanas e o PSD 108, sendo a diferença de novo maior na AML (23) e muito próxima na AMP (dois).

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