A edição 2026 do Festival Literário do Douro (FLiD), que decorre entre 7 e 9 de maio, em Sabrosa, centra-se na poesia e conta com a participação de 20 poetas, ensaístas, artistas plásticos ou músicos.
João Luís Sequeira, diretor do Espaço Miguel Torga, disse que na oitava edição do FLiD se pretende “chamar a poesia para um primeiro plano da literatura”, considerando que esta é uma das formas de expressão “mais conseguida, complexa e mais bela”.
“É um pouco esquecida nos tempos que correm, as artes de uma forma geral e a literatura, mas, dentro da literatura, a poesia por vezes é um pouco secundarizada e a nossa ideia é puxá-la um pouco, dar mais atenção aos poetas, dar mais atenção à poesia“, realçou.
Com organização do Espaço Miguel Torga, da Câmara de Sabrosa, o festival conta com a programação do poeta Nuno Higino.
No Espaço Miguel Torga, instalado em São Martinho de Anta, terra natal deste escritor, vão decorrer debates, conversas e concertos, com o FLiD a arrancar com a inauguração da exposição de pintura de João Dixo, que tem a curadoria da neta do artista, Sara Dixo.
Nesse dia, a antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima fará uma conferência subordinada ao tema “Humanidades para ler o escuro na contemporaneidade” e António Domingos fará uma sessão de poesia de Álvaro de Campos.
O FLiD mantém a sua aposta na ligação com os alunos e as escolas, designadamente com os agrupamentos de escolas Miguel Torga, em Sabrosa, e o Morgado Mateus, em Vila Real.
Os autores João Pedro Mestre e Rachel Caiano vão falar com alunos do segundo ciclo e a professora Idalinda Fitas estará com alunos do primeiro ciclo.
João Luís Sequeira realçou a proximidade entre escritores e o público proporcionada pelo festival, considerando que é já “uma marca do FLiD” que se pretende “aprofundar tanto quanto possível”.
O programa do festival contempla debate subordinados a temas relacionados com a literatura e a escrita, designadamente “Para quê poetas em tempos de penúria?”, “Todas as artes são artes da poesia?”, “A poesia e o pensamento onde se encontram?” e “A poesia aprende-se?”.
Serão ainda apresentados os livros “Menos uma hora nos Açores”, de Rui Assis, “Fábulas Angolanas”, de Luandino Vieira, e “Pessoa, Portugal e o Futuro”, de Onésimo Teotónio Almeida, projetado o documentário “Amor em quarentena”, de Nuno Vieira, e o concerto de Lavoisier encerra o FLiD no dia 9.
Haverá também uma feira do livro e uma romagem ao túmulo do escritor Miguel Torga (1907-1995), em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real.
Nesta edição do FLiD participam, entre escritores, artistas ou músicos, nomes como Alberto Péssimo, António Domingos, Fernando Lapa, Francisca Camelo, Idalinda Fitas, Inês Lourenço, Isabel Pires de Lima, Isaque Ferreira, Rute Dixo, Sara Dixo, João Habitualmente, João Pedro Mésseder, José Vieira, Lavoisier, Liliana Moreira, Luandino Vieira, Luís Caetano, Marco Aurélio Silva, Mário Bismarck, Nuno F. Silva, Nuno Viana, Onésimo Teotónio Almeida, Patrícia Posse, Rachel Caiano, Raquel Serejo Martins, Rui Assis, Rui David, Rui Spranger e Zetho Gonçalves.