O Extremo cruza espaços religiosos no território da Falperra, entre Braga e Guimarães, com concertos que misturam géneros artísticos, num dia inteiro de programação desde o nascer até ao por do sol, somando ainda performance e instalações artísticas a música experimental e eletrónica.
A associação Capivara Azul, que assume a curadoria do festival, lembra em comunicado que a primeira edição, integrada na programação da Braga’25, atraiu mais de três mil pessoas, “esgotando todos os espaços de apresentação onde existia lotação limitada”.
“Há uma apetência do público por propostas que se afastem do formato da maioria dos festivais que se fazem no verão. Interessa-nos juntar um programa com qualidade artística a um ritmo que permita ao público respirar, escutar e descobrir o território”, acrescenta a nota.
Entre os destaques da programação está Alessandro Cortini, autor de Nati Infiniti, lançado em 2024, o mais recente disco a solo do italiano que fez parte da banda Nine Inch Nails e trabalha sobretudo com sintetizadores modulares e teclados.
Outro dos nomes fortes é Joana de Sá, sendo que artista multidisciplinar traz Absedo, lançado em 2024 após uma pesquisa sobre o património megalítico do distrito de Viseu, num trabalho que cruza poesia, colagem sonora, gravações de campo e instrumentos clássicos, da flauta à voz.
Já o venezuelano Molero usa sintetizadores para “explorar imaginários tropicais, visões e paisagens sonoras oníricas”, voltando ao Minho após um concerto em 2021, no Teatro Jordão (Guimarães), também pela mão da Capivara Azul.
Entre os destaques estão também o norte-americano Shane Parish, membro dos Ahleuchatistas e do Bill Orcutt Guitar Quartet que a solo cruza a guitarra artística com um universo eletrónico numa abordagem vanguardista, e a cantautor experimental portuense Calcutá, que apresenta Soon After Dawn, lançado no final de janeiro.
Além da música, a programação inclui ainda instalações, oficinas, uma caminhada e outras iniciativas, numa segunda edição do festival que mantém a entrada gratuita.