Depois de meses de competição, distribuída por 21 países de todo o mundo, a edição de 2025 do KPMG Global Tech Innovator termina com o anúncio do grande vencedor: a japonesa Rhinoflux.
Num pitch de três minutos, apresentado durante a Web Summit, o fundador e CEO da empresa, Atsushi Alex Mazawa, deu a conhecer o ciclo hidroquímico, um processo inovador que possibilita a criação de centrais de bioenergia compactas e descentralizadas, capazes de gerar energia limpa e, ao mesmo tempo, capturar CO2 com 99,9% de pureza.
Fundada em 2024, em Quioto, a Rhinoflux desenvolve sistemas escaláveis e modulares de captura de carbono e bioenergia, que podem ser instalados junto de fontes de biomassa para transformar resíduos orgânicos em eletricidade verde com emissões negativas. O modelo da empresa tem como objetivo tornar a remoção de carbono da atmosfera mais prática e rentável, contribuindo para os esforços de descarbonização.
O prémio foi entregue à Rhinoflux por Conor Moore, líder global de Private Enterprise da KPMG. Em segundo lugar ficou a Akara Robotics, da Irlanda, e o terceiro classificado foi a StepOut SportTech, da Índia. A Selection Lab, da Holanda, venceu o Prémio Escolha do Público.
A start-up portuguesa Ethiack, que oferece uma plataforma de cibersegurança ofensiva alimentada por IA que testa continuamente sistemas digitais com agentes autónomos e hackers éticos, simulando ataques reais para identificar e corrigir vulnerabilidades críticas, e que representou Portugal na final global, não conseguiu um lugar no pódio.
As pré-inscrições para a edição de 2026 do KPMG Global Tech Innovator in Portugal já estão abertas.