O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou esta quinta-feira que o concelho, no litoral do distrito de Coimbra, contabilizou mais de seis milhões de euros de prejuízos provocados pelo comboio de tempestades de janeiro e fevereiro.

Segundo Pedro Santana Lopes, que falava aos jornalistas no final da reunião da Câmara, os maiores prejuízos situam-se em equipamentos municipais.

A vereadora Cláudia Rocha precisou que os equipamentos municipais sofreram estragos na ordem dos quatro milhões de euros, enquanto o setor empresarial e industrial contabilizou danos de cerca de dois milhões de euros, em 60 empresas.

“O levantamento [dos prejuízos] já está todo efetuado no concelho e submetido à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro”, adiantou.

De acordo com Cláudia Rocha, os maiores prejuízos registaram-se nos edifícios, equipamentos e infraestruturas, seguindo-se a rede viária, os taludes e muros de suporte.

A autarca adiantou ainda que o município já validou 340 candidaturas de particulares para apoio à reconstrução de habitações, que totalizam cerca de 1,3 milhões de euros.

No entanto, segundo Cláudia Rocha, ainda só foram ressarcidos cerca de 10 mil euros, “o que é uma percentagem muito reduzida face ao que foi submetido”.