Esta sexta-feira começou com uma reunião de emergência na Cidade do Futebol, em Oeiras, onde o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) recebeu André Villas-Boas, António Salvador, Frederico Varandas e Rui Costa, presidentes, respetivamente, de FC Porto, Sp. Braga, Sporting e Benfica. Ao mesmo tempo que a reunião acontecia, a Liga Portugal anunciou que, no próximo dia 4 de dezembro, os presidentes dos clubes vão reunir-se em cimeira, no Porto, na sede do organismo que tutela o futebol profissional.
“A 16.ª Cimeira de Presidentes da Liga Portugal vai realizar-se no próximo dia 4 de dezembro, no auditório do edifício-sede do organismo, no Porto, a partir das 10 horas. A reunião magna terá em agenda três temas fundamentais para o futuro próximo futebol profissional: chave de distribuição dos direitos audiovisuais, quadros competitivos e infraestruturas desportivas”, lê-se no comunicado da Liga Portugal. Esta reunião surge praticamente seis meses depois do último encontro entre os líderes das 33 sociedades desportivas representadas nas competições profissionais, em 28 de maio último. O novo encontro culmina, segundo o organismo, com os sete meses de trabalho da liderança de Reinaldo Teixeira.
Este anunciou ocorreu num dia em que a FPF acolheu uma reunião com os presidentes dos principais clubes nacionais. O organismo liderado por Pedro Proença discutiu com Rui Costa, André Villas-Boas, Frederico Varandas e António Salvador o tema da distribuição dos valores das apostas desportivas feitas em Portugal em campeonatos estrangeiros, confirmou à Lusa fonte ligada ao processo. Nesse sentido, os clubes pretendem que a receita proveniente das apostas online passe para a Liga Portugal, ao invés de ficar na FPF, como acontece. Esta receita chega perto dos 30 milhões de euros.
Segundo o Maisfutebol, esta reunião durou menos de duas horas, sendo que Varandas abandonou meia-hora mais cedo, devido a outros compromissos. Para além do ponto relacionado com as apostas desportivas, a reunião serviu para debater vários temas de interesse para o futebol português, como é o caso da arbitragem, dos quadros competitivos, da carga fiscal que cai sobre o futebol e dos custos com seguros e policiamento.