1244,1kWh poupados 1244,1 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Tudo o que já se sabe sobre o musical inspirado na vida de José Sócrates — do nascimento ao início da Operação Marquês

Este artigo tem mais de 6 meses

Onde começa? Quem são as personagens? José Sócrates foi consultado? Todos os detalhes já revelados sobre a produção de 600 mil euros "Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical", que se estreia em abril.

A imagem do cartaz de "Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical"
i

▲A imagem do cartaz de "Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical"

▲A imagem do cartaz de "Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical"

Tem suscitado curiosidade desde o dia em que foi anunciada. Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical, que retrata de forma satírica a vida do antigo primeiro-ministro José Sócrates, estreia-se no próximo dia 1 de abril, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, mas até agora os contornos da peça de teatro da produtora UAU mantinham-se envoltos em muita reserva. Esta terça-feira, em conferência de imprensa, os responsáveis pela produção que custou 600 mil euros levantaram o véu sobre a comédia musical que mistura humor, crítica social e música para revisitar o percurso do ex-primeiro-ministro, da infância na Covilhã até ao julgamento por alegada corrupção.

Eis tudo o que já se sabe sobre o musical sobre a vida de José Sócrates.

Qual é a história?

A história da peça é a vida de José Sócrates, ex-primeiro ministro português. O espetáculo começa com o nascimento de Sócrates “nas Beiras”. “[O engenheiro] acaba de nascer”, revela Rui Melo ao Observador, à margem da conferência. “Depois a peça vai saltando no tempo, vamos ao presente, voltamos ao passado, mas arranca no nascimento e termina no julgamento, no início do julgamento.” Ou seja, a ação deverá atravessar as diferentes fases da ascensão política de Sócrates, até desembocar no momento em que se inicia o julgamento no âmbito da Operação Marquês.

A Operação Marquês será retratada?

Não, uma vez que a peça termina no exato momento que começa o julgamento. “Deixamos aqui em aberto a hipótese de Sócrates Musical parte 2”, disse Henrique Dias, autor do libreto, à comunicação social.

VASCO COELHO/OBSERVADOR

Qual é o elenco?

O elenco é composto pelos atores Alexandre Carvalho, Brienne Keller, Jorge Mourato, Manuel Marques, Marta Andrino, Miguel Raposo, Samuel Alves, Sílvia Filipe, Sissi Martins e Rita Cruz.

Quem faz de José Sócrates?

O ator Manuel Marques. Em conferência de imprensa, Manuel Marques, que está envolvido no projeto desde o princípio, revelou que acabou por ser uma escolha natural da equipa por já ter satirizado o ex-primeiro-ministro em sketches televisivos no programa Donos Disto Tudo (2015, RTP). Ainda assim, o ator diz ter ficado “nervosíssimo”, classificando o papel como “uma grande responsabilidade”.

Quem são as outras personagens?

Os atores do elenco vão multiplicar-se em várias personagens. Questionados pelo Observador, os responsáveis pelo projeto esclarecem que há “um melhor amigo”, políticos, “uma ministra” (interpretada pela atriz Sissi Martins), “uma filha”, “uma ex-mulher”, “algumas namoradas”, “um motorista” e “um rapaz que entrega pizzas”. Quanto à mãe do protagonista, “está presente, mas não enquanto personagem”, esclarecem.

É um espetáculo de comédia?

Sim. “O que nos interessou foi sempre a parte cómica, não temos interesse nenhum em fazer mais nada”, disse Henrique Dias. “Há um julgamento que está a decorrer e isso é para os tribunais. Qualquer juízo criminal não tem a ver connosco, tem a ver com os tribunais. Qualquer juízo moral é feito na cabeça de cada um de nós. O que as pessoas vão ter de fazer quando entram naquela sala é estabelecer um contrato que estão a ver uma peça de ficção e que estão ali para se divertir. Não temos necessidade de fazer julgamento, não é essa a nossa função.”

É um espetáculo político?

“Não pretende ser um espetáculo político. Para quem está à espera de um manifesto político: não é. Isto é um espetáculo de entretenimento, divertido”, diz Rui Melo, encenador. “É um espetáculo sobre ser português. Sobre o que é na sua essência a portugalidade.”

VASCO COELHO/OBSERVADOR

E as canções?

Se a encenação está a cargo de Rui Melo, a música do espetáculo está nas mãos de Artur Guimarães. A peça terá uma banda ao vivo, com Artur Guimarães como maestro e ao piano, acompanhado por Tom Neiva, André Galvão, João Valpaços, Marcelo Cantarinhas e Inês Nunes ou Carlos Domingues, com piano, bateria, baixo, violoncelo, guitarra e viola de arco. Em conferência de imprensa, os responsáveis adiantaram que não há uniformidade em relação ao estilo musical do espetáculo. Tanto terá “baladas” como “rap”.

Qual será a duração do espetáculo?

Os ensaios ainda não começaram, mas, segundo Rui Melo, encenador, a peça “não deverá durar mais do que 1 hora e 40 minutos”.

Quanto custou a produção da peça?

Trata-se de uma “superprodução” com um orçamento de 600 mil euros, de acordo com a produtora UAU, que espera atingir um público “acima das 50 mil pessoas”.

José Sócrates foi consultado?

Não. Henrique Dias, autor do libreto, diz que o texto parte de factos públicos da vida do engenheiro, exacerbados para obter um efeito cómico. “A peça não é uma reconstituição rigorosa do que aconteceu, isso é trabalho dos jornalistas”, disse à imprensa. “É uma sátira, uma farsa que tem como único objetivo fazer o público rir.”

Onde vai ser possível ver o espetáculo?

Sr. Engenheiro, Alegadamente um Musical vai estar em Lisboa, no Teatro Tivoli, BBVA, de 1 de abril a 10 de maio, e depois no Porto, no Coliseu Porto Ageas, de 14 a 17 de maio.

VASCO COELHO/OBSERVADOR

Quanto custam os bilhetes – e já estão à venda?

Os bilhetes já estão à venda desde novembro. Em Lisboa, custam entre 23€ e 37,5€. No Porto, os preços oscilam entre os 20€ e os 37,5€.

José Sócrates já se pronunciou sobre a peça?

Questionado pelo Observador, Henrique Dias diz que até ao momento não teve qualquer contacto com José Sócrates, além da reação do visado no jornal da TVI. “Mostrou-se indignado, mas isso não pode ser uma preocupação”, disse. Os responsáveis dizem que o ex-primeiro-ministro será convidado para a estreia. “Vamos convidá-lo, não sei se virá.”

Os autores têm receio de ser processados?

Questionado sobre o medo de serem alvo de um processo, Henrique Dias contesta:”Não nos passa pela cabeça que isso possa vir a acontecer”. “Os Anjos fizeram-nos perceber que pode acontecer qualquer coisa, mas estamos aqui a exercer duas coisas”, disse referindo-se à “liberdade de expressão” e “liberdade de criação artística”, dois direitos consagrados na constituição. “Se isso acontecer, cá estaremos”, afirmou, reforçando que estão a trabalhar “no campo do humor”.

[Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.