A Fundação Princesa das Astúrias, que representa a filha mais velha dos reis de Espanha, alertou para um esquema de burla no TikTok no qual são usados vídeos da princesa Leonor gerados por Inteligência Artificial para extorquir dinheiro a quem os assiste.
No TikTok, a página “Princess Leonor Foundation” publica vídeos onde uma suposta Leonor promete aos utilizadores pagamentos que chegam a milhares de euros em troca de uma “taxa” inicial de algumas centenas de dólares.
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“A fundação não tem quaisquer programas que ofereçam ajuda financeira, subsídios para projetos, lotarias ou quaisquer outras operações monetárias em benefício de cidadãos individuais. Da mesma forma, a Princesa das Astúrias não oferece ajuda financeira através da fundação e qualquer mensagem ou perfil que sugira o contrário é falso”, pode ler-se no comunicado, citado no The Guardian.
Não é a primeira vez que a princesa Leonor se vê dentro de um esquema de burla. Em 2024, uma investigação El País denunciava as dezenas de contas no TikTok que se faziam passar pela herdeira ao trono espanhol para enganar pessoas, partilhando os testemunhos das vítimas: “Não só perdi o dinheiro, como também me endividei bastante. Fiquei entusiasmada, porque eles me fizeram ficar entusiasmada, e a única coisa que consegui foi acabar endividada”, contou na época Juana Cobo, de 39 anos. “Recebi uma mensagem no TikTok a dizer que era a princesa Leonor a falar comigo, que tinha ganhado 100 000 dólares, mas que tinha de pagar um imposto de 2200 quetzales [cerca de 245 euros] para libertar o dinheiro”, explicou, afirmando ter acreditado que era verdade.
Contactado pelo El País sobre o roubo de identidade da princesa, o TikTok respondeu ter determinado que “o conteúdo denunciado não viola os nossos regulamentos”. No entanto, segundo as regras da comunidade, a plataforma “não permite contas que enganem ou tentem manipular a nossa plataforma, nem uma troca de serviços que aumente artificialmente a interação… incluindo comportamentos como operações secretas para influenciar ou suplantar identidades”.